Assassin’s Creed: A Cruzada Secreta


Quem me conhece, sabe que Assassin’s Creed em pouco tempo já virou uma de minhas franquias favoritas, mesmo eu só tendo zerado dois jogos dos sete lançados até agora (Revelations), mas tenho bastante conteúdo e ouso afirmar que posso falar com certa propriedade da série (tem análises de três dos jogos da série aqui no Blog). Pois bem, como entusiasta, comprei cada livro da série em seu lançamento nacional (Apenas o Renascença demorou um pouco devido a dificuldades pós férias), além da comic da Panini. No início desse mês, a editora Galera Record (subsidiária da Editora Record, porém voltada ao público jovem, tendo publicadas obras mais ‘femininas’ como o Diário de uma Princesa e outas pieguices da Meg Cabot e séries mais voltadas pro público da Fantasia como Artemis Fowl) lançou num espaço relativamente curto entre este e seu antecessor, o terceiro livro da série Assassin’s Creed, sendo subtitulado “A Cruzada Secreta”. E confira aqui, minha crítica ao livro:

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A Teia do Homem-Aranha #4


Você já se deparou com algum jogo, filme, ou mesmo história em quadrinhos ruim? Provavelmente sim, e também deve ter pensado que se recebessem uma versão com alguns retoques, ela ficaria bem mais palpável, não é? Isso pode ser exemplificado com Castlevania Adventure: Rebirth (Wii) que em seu original do Game Boy era um jogo horroroso. Acho que me fiz entender, não? Pois bem, quem é fã de longa (longuíssima) data do Homem-Aranha, deve ter se deparado com a controversa Saga do Clone nos anos 90. Tudo começou de maneira inocente, e tinha tudo para ser uma saga simples, comum e curta, porém decisões erradas da Marvel a Saga se alongou por dois longos anos e virou uma bola de neve até ser terminada de maneira patética dois anos depois com dois balões idiotas e o Aranha Escarlate morreu de forma patética.
Muitos anos depois, o roteirista Tom de Falco, em seu último trabalho para a Marvel, decidiu refazer a Saga da maneira que havia sido pretendida originalmente, consertando erros aqui e acolá, e o compilado destas 6 histórias (foi publicado durante seis meses nos Estados Unidos, na minissérie Spider-Man: The Clone Saga) foi lançado aqui no Brasil em dezembro de 2010 na edição numero 4 da revista Bimestral “A Teia do Homem-Aranha” (Não confundam com a publicação antiga de mesmo nome). Vamos ver se ela redimiu os erros do passado ou merece ser jogada na Latrina?
A Teia do Homem-Aranha #4: A Saga do Clone – Edição Definitiva

Editora: Panini

Autores: Tom DeFalco (roteiro), Howard Mackie (edição) e Todd Nauck (Arte)

Preço: R$14,90
O roteiro é uma versão mais compactada dos eventos da Saga do Clone, sumarizando alguns eventos importantes anteriores a ela. E depois, inicia-se a entrada de Ben Reilly na vida do Homem-Aranha e como eles lidam com as consequências disso. Mas basicamente, envolve um plot de clonagem, Tia May e Mary Jane infectadas por algo misterioso e os Aranhas se juntando.
O Enredo não tem muita complexidade, e é bem amarrado. Muitos dos defeitos da Saga original foram consertados, e agradecemos por isso, principalmente eu, que peguei essa fase e gostei bastante do Aranha escarlate. Kaine não aparece só pra foder com o Octopus (no original ele aparecia e matava ele) e tem uma participação melhor e mais significativa na história. A história pode ser dividida em dois arcos: O do Chacal, e o do Novo Homem-Aranha (que tem parte no nascimento da filha de Pete e MJ). No primeiro, temos a chegada de Ben em Nova York e Peter encontrando alguém que realmente entende como ele se sente como Aranha, já que Ben é um clone dele.
A trama como eu disse, é bem melhor feita, mas dá pequenos deslizes como não explorar muito as lembranças de Ben (só sabemos que Kaine fodeu com a namorada dele – não em sentido literal), mas no geral se sai bem.
Os traços podem ser a princípio estranhos, mas não são ruins, são bons. E as capas são melhores ainda. No geral, os traços são melhores que as histórias publicadas na “Teia do Aranha” (Diabos, a Gata Negra de uma das edições parece ser bem mais velha do que é). A colorização é bacana e o acabamento em geral da revista é bom. Só não é tão bom quanto o daquele compilado que a Panini soltou e que tem a origem do Venom, mas isso é assunto pra outro dia.
Finalizando, pelo preço vendido e o conteúdo melhorado, A Teia do Aranha #4 vale a pena a compra, mesmo para aqueles que não pegaram a Saga do Clone e funcionou como um pedido de desculpas pelas cagadas da Saga original. Recomendado!

 

Metro 2033


O Apocalipse já foi explorado de diversas maneiras em Jogos, Filmes e Livros, cada qual com sua particularidade. Em 2010, a THQ, junto com o estúdio 4A Games lançou o FPS Metro 2033, que com sua mistura de mundo pós apocalíptico e pitadas de horror, ganhou diversos elogios, e sua sequência (Metro: Last Light) deve chegar as lojas no primeiro trimestre de 2013. Mas, o que causou de certa forma surpresa entre alguns, é que o jogo era a adaptação de um livro, e RUSSO! Pois bem, vamos com a análise do Livro Metro 2033, de Dmitry Glukhovsky.
Metro 2033 (livro)

Autor: Dmitry Glukhovsky

Editora: Planeta

Páginas: 416

Preço Médio: 39,90 (Na Saraiva*)

*Na última busca feita, o livro não estava em estoque
Sinopse:

Sem muitas explicações, como se a informação tivesse se perdido no tempo, sabemos apenas que uma catástrofe nuclear assolou a Rússia e a maior parte da população morreu. Algumas pessoas conseguiram se refugiar nos subterrâneos do metrô de Moscou, para se proteger da devastação, e aqueles que não tiveram a mesma sorte sofreram os efeitos brutais da radiação.

Mais de 20 anos se passam e toda uma nova geração cresce dentro dos túneis do metrô e uma sociedade é desenvolvida ali dentro, fazendo com que a sobrevivência seja a regra principal do dia-a-dia. Alimentando-se de cogumelos, ratos, porcos e galinhas, a população moscovita digladia-se com a dura realidade da vida no subsolo.

É neste cenário pós-apocalíptico que acompanhamos a triste jornada de Artyom, sobrevivente da superfície que foi entregue por sua mãe nas mãos de soldados durante uma praga de ratos, e que passa a viver numa longínqua estação de metrô que, além de suportar todas as dificuldades de uma existência precária, é assolada por criaturas terríveis da superfície chamadas por eles de “demônios”, fruto da mutação causada pela radiação.

Sob constante ameaça de ataques das criaturas demoníacas da superfície, Artyom se vê na difícil tarefa de alertar outras estações do risco iminente de uma invasão massiva que porá em risco os últimos humanos da Terra. A missão lhe foi incumbida por Hunter, um dos poucos que fazem excursões na superfície de Moscou em busca de suprimentos para o povo do metrô, que desconfia do medo que assoma às mentes de quase toda população restante.

Narrativa:

Esqueça o clima amedrontador do jogo. Metro 2033 não é assustador como o game originado dele, mas Glokhovsky optou por usar uma narrativa mais carregada, e cheia de incerteza. Artyom é jovem, mas o mundo em que ele vive é aterrorizador (o desconhecido é o maior inimigo) e em sua busca, sobreviver a cada dia já é um prêmio. A cada porto seguro de sua jornada, dúvidas e incertezas cercam o protagonista. Todo esse clima claustrofóbico, é de certa forma muito bem ambientado pelo conhecimento do autor das linhas de metrô de Moscou. Apesar de estarem vivendo no limite, o livro mostra que mesmo assim a raça humana não melhorou muito e continua sendo tão cruel e insana como é nos dias de hoje. Os momentos aonde o passado na superfície é lembrado, carregam um tom de Nostalgia realista, e o final de certa forma surpreende.
Edição Nacional

Apesar da capa original ser melhor, a Editora Planeta caprichou no material nacional, apesar de algumas traduções desnecessárias (Alguns nomes de estação foram traduzidos e acabam não batendo com o caprichado mapa que é usado como guia, aliás, são dois mapas, um com como deveria ser e um como é a realidade) o trabalho no geral é bem feito (bom, melhor que algumas coisas que ouvi sobre as traduções de Game of Thrones).
Considerações finais:

Uma obra de Sci-Fi pós apocalíptica excelente. Com uma ambientação imersiva e um clima sufocante de desespero, com uma pitada de sobrenatural, e um final que surpreende, deixando o leitor curioso sobre o que acontecerá em Metro 2034 (Ainda não publicado em inglês ou português) e sobre o que Artyom vai fazer com aquilo que aprendeu.

Score: 95% – Excelente

Nota pós review:

Os livros Metro 2033 e Metro 2034 podem ser lidos on-line de graça em seus respectivos sites em russo, e o game Metro 2033 para PC está sendo vendido pela revista Fullgames por R$ 17,90

Metro 2033 Website

Metro 2034 Website

Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios (As Quatro Visões da Obra)


Acho que muitos de vocês já devem ter ouvido falar em Percy Jackson vez ou outra. Seja por ataques de nojinho na internetz, ou seja no meu caso, por ser fã.

 

A série começou a ser publicada em 2005 nos Estados Unidos, e foi até 2009, com o quinto livro. Gerou um Spin-Off no mesmo universo fictício, intitulado “As Crônicas dos Kane” (2010-2012, 3 Livros + 1 Guia) e uma série sequencial, “Heróis do Olimpo”, cujo terceiro livro será lançado no fim do ano (e a promessa é de mais dois livros). Mas bem, vamos a um resumo rápido sobre a série:
Basicamente, os mitos e lendas gregas da antiguidade não morreram, eles apenas migraram para o centro mais poderoso do Ocidente, mudando conforme o poder mudava, para Roma, Inglaterra, até que chegou a atual potência mundial, os Estados Unidos. E não só os deuses, mas também os monstros. E nesse meio, temos os semideuses, filhos de um pai/mãe mortal e um pai/mãe divino. Percy Jackson é um deles, e a sua chegada no Acampamento Meio-Sangue é o início de um feroz confronto que pode salvar ou destruir o mundo.

Mas, vamos falar das quatro visões diferentes do primeiro livro da série, lançadas ao longo do tempo, entre 2005 e 2011:
Percy Jackson e os Olimpianos ~Livro 1~: O Ladrão de Raios (Rick Riordan, Intrinseca)
Percy Jackson é um garoto-problema. Expulso de suas últimas seis escolas nos últimos seis anos, sofre de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiper Atividade) e Dislexia. Seu mundo vira de ponta cabeça quando ele descobre que é filho de um deus e que todas as criaturas que ele havia estudado nas aulas de latim existem mesmo, inclusive sua professora de matemática era uma delas, e outra dessas matara sua mãe. Chegando ao Acampamento Meio-Sangue, Percy tem uma difícil missão por encarar, recuperar o Raio Mestre de Zeus que fora roubado, e encarar uma traição pior que a fúria dos deuses.
Comentários:

O primeiro livro é possívelmente o maior da primeira série (Na Coréia ele foi dividido em 2 partes), pois Riordan se preocupou em apresentar o universo da série e aos poucos dita o tom. A Narrativa em primeira pessoa é a princípio estranha pra quem não está habituada. Entre prós e contras, fica apresentado o tom que a série tem, apesar de ainda ter muitos mistérios não revelados, apenas em suas sequências.
Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios (20th century fox, com Logan Lerman, Uma Thurman e Pierce Brosnan)
Dirigido por Chris Columbus (dos dois primeiros filmes de Harry Potter), estreou em fevereiro de 2010 nos cinemas. Percy Jackson é um adolescente problemático e seu mundo vira de ponta cabeça quando criaturas vindas de seus livros de latim (não literalmente) tentam matá-lo. Chegando ao único refúgio seguro para pessoas como ele (semideusas), ele descobre sobre sua ascendência divina. E junto com seus amigos Annabeth e Grover, parte numa missão para recuperar o raio mestre.
Comentários:

Assisti a esse filme duas vezes nos cinemas, como filme, não é de todo ruim, tem seus bons momentos. Mas é impossível não comparar com o livro. Tudo bem que o Columbus tomou liberdades em relação a obra original, mas distorcê-la a ponto de transformá-la em um conto adolescente de aventura. (Percy e seus amigos tem 11 anos no livro, e no filme aparentam ter 16). Sem contar os cortes essenciais pro entendimento da trama, como Ares, Clarisse e Cronos. As atuações até que estão razoáveis, e algumas cenas foram bem feitas (como a batalha entre Luke x Percy no Empire State se estendendo por Nova York), do cast de dublagem, reconheci Fábio Lucindo (Percy), Wendel Bezerra (Grover) e Leonardo Camilo (como sempre, a voz de Pierce Brosnan, o centauro Quiron).
Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief (Activision, Nintendo DS)

É a adaptação do filme para o portátil da Nintendo, é exclusivo e é algo parecido com um RPG, segue mais ou menos o roteiro do filme. Percy Jackson é um adolescente problemático e seu mundo vira de ponta cabeça quando criaturas vindas de seus livros de latim (não literalmente) tentam matá-lo. Chegando ao único refúgio seguro para pessoas como ele (semideusas), ele descobre sobre sua ascendência divina. E junto com seus amigos, parte numa missão para recuperar o raio mestre. (Sim, eu colei o texto do tópico anterior, algum problema?)
Comentários:

Joguei um pouco deste jogo. É mediano. Considerando o prazo apertado não é muito ruim, mas tem alguns defeitos e qualidades notáveis. Tomou algumas liberdades e adicionou personagens não vistos no filme, Victoria, filha de Apolo, mas que apoia Ares (e indiretamente faz o papel que Clarisse tem no livro) e Isaac Schuster (Filho de Hefesto), além de colocar Luke no seu grupo. No Mapa você navega clicando no ponto de destino, e no meio do caminho pode encontrar inimigos, e as batalhas são por turnos. Há técnicas especiais e condições de ataque crítico e defesa que exploram o uso da Stylus. Peca por não te colocar na ação/exploração de um rpg, já as batalhas são ao menos decentes.

Percy Jackson e os Olimpianos: O Ladrão de Raios – Graphic Novel (Robert Venditti, Attila Futaki , Rick Riordan, Jose Villarrubia – Intrinseca)

É a versão em Quadrinhos do primeiro livro de Percy Jackson e os Olimpianos. Vocês não querem mesmo que eu repita o texto de novo, não é?
Comentários:

Não cheguei a lê-la inteira (Eu estava comprando Son of Neptune no dia), mas bem, procurando por algumas informações na internet e folheando uma página aqui e outra ali na livraria. Ela é um pouco mais fiel ao livro, com uma ou outra cena cortada ou alterada. Porém, algumas imagens dão uma ligação maior com o filme. Mas aonde a coisa degringola mesmo é na arte, que é… Feia. Não, sério, eu tenho costume de comprar algumas graphic novels, mas o traço desta não é dos melhores, ainda assim melhor que a de God of War.
Bom, não sei como finalizar o artigo, mas espero que tenham ao menos lido e curtido o artigo, já que estou com uma mega preguiça de escrever alguma análise.

Os Mangás de Breath of Fire e seus status


 

Hoje em dia, pouca gente reconhece a série Breath of Fire, pelo fato de seu último episódio ter saído há muito tempo (Dragon Quarter no PS2), e porque diversas séries ganharam mais importância no mundo dos games. É claro que Breath of Fire é uma série de qualidade e tudo mais, mas a Capcom não dá mais tanta importância a ela, apesar de empresas como a Camelot (das séries Mario Tennis e Golden Sun) mostrarem claro interesse em produzir o sexto episódio de BoF.

 

Como muitas séries de jogos, Breath of Fire ganhou mangás baseados nela e eu já disse a vocês em posts passados, que um dos projetos meus de tradução é o do mangá baseado no primeiro jogo, mas vamos listar aqui os mangás baseados na série, um pouco sobre elas e o status aqui no Brasil (em termos de scantrad).

 

 

Breath of Fire: Ryuu no Senshi (6 Capítulos, Hiroshi Yakumo)

É a adaptação do primeiro game da série Breath of Fire, e conta a história da batalha de Ryu e seus amigos contra os Dragões Negros e a deusa Myria.

Scanlator: Origami Scans

Status: A tradução está completa, faltando apenas etapas de finalização como edição e tratamento de imagens (a qualidade das scans já não era boa e a edição do scanlator gringo piorou, não acho RAWS dela de jeito nenhum).

 

Breath of Fire:  Tsubasa no Oujo (8 capítulos, Kouji Hayato)

 

Mangá que dá sequência tanto ao primeiro jogo, quanto ao mangá. Com a derrocada dos Dragões Negros, o clã dos Dragões de Gelo aparece para tentar (advinhem!) Dominar o mundo.

Scanlator: (possivelmente) Origami Scans

Status: Traduzindo o primeiro capítulo. Também estou a procura de alguém para transcrever os scripts dos capítulos 7 e 8, mas isso é outra história. Dessa vez as Raws estão numa puta qualidade boa.

 

Breath of Fire Part II: Chiisana Boukensha (1 volume,  Kouji Hayato)

Não, não é adaptação de Breath of Fire 2, mas sim uma “sequência” de Tsubasa no Oujo. Tendo um clima mais ameno, conta as aventuras dos filhos de Ryu (provavelmente com Nina) e Gilliam (Bo na versão americana)

Scanlator: Nenhum (Não há raws disponíveis, os membros do Dragon-Tear.net também estão a procura dele)

Status: Sem RAWS, sem trabalho.

 

Utsurowazarumono: Breath of Fire IV (27 capítulos, Ichimura Hitoshi)

É a adaptação do quarto Breath of Fire, segue com certa fidelidade o roteiro do mesmo.

Scanlator: Falcon.

Status: Completo, pode procurar na net.

 

Bem,  por hoje é isso. Vou continuar a traduzir BoF: Tsubasa no Oujo e Seitokai Yakuindomo (já to com saudade dessas malucas) enquanto torço para traduzirem os dois ultimos capítulos de Tsubasa no Oujo.

 

Até a próxima!

 

God of War (Comic)


Muitas vezes algumas produtoras, com uma franquia de sucesso (ou game de sucesso) em mãos, vêem em outras mídias, um jeito de capitalizar mais e faturar uns trocados extras com coisas que vão desde figures, a filmes (bons ou ruins) com a marca estampada. Games e quadrinhos não estão tão distantes e temos dezenas de jogos baseados em heróis das HQ’s, e tem para todos os gostos, desde heróis populares como o Homem-Aranha (Spider-Man: Shattered Dimensions vem a mente) ao desconhecido das massas The Darkness (cujo jogo baseado na obra é um dos títulos mais originais já vistos – pra um jogo em primeira pessoa). E não esqueçamos do caminho inverso, diversas obras dos games existem em quadrinhos também. A Archie Comics publica quadrinhos do Sonic desde quando Sonic 2 era o jogo do momento e Zelda ganhou inúmeros mangás, sendo inclusive a comic oficial de “A Link to The Past” tendo sido desenhada pelo criador do Kamen Rider. Lembrando que eu disse comic, não mangá. O Mangá de “Triforce of The Gods” (Kamigami no Triforce, título japonês de “A Link to The Past”) é de outro autor (Ataru Cagiwa).

Todo esse texto é para dizer, que Games são uma mídia forte e presente desde muito tempo. E que Quadrinhos baseados em Games tem que atingir ao seu público específico, mas ter apelo o suficiente para atrair possíveis novos jogadores. A um tempo atrás (bem próximo do lançamento de Gears of War 3), falei sobre a HQ que leva o nome da franquia e elogiei tanto os traços (fiéis ao jogo de origem) e o roteiro, que apesar de ser simples, funciona e conta parte do que aconteceu entre Gears e Gears 2. Tempo depois adquiri a Graphic Novel baseada no jogo Epic Mickey e pretendo falar dela assim que puder. E eis que a Panini lança aqui no Brasil, a HQ baseada em God of War…

Esses três pontos significam o que você pensou. Sim, é isso mesmo. Mas vamos lá, inspire profundamente Kyo, se não você não termina esse texto hoje.

O roteiro tenta contar com um ritmo parecido com o dos jogos (mesclando entre presente e flashback), se passando entre God of War 1 e God of War 2 e com os flashbacks antes de God of War: Chains of Olympus (antes de Kratos se tornar o fantasma de Esparta). O problema, é que a revista toda (que cobre os seis primeiros volumes de God of War nos EUA) não tem um ritmo bom, exceto o último capítulo. Segmentos curtos da história no presente e segmentos MUITO LONGOS ocorridos no passado, e caspita! Kratos fica parado muito tempo nesses flashbacks e os inimigos não o atacaram? E quando a história parece ficar interessante num lado, e corte pra flashback e corta pro presente, quebrando o ritmo da leitura!

Fora que, como aprendemos jogando na série, Zeus é um filha da puta sem tamanho e os outros só são “Maria-vai-com-as-outras” dele, querendo comer o rabo de Kratos apenas no terceiro jogo da série (aonde são massacrados sem piedade), e aqui TODOS os Deuses são mostrados como Filhos da Puta que usam os humanos como peão e acabam os empurrando para uma morte prematura (nas mãos de Kratos), e cara… Isso foi um completo desperdício de… De tudo! Não é a toa que a DC está tão desacreditada (pelo menos mais que a Marvel).

Os traços não ajudam muito, e são estranhos, mas não o estranho que você acostuma, tipo Scott Pilgrim ou Crayon Shin-Chan, mas estranho do tipo “Porra, gastei vinte reais num monte de borrado?” e acho que isso resume o que eu quero dizer. E as capas são boas, mas o conteúdo interior deixa muito a desejar. E não podemos deixar de frisar que a HQ se passa entre GoW 1 e GoW 2… O que conflita com o recente GoW: Ghost of Sparta (PSP, PS3) que se passa no MESMO PERÍODO.

E Finalizando, não gastem dinheiro nesta porcaria. Sério, eu já fiz isso e minha reação foi de “PQP, 20 reais jogados fora”, me arrependi amargamente de ter comprado. Principalmente na época em que comprei, pois eram meus últimos 20 reais do salário!

Mangás do Kyo ~Ou algo do tipo~


Olá a todos, desde Kirby’s Adventure não tivemos uma atualização no Blog, e o motivo, é que além do cansaço do trabalho, estou envolvido com uma outra coisa que eu havia dito no post de Kirby. Agora, eu faço parte de um scantrad, um grupo de tradução de mangás, no caso, como não manjo nada de edição, estou na parte de traduções do grupo. No caso, faço parte do Origami Scans (jabá time, façam uma visitinha e não esperem mangás conhecidos ou longos, mas mangás legais), no meu caso, estou tocando dois projetos de mangás:

#1 Seitokai Yakuindomo (ou SYD para abreviar) – Traduzindo: Membros do Conselho Estudantil

Uma das páginas de SYD, já traduzida e editada

Tsuda Takatoshi é um novo aluno de uma escola que recentemente começou a aceitar homens, logo em seu primeiro dia ele é convidado a participar do conselho estudantil, sendo o único homen do conselho ele se torna o vice-presidente. Assim começa o seu dia como a única pessoa normal do conselho estudantil e em uma escola que praticamente tem apenas mulheres…

É um mangá lançado no formato 4koma (leitura yon-koma), que basicamente a leitura, ao invés de seguir o padrão dos mangás, ela segue um ritmo de colunas (de quatro painéis – ou quadrinhos) da direita para a esquerda. Um exemplo deste tipo de mangá publicado no Brasil, é o K-On! (Kakifly, editora New POP) e também podemos citar os extras do mangá de Gundam Wing (Koichi Tokita, editora Panini), sendo que esses foram adaptados para a leitura ocidental, apesar de ainda seguir o estilo 4koma, o que resultou em algumas coisas confusas, somadas a edição porca (ruim é pouco) da Panini…

#2 Breath of Fire: O Guerreiro Dragão

Página de teste de Breath of Fire

É a adaptação em mangá do primeiro Breath of Fire e primeiro projeto pessoal meu (apesar de ter sido a terceira opção, falarei sobre isso mais a frente). O mangá é relativamente curto (dois volumes de 3 capítulos cada) e creio eu que vai servir como teste real de minha capacidade como tradutor (já que SYD é relativamente fácil, sendo o maior desafio adaptar os trocadilhos pro português). Planejamos (eu e a editora, a Paula “Dorothy”) lançar tudo em dois meses (um volume por mês, pois ainda temos SYD – no meu caso – e Hidan no Aria – no caso dela – pra traduzir e editar)

Breath of Fire não foi minha primeira opção de mangá para traduzir, houveram outros dois antes:

 

Kaikan Phrase É um shoujo + musical, conta a história de uma banda e tudo mais, tem muitos volumes (apesar do tamanho enoooorme, o motivo é que eu gosto do anime dele), mas como tem um scantrad já o fazendo, parti para outra opção.

 

Guilty Gear Xtra Ele se passa entre Guilty Gear e Guilty Gear X, iriamos começar a fazer, já que o scantrad que fazia ele em português abortou faltando 3 capítulos pro fim, mas o projeto teve de ser posto em hiato indefinido até conseguirmos RAW’s decentes do mangá. (Eu já traduzi o cap. 2)

 

Bem, essa é a razão da diminuição do ritmo dos posts no Blog, mas aguarde que mais tarde tem Galeria Cosplay E Review.

HQ Análise: Scott Pilgrim Contra o Mundo (Volume 1)


Olá amigos, caso vocês não tenham notado, exceto pela última quarta-feira com o post de aniversário, essa semana não tivemos posts no Blog, mas foi por um bom motivo (ainda que o motivador não seja lá muito bom). Na segunda-feira, acordei com os olhos avermelhados e inchados, e descobri que era uma conjuntivite. Somando-se as duas vezes em que fui no Hospital (Terça e Sexta) fui afastado (por atestado) do serviço por oito dias. O texto do blog na quarta saiu no sofrimento. Agora eu estou na fase final do tratamento (meus olhos estão melhorando muito, o esquerdo está legal e o direito está retornando a sua coloração normal aos poucos – Na sexta, meu olho estava num vermelho daqueles absolutos, da cor primária mesmo), a base de muito soro fisiológico e um pouco de colírio. Mas no geral eu estou melhor que antes. E bem, ano novo no Blog, que tal retomar as análises de quadrinhos? Ok, só tivemos uma análise da comic de Gears of War, mas de qualquer jeito, era algo que eu queria retomar (tenho até outra análise pronta). Vamos a crítica do primeiro Volume de “Scott Pilgrim contra o Mundo”.
Scott Pilgrim Contra o Mundo Vol. 1

Autor: Bryan Lee O’Malley

Editora: Quadrinhos na Cia.

Número de Páginas: Aproximadamente 370

Preço Médio: Entre 29,90 e 34,90

 

Do que se trata:

A edição Brasileira de Scott Pilgrim, contém os dois primeiros volumes da série Scott Pilgrim, publicados em 2004 e 2005 no Canadá. Para aproveitar o embalo do filme lançado (Com Michael Cera e Chris Evans), a editora resolveu colocar os volumes sem título, deixando apenas “Scott Pilgrim Contra o Mundo” (Que é o nome do Segundo Volume original). E com essa de condensar dois volumes em um, foi-se também as capas originais. A HQ conta a história de Scott Pilgrim, que enquanto tenta tocar sua vida e fazer sucesso com sua banda, tem que lidar com os sete ex-namorados do mal de sua namorada Ramona Flowers.
Traços:

O Traço de Bryan Lee O’Malley com certeza é diferente do que você está acostumado a ler numa HQ ou num mangá. De fato, a princípio parece meio desleixado, até infantil. Mas esse mesmo traço permite um certo maleamento dos personagens em algumas cenas exageradas. A maioria dos personagens (talvez o Pequeno Neil seja exceção por parecer MUITO com o Scott) tem uma identidade própria, exceto coadjuvantes que você não ligará e aparecerão por meia página (tipo uma daquelas amigas vadias da Kim). Os cenários são, como diria assim, você não vai perder muito tempo reparando excessivamente neles, pois como é uma HQ focada na ação, o ritmo é rápido.
Acabamento da Edição Nacional/Tradução
Excetuando a situação da capa original, o acabamento até que é bom, o papel é de boa qualidade (o que até justifica UM POUCO o preço agressivo) e bem, apesar de eu não ser o sujeito mais cuidadoso do mundo, já li um monte de vezes e continua praticamente (exceto uma coisinha ou outra do meu desleixo) em perfeitas condições de leitura. A Tradução está muito bem feita, sem erros ortográficos (Oi K-On #1?) ou termos censurados (Oi Saint Seiya da Conrad?), apesar da linguagem leve, há sempre um ou outro termo mais picante, um viadinho aqui, um bichinha ali.
Considerações Finais
Scott Pilgrim não agradará a todos. Talvez por seu traço, ou por referências demais a coisas da cultura geek/gamer/otaku, algumas pessoas irão possivelmente torcer o nariz. E realmente, Scott Pilgrim é um quadrinho realmente de nicho, a um público restrito. A esses, eu recomendo a compra (ou pelo menos pegue emprestado com um amigo), a todos os outros, dêem uma olhada antes de tirar o dinheiro da carteira, ou poderão gastar dinheiro a toa, que nem eu fiz com a comic de God Of War. Bem, essa é outra história… Até a próxima!

Escolha o Próximo Prêmio


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E aí pessoal? Beleza? Ok, a promoção do DVD não foi tão boa assim, mas ao menos deu pra saber que o sistema consegue fazer sorteios bacanas… Espero que vocês ao menos comentem no Blog, porque eu dou duro pra escrever esses posts, e sem retorno fica chato. Enfim, mês que vem já tá na porta aí e teremos um sorteio novo… Mas eu não faço a menor idéia do que sortear… Passando por aí, encontrei três opções:


1) Algum jogo de PS2 (Possivelmente algum Guitar Hero ou um dos God of War, ou outro título)

Com a nova geração já amadurecida, os títulos de PS2 tiveram uma boa queda de preço, ou seja… Posso sortear um título sem colocar meu bolso em risco (Os prêmios dados em sorteios aqui saem do meu bolso)


2) Assassin’s Creed: Renascença

O romance que faz parte da cronologia da série da Ubisoft acaba de ser lançado no Brasil pela editora Record… Uma cópia seria interessante, não?

3) Starter Deck Pokémon TCG: HeartGold & SoulSilver

E eu não tenho nada o que escrever aqui, certo?

Votem nos comentários, os votos serão válidos até o dia 09/09, ou seja, a próxima sexta-feira.

 

 

 

 

[Game Books] ICO: Castle in The Mist (NEWS)


A Viz Media (responsável pela vinda de muitos animes ao ocidente e responsável pela edição norte-americana da revista Shonen Jump) anunciou que publicará a novel ICO: Castle in The Mist (Miyuki Miyabe), baseada no jogo de PS2. O livro será lançado nos EUA no dia 16 de Agosto, com um preço de 16 dólares (algo em torno de 25 a 30 reais, dependendo da cotação). O lançamento do livro no mercado ocidental é oportuno, devido a chegada da versão HD do jogo, junto com Shadow of Colossus. De acordo com a editora, Miyabe se inspirou na atmosfera do jogo e pretende expandir a história de ICO em seu livro.

Fonte: Destructoid

Para fazer a pré-compra, clique na capa do livro acima