Kingdoms of Amalur: Reckoning


Num mar de franquias consagradas, com Elder Scrolls, Dragon Age, Final Fantasy, Dragon Quest entre outros títulos, é difícil alguma produtora tentar emplacar alguma franquia original nos dias de hoje. Mas, a EA, apesar dos frequentes tropeços advindos de decisões mais político-financeiras do que relacionadas aos jogos em si, juntamente com dois estúdios, resolveu se arriscar no ramo dos RPG’s de ação. Alardeado por ter um escritor famoso na concepção do mundo medieval aonde se passa, Kingdoms of Amalur estava sendo desenvolvido como um MMORPG, mas em algum momento do desenvolvimento, a produtora resolveu colocá-lo como um RPG de Ação. Será que foi uma decisão acertada? Ou o jogo amargará a derrota e ficará esquecido num cantinho como outra franquia promissora da EA, Mirror’s Edge? É o que leremos na análise de Kingdoms of Amalur: Reckoning. (mais…)

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Might And Magic: Clash of Heroes (Nintendo DS/Playstation 3/PC/Xbox 360)


Eu vou confessar logo no primeiro parágrafo deste review, e lembrem-se que isso será importante para o resto deste texto: Odeio jogos de estratégia. Sim, acho Warcraft chato (e odeio com todas as minhas forças World of Warcraft, apesar de achar os gráficos bonitos, e louvável – a ponto de eu dar piruetas de satisfação – a iniciativa da Blizzard de trazer o jogo para o Brasil com uma mensalidade acessível aos nossos usuários. Só acho ainda o preço do jogo e suas expansões, algo mais doloroso que ser enrabado por um negão, não que eu tenha feito isso), Starcraft só me anima até a página 2 e todo e outro qualquer jogo do gênero me faz dormir profundamente. E eis que o Gagá anunciou (no tempo que ele ainda twittava) que estava vendendo um tal de Might and Magic: Clash of Heroes para DS. Não, eu não comprei o cartucho porque na época, se não me falha a memória, eu ainda não tinha o DS. Ou tinha, sei lá. Tava muito ocupado jogando pokémon. Um tempo se passou, e eis que o jogo estava para sair na Steam (isso quase 1 ano atrás) e me sugeriram que fizesse um review do jogo. Pois bem, corri atrás do jogo e coloquei ele. Será que ele me animou e me fez olhar diferente para os jogos de estratégia, ou permanecerei cético com este tipo de jogo? Confere aí a análise que se segue.

Might and Magic: Clash of Heroes

Produtora: Ubisoft

Desenvolvimento: Studio Capyvara

Plataforma: Nintendo DS, PC, Playstation 3, Xbox 360

Gênero: Estratégia Baseada em Turnos/Puzzle/RPG
O jogo é baseado no Spin-Off da série Might & Magic, Heroes of Might & Magic. E conta a história de cinco jovens guerreiros que tem que deter uma conspiração para destruir o mundo aonde vivem, e controlando tropas em batalha, vão, cada um, cumprindo sua parte e descobrindo a verdade por trás destes eventos. É claro que a história em si é mais longa que esse parágrafo vago, é que faz muito tempo que terminei o jogo e não estou com a menor vontade de consultar a wikipédia.
O jogo, mistura em si três elementos: Estratégia baseada em turnos, Puzzle e RPG. Vou explicar aqui como essa mistura foi feita. A parte RPG fica por conta da exploração dos mapas, evolução de tropas e dos personagens. Também há artefatos a se encontrar, que dão vantagens durante as tretas arrumadas. De fato, tem uma que pode fortalecer suas tropas de uma maneira muito apelona. Utilizando a unidade Elite Vampire (que absorve o HP Inimigo) e um certo anel, que aumenta a força de ataque das tropas em 100% ao custo de 90% do HP, pode se tornar uma poderosa arma. Pode-se encontrar side-quests para conseguir dinheiro para comprar novas tropas (Elite & Champions Units). As batalhas, como disse antes, são em turnos, explicarei no parágrafo a seguir para não ficar confuso.

Existem três tipos de unidade: as comuns, as de Elite e as Champions, cada uma ocupa espaços diferentes e tem maneiras diferentes de se montar uma unidade de ataque. São necessárias três unidades comuns da mesma cor para um ataque destas, duas unidades comuns atrás de uma de elite para montar uma unidade de ataque de Elite e quatro unidades comuns atrás de uma Champion para montar uma unidade de ataque da Champion. Cada turno lhe dá um número delimitado de ações para executar (mover as tropas ou sacrificá-las) e algumas ações podem desencadear combos que lhe dão uma ação extra (ou mais de uma). E cada tropa tem suas particularidades e cores diferentes. Algumas tropas tem atributos especiais ou ataques diferentes. E a questão das cores é simples (cada tropa tem uma cor – são 3 tropas comuns, uma de cada cor – as tropas Elite e Champion podem ser de qualquer uma daquelas cores) e para montar uma unidade de ataque, é necessário 3 unidades de uma MESMA COR, aí reside a chave do jogo.

As unidades podem ser fundidas, potencializando o poder de ataque, e consequentemente causando mais danos. Eu poderia ficar falando de outras particularidades dos ataques, mas basta saber que há ataques especiais de tipos diferentes que dependem do personagem. Ah, e cada unidade de ataque demora um numero determinado de turnos para atacar, o que pode ser crucial numa batalha. Algumas batalhas exigem não força, mas inteligência para atender as condições, mas não são tão difíceis assim, apenas exigem um pouco de uso da massa cinzenta. Agora, as batalhas contra os chefes… Oh, céus, algumas exigem perspicácia e inteligência, mas algumas precisam de um milagre. Por exemplo, a batalha final, eu só consegui vencer na sorte, com 1 HP restando ao meu personagem. No mais, há a opção de batalhas multiplayer e a opção de quick-battle contra a CPU, que pode ser desafiadora no início, mas perde a graça conforme o tempo.

Graficamente é competente, a escolha de arte é boa, e por deus, como eu queria uma Succubus como a Jezebel em casa (só que com outro nome). No jogo e nas batalhas, os gráficos são simples, mas não necessariamente ruins, e os efeitos visuais do jogo são muito bons. Ainda não vi se a versão HD tem melhorias neste departamento, mas espero que sim.

Sonoramente conta com boas melodias, que tem apenas o defeito de repetirem muito na partida e acredite, ouvir as mesmas músicas por 25 horas (o tempo que levei para completar a campanha solo fazendo algumas subquests) cansam os ouvidos de qualquer pessoa sã. Efeitos sonoros estão ok, não são ruins nem memoráveis. Se o jogo tivesse uma dublagem, seria melhor, mas seria pedir de mais, não?

Finalizando, apesar das minhas explicações confusas, o jogo funciona sim, e é muito bom. Para quem tem um DS e está cansado de correr e pular, ou de capturar pokémons e procura uma distração entre um jogo e outro, recomendo.

Nota Final: 8,5/10

 

The King of Fighters XIII (Arcade/PS3/X360)


Desastrosa. Assim foi mais ou menos a entrada da SNK-Playmore na atual geração de consoles. Comecemos pela turbulenta saída do Designer Falcoon (artista de KOF 2003 e principal mente por trás da sub franquia Maximum Impact) que gerou o cancelamento do terceiro e derradeiro episódio de Maximum Impact (e que sinceramente, eu esperava) para PS3 e X360 e do Update Regulation A-2 para o PS2 (e lembre-se que era vantajoso ainda lançar jogos pra PS2 em 2008, 2009). Depois, temos de analisar a perda de força da empresa aqui no ocidente, tendo que lançar seus jogos por outras publishers, como Ignition e ATLUS. Por fim, a demora em lançar KOF XII (considerando que o XI saiu em 2005), e a recepção broxante do jogo. Dream Match? Ok, mas nem chefe? Porra SNK… Também tivemos o novo episódio de Samurai Spirits, mas ele foi tão comentado quanto a final do campeonato argentino sênior de bocha. E com o sucesso dos dois remakes de KOF 98 e KOF 2002, parecia que a empresa se importava mais com os jogos passados que com os futuros.

Mas, toda série merece uma segunda chance. E eis que pra aliviar a aposta do Dark Howard (quem frequentou a SNK-Neo na época de lançamento de KOF XII sabe do que falo), a SNK anuncia e lança (com pouco tempo entre os episódios) The King of Fighters XIII. Será que o jogo é digno de carregar o legado do torneio iniciado em South Town ou deverá ser esquecido como aquele movie de KOF?

The King of Fighters XIII
Produtora: SNK-Playmore
Publisher: ATLUS (Consoles)/SNK-Playmore (Arcade)
Plataformas: Arcade/PS3/X360
Gênero: Luta

O jogo é a conclusão da Saga de Ash, iniciada há quase 9 anos (em KOF 2003). Ash Crimson conseguiu os poderes dos Yata e dos Yasakani (conhecidos atualmente como Yagami) e agora aponta aparentemente suas armas para a Espada dos Kusanagi. Com essa ameaça no ar, Rose (e obviamente seu irmão Adelheid) Bernstein organiza um novo King of Fighters para determinar o novo rei dos lutadores. Usando o torneio como chamariz, as pessoas por trás de Mukai e Magaki (“Aqueles que vem do Passado”) junto com seu líder Saiki, buscam a destruição, domínio do mundo ou abraços, sei lá. No encalço deles, está a Equipe Ikari, liderada de longe por Heidern. Convocados, diversos lutadores se degladiarão em arenas para ver quem é o mais forte, mas será que eles serão páreo para Saiki?

Um dos principais motores do jogo (não parte gráfica ou jogo em si, mas o conceito) era a volta às raízes de KOF. Ou seja, batalhas 3-3, sem tactical shift ou quick shift (de KOF 2003 ou XI respectivamente). Mas, digamos que o jogo absorveu o que de bom havia em seus concorrentes. como a série Street Fighter (que simplificou bastante em suas versões mais recentes), então não é difícil aprender o básico do jogo. Vamos começar do princípio, você escolhe times de 3 lutadores e define sua ordem de combate. O que vencer o primeiro round enfrenta o segundo integrante do grupo e etc, etc. Isso qualquer zé ruela que joga bootleg de KOF 2002 na birosca da esquina sabe.

A fluência de movimentos é excelente, o que ajuda na dinâmica das partidas. Na parte superior da tela, pouco abaixo da barra de vida, há uma “mensagem” indicando algo que você opcionalmente deve fazer para encher 50 ou 100% de um stock da barra de POW. A condição da mensagem pode variar entre três pulos ou um Super Special Move (nomenclatura dos Dangerous Moves, ou simplesmente Especiais). De SF vieram os EX Moves, que são ataques comuns como um Power Wave (do Terry), mas executado com dois socos ao invés de um. Os cancels (cancelamentos) também estão presentes e se dividem em três tipos, os Drive Cancels, que utilizam um Stock da barra de POW, que basicamente cancelam um golpe para dar outro (é bom quando cancela um golpe comum para um EX Move), Super Cancels (quando se cancela um golpe para dar um Super Special Move), e os HD Cancels, que utilizam a barra verde acima da barra de POW, estourando-a com os botões B+C (Chute fraco+Soco Forte) e não gastam stocks da barra de POW por um determinado tempo).

De resto, a jogabilidade é excelente, a quantidade de personagens é razoavelmente boa (nas versões de console temos mais gente aí e temos DLC’s), só me pergunto o que diabos o Hwa Jai tá fazendo ali? Porra, ninguém lembra do Hwa Jai, o ponto alto da carreira dele foi servir de Sparring pro Joe no segundo OVA de Fatal Fury! A maioria das pessoas se lembram dele como o manguaça do Muay Thai do primeiro Fatal Fury. Enfim… Aonde eu estava mesmo? Bem, vamos continuar isso aqui logo que meu ombro tá queimando por conta do sol. É, hoje eu saí de casa (coisa raríssima) e fui a praia com a família.

A parte gráfica do jogo é um assombro, a série havia entrado na atual geração com o jogo anterior, mas eu não tinha jogado e valha-me deus! A abertura do jogo está ótima, as animações especiais (no meio e no fim do jogo) são boas sequências de anime e a arte escolhida foi boa! Eisuke Ogura fez novamente um ótimo trabalho, apesar de eu não curtir essa Athena com carinha de bebê, mas pra compensar, Leona colocou seu lado Sexy pra fora e a Yuri ficou muito bonita com cabelo curto (e eu não me amarro muito em garotas de cabelo curto). Os sprites são bem animados e muitos dos uniformes são um retorno às origens, como Robert usando sua roupa de KOF 94 e Kensou usando um traje que lembra o original do jogo Psycho Soldier (Arcade, Commodore 64). E as colorações de roupa variadas fazem “cosplays” de outros personagens (aguarde em breve uma matéria sobre isso), vocês podem ver numa das imagens do review o Robert “fazendo cosplay” de Terry.

Sonoramente tem boas canções. Não excelentes como as dos remakes, mas ótimas canções ainda assim. A dublagem do jogo também está ótima, e Satoshi Hashimoto não força tanto o Engrish dele como vinha fazendo desde Garou: Mark of the Wolves. Não tenho tanto a dizer sobre a parte sonora quanto poderia falar.

Finalizando, King of Fighters XIII mostra que a série ainda tem salvação, e o 2D não morreu. Com bons gráficos e uma jogabilidade segura, o jogo é obrigatório para fãs e essencial para quem curte jogos de Luta em 2D, o jogo é recomendadíssimo.
Nota Final: 97/100

Sonic Generations


Eu desejaria que o review de hoje fosse mais longo, pois dadas as circunstâncias especiais que envolvem este jogo, ele merece toda a pompa possível. Não é de hoje que eu digo que Sonic The Hedgehog é a minha franquia favorita, sem sombra de dúvida. Acompanho os jogos do ouriço azul desde que ganhei um Mega Drive nos distantes idos do ano de 1996 e juntamente com ele, Sonic 2.
Para conseguir jogar Sonic 3 era uma luta, pois o título vivia alugado e só joguei Sonic 1 no console por aquelas compilações da Tectoy (Sabem, o 6 em 1, 10 em 1). Sonic & Knuckles só fui jogar de maneira válida (ou seja, em consoles) em compilações do PS2, o mesmo vale para Sonic CD. Sonic Adventure rodou em meu Dreamcast até eu cansar, e Sonic Adventure 2 tem uma relação de amor e ódio comigo. Digo Amor porque eu realmente adoro o jogo e todos os seus aspectos (apesar de ter algumas coisas que não gosto *cof cof tailscomrobo cof cof*) e ódio porque a cópia que eu tinha (jack sparrow manda lembranças) simplesmente não rodava quando o console estava muito aquecido.
O tempo se passou, fiquei uns 6 anos sem lidar com games. Vi imagens de Shadow The Hedgehog na revista de um amigo e fiquei empolgado (As lembranças do Shadow que eu tinha são as do cara badass de Sonic Adventure 2). E em 2008, começo o projeto PS2. Para comprar meu próprio PS2 e poder (inconscientemente) colocar minhas mãos nos jogos do Sonic daquela geração. E eis que experimentei Unleashed, Sonic Heroes e Shadow The Hedheghog, além dos dois primeiros jogos da série Riders (que tenho originais para PC e PS2).
E avançamos mais um pouco no tempo, não meu, mas do Sonic. Lembro que no Review de Sonic 4 contei a “história” do Sonic até o próprio Sonic 4 ser lançado. Pois bem, paralelamente a Sonic 4 saia para Wii e DS, Sonic Colors, que contou com aprovação da crítica. E nesse interim, também saiu o terceiro jogo da série Riders, exclusivamente pro X360, pensado pro Kinect, Sonic Free Riders. E eis, que para comemorar os 20 anos do ouriço azul, a Sega produziu e lançou esse ano. Sonic Generations, que é o jogo a ser analisado aqui.

Sonic Generations
Produtora: SEGA
Desenvolvimento: Sonic Team/Dimps (Versão Portátil)
Plataforma: Xbox 360 (Também disponível para PS3, PC e Nintendo 3DS)
Gênero: Plataforma

 

Barriguinha de Chopp, hein Sonic?

A história de Sonic Generations é simples e pode até ser considerada bobinha dependendo do grau de ceticismo do jogador, mas se quer saber a minha opinião, ela cumpre exatamente o seu objetivo de ser a mola propulsora dos eventos do jogo. Uma ameaça sem precedentes paira sobre o universo de Sonic, e ela atende pelo nome de Time Eater, uma criatura que durante a comemoração dos 20 anos de Sonic, sequestra os amigos de Sonic e causa uma ruptura no tempo-espaço permitindo que os seres de duas épocas (Sonic Clássico e Sonic Moderno) interagissem, mas isso só é descoberto por eles após os dois Sonics se encontrarem antes de Sonic encarar o Death Egg Robot. A partir daí, os dois tem que encarar desafios de tirar o fôlego.

Pela imagem, alguém chutou a bunda do Sonic, deve ter sido aquele carcamano de vermelho

Como disse, a história do jogo é só a mola propulsora dos eventos, mas funciona bem. Agora que esclarecemos isso, falaremos sobre a apresentação do jogo. Você está vendo as imagens que ilustram essa análise? Dê uma boa olhada em todas, são da versão PC do jogo (tiradas por mim), com as configurações do jogo rodando no MÍNIMO. Agora deu pra entender o quão este jogo é bonito.

Nostalgia pura pra quem jogou no Dreamcast essa fase

Os cenários (todos, sem exceção) foram criados com base em algum jogo lançado, de Sonic a Sonic Colors e estão fiéis aos seus jogos de origem em ambos os Acts, mas a Sega se deu a liberdade de adicionar novos elementos visuais que complementam a ação. Por exemplo, alguns ambientes internos em Sky Sanctuary, ou alguns ambientes sub-aquáticos em Seaside Hill. E a minha primeira visão de Crisis City (Sonic 2006) foi muito positiva, pois aqui não há os problemas de seu jogo de origem, hahahaha. Aliás, além dos estágios homenageando os jogos, temos outros cenários aqui, das disputas contra os rivais (Metal Sonic, Shadow e Silver) que fazem referência a outros estágios, como a épica corrida contra Metal Sonic de Sonic CD em Stardust Speedway.

 

Nostalgia Pura para quem jogou esta fase no Mega Drive

Além de Sonic, Tails é o outro personagem a ter uma versão clássica, e ambos os 4 (C. Sonic, M. Sonic, C. Tails e M. Tails) estão muito bem modelados, além dos outros amigos de Sonic que aparecem estarem muito bem feitos. Os badnicks receberam o mesmo cuidado, estando fiéis a seus jogos de origem e tudo mais. Com isso, vemos que a apresentação visual do jogo é impecável.

Essa imagem me faz querer jogar Sonic Heroes. 30 Segundos depois de escrever a frase anterior, a vontade passou

O jogo tem um total de nove estágios, divididos em dois atos cada um, um jogado pelo Sonic Clássico e um pelo Sonic Moderno, e cada um deles tem mecânicas diferentes que podem ser aperfeiçoadas ao longo do jogo. Após completar as três primeiras fases (Green Hill, Chemical Plant e Sky Sanctuary), o Skill Shop é desbloqueado, e nele, com os Skill Points adquiridos nas fases (não me pergunte como diabos eles são adquiridos) algumas habilidades extras e coisas a mais podem ser conseguidas, como Escudos, vidas extras, e outras coisas mais. A maioria deles pode ser equipado antes das fases no menu de Skill Set.

 

Só esta fase é melhor que o jogo de origem todo dela

Esse tipo de coisa, qualquer jogador auto-didata poderá aprender com extrema facilidade, a coisa é mais difícil de explicar do que de jogar. Agora explicaremos como funciona os outros atos. Cada fase, como disse no parágrafo anterior é jogada em dois atos, cada um com cada era do Sonic. O Padrão do jogo é Act 1 para o Sonic Clássico e Act 2 para o Sonic Moderno, mas com exceção de Green Hill, eles podem ser completados em qualquer ordem.

 

Lembro da primeira vez que joguei Sonic 1... Eu já havia zerado o 2 e o 3.

O Act 1, temos a jogabilidade que consagrou Sonic no Mega Drive, e como o design de fases caprichou, existem as famosas rotas alternativas que tanto usávamos no Mega e a sensação de exploração permanece a mesma, embora muitas vezes (em certos casos) não dê para voltar atrás num caminho, embora isso seja o que garanta o fator replay. Aqui, tudo o que você possui são os pulos e o Spin-Dash (que além do comando clássico, há um atalho no botão X – Quadrado no PS3) e Após adquirir os escudos no Skill Shop, e equipá-los, você pode ativar até 2 por fase com o Y – triângulo no PS3. A jogabilidade está praticamente impecável, mas de início é um pouco estranho controlar o Sonic Clássico, mas após alguns minutos você se acostuma com uma facilidade incrível. Os inimigos estão bem espalhados, mas o que mais interessa aqui, é que os estágios da era pós Mega Drive estão muitíssimo bem representados no estilo 2D, e Seaside Hill por exemplo, ficou particularmente bonita em 2D.
Já no Act 2, a coisa funciona como os Day Stages de Sonic Unleashed e as fases de Sonic Colors. Com uma câmera fixa, velocidade a toda e obstáculos colocados lá, além das transições de 3D para 2D. Homming Attacks estão lá (como em Unleashed nas versões PS2/Wii, com dois pulos), boosts (indispensáveis em alguns trechos) aquela famosa escorregadinha (pra passar por lugares baixos), o Quick Step (que funcionam com os LB/L1 e RB/R1), além do Drift que ficou meio estranho nos gatilhos esquerdo e direito dos botões de ombro e funciona um pouco diferente do visto em Unleashed. As fases tem um ritmo empolgante, mas nas primeiras vezes em que jogar, vá com cautela para não cair no abismo. Os trechos 2D dessas fases, tem um ritmo que varia entre o cadenciado e o veloz (visto na série Rush). Conforme o jogo avança, habilidades como o Light Speed Dash, o Wall Jump e o Stomp são adquiridos, e dão uma maior dinâmica as partidas. E como um adendo, é irônico ver fases de Sonic Unleashed e Sonic Colors em versões melhoradas da engine.

Sonic provando que os gordinhos tem vez no Skate

Além dos estágios, há as batalhas contra chefes, que representam momentos chave na carreira de Sonic, como a batalha contra o Death Egg Robot, que tem um esquema diferente da original (e tem argolas). E também há as Rival Battles, aonde deve-se enfrentar alguns dos rivais de longa data do ouriço, e os desafios, que além de serem cruciais para o prosseguimento da história (deve se completar ao menos 1 de cada fase e coletar uma das chaves) podem aumentar a vida útil do jogo.

Aqui, uma missão em Sky Sanctuary

Os desafios, consistem em chegar ao fim da fase cumprindo alguma condição que envolve tempo e outras coisas, ou uma corrida contra um ghost, às vezes tendo a ajuda de algum aliado em um trecho. Eles são realmente legais, aquele desafio do Sonic Classico com o Skate foi bem divertido. Outra coisa que os Desafios (que podem ser feitos com o Sonic Classico ou Moderno (há desafios diferentes para ambos) )dão, são um Sino que tocado, libera uma nota musical que ao ser pega, libera algum extra (artwork ou música). Aliás, nas fases há estrelas vermelhas a serem encontradas, que liberam extras da sala de arte. Extras esses que são legais a beça, como artes conceituais das fases ou dos jogos anteriores.

Nunca cheguei na batalha contra o Shadow no jogo original

A SEGA em 90% dos casos, sempre cria obras de arte no Departamento musical. Isso é um fato que nunca muda. Os remixes dos temas foram muito bem executados, e caso você seja um afficionado pelo Sonic, encontrará diversas músicas de outros jogos da série, como Sonic 3D Blast, Knuckles Chaotix e Sonic 4, além de um Jingle de Sonic Adventure que não foi utilizado em seu jogo original. A clássica “Escape From The City” e a Icônica “Open Your Heart” estão lá com novos arranjos e no caso de Escape from The City, novos vocais, com a voz de Alex Makhlouf (tecladista e back vocal da banda de Synthpop “Cash Cash”), Alex também rearranjou algumas das músicas da trilha do jogo, junto com Jun Senoue e cantou “Super Sonic Racing” na versão contida na trilha do mesmo. Destaco aqui, as versões Classic de “City Escape”, “Rooftop Run” e “Planet Wisp”, além da versão Modern de “Chemical Plant”, mas não que as outras músicas do jogo sejam ruins.

Rails em Chemical Plant... E eu não pensei em nada pra por aqui

A dublagem do jogo também está ótima, apesar de não ter tantas falas, os dubladores desempenharam seus papéis melhor que os anteriores (que vieram de Sonic X para os jogos pós Sonic Heroes) e é possível mudar a língua das vozes para outro, caso queira conferir a dublagem japonesa ou espanhola ou francesa. Efeitos sonoros do jogo também agradam, embora apenas cumpram seu papel.

Imagina se Sonic Heroes fosse assim...

Finalizando, sim, Sonic Generations é aquisição obrigatória para qualquer fã do ouriço azul. Após anos de jogos de qualidade e execução duvidosas, a SEGA entregou aquilo que prometeu, uma experiência única para aqueles fãs que permaneceram fiéis mesmo com tanta coisa não muito boa sendo lançada. E apesar de sua curta duração e a falta de Multiplayer (não que eu sinta falta disso e antes um jogo épico e curto do que um enfadonho e longo), ele garante o selo Chuck Norris de Diversão.

Nota Final: 10/10

Galeria de imagens:

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Jogo da Semana #4: Sonic Generations


O jogo da Semana de hoje, curiosamente (já que foi decidido de última hora) continua no ritmo do review de ontem (que era pra ter saído na sexta-feira) e se trata de Sonic. Sim, depois de uma batalha enorme e muita dor de cabeça, consegui por as mãos no novo título do ouriço azul da SEGA, então, vamos a recomendação de hoje?

Sonic Generations

Produtora: Sega
Plataforma: PS3 (Também disponível para X360 e PC)
Gênero: Plataforma 2D & 3D

Do que se trata o jogo?

A nova aventura de Sonic, comemora os 20 anos do ouriço azul, compensando o fracasso dos 15 anos e sendo tão boa quanto o aniversário de 10 anos. O enredo é bem simples e é sobre uma entidade do MAAAAAAAAL (como diria o homem sereia) que quer destruir o mundo e tudo mais, e acaba por juntar os Sonics de duas eras de uma maneira que não me lembro bem.
E isso é uma desculpa para colocar os dois Sonic em um jogo só, tentando agradar os fãs de ambas as épocas, o que bem… Não sei como terminar o parágrafo, então fica assim mesmo.

Como é o jogo?

Antes de falar um pouco sobre a jogabilidade, vou falar dos gráficos, o jogo é bonito pacas! Sério, os cenários são lindos e os detalhes de ambos os Sonics, além dos badnicks são de tirar o fôlego, reflexos, luz e sombras estão bem feitos. E para as pessoas menos abastadas, com pc’s menos poderosos podem aproveitar o jogo (o teste com os gráficos no máximo da versão PC rodou lento – devido ao meu PC que não é tão top assim), pois junto com o jogo, tem a ferramenta de configuração do jogo, aonde você configura resolução de tela e efeitos. Com tudo no mínimo (e a resolução padrão do meu monitor), o resultado foi bastante satisfatório e 70% do tempo do teste foi com esta configuração, o que conta muitos pontos para os desfavorecidos monetariamente.

Agora, falando sobre o jogo, esqueça essas coisas de coisa nova a cada jogo novo, Werehog ou bla bla bla… Aqui você jogará com o Sonic ou com o Sonic. Cada estágio é composto de dois atos, um você jogará com o Sonic Clássico, numa visão 2D clássica, em 2,5 D. Alguns efeitos bacanas em certos trechos do estágio (câmeras dramáticas, pra ser exato) e uma física bastante superior a de Sonic 4, por exemplo. Tudo o que é necessário é apenas uma adaptação rápida. E um pequeno adendo a jogabilidade. Para os preguiçosos que não querem fazer Spin Dash com o comando clássico, a SEGA adicionou um botão para tal coisa.

Já o Sonic moderno, pega emprestada a jogabilidade de Sonic Unleashed, mais precisamente os estágios diários, aonde a ação mescla o 3D veloz e momentos em 2D, coisas como Boost, Side Step e Homming Attack estão presentes, e demais habilidades são adquiridas conforme se avança na história. Vale ressaltar que estou EXTREMAMENTE ENFERRUJADO com relação a Sonic Unleashed (tem mais de 3 meses que não jogo) e nos testes de hoje, passei vergonha jogando, haha.

Um adendo, não coloquei o 3DS nos consoles acima, pois a versão dele de Sonic Generations é diferente e foi feita pela Dimps, contendo estágios diferentes da versão de consoles de mesa, com exceção da Green Hill, subsequentes temos Cassino Night, Mushroom Hill, Emerald Coast, Radical Highway e uma fase de Colors que não lembro . Vale a conferida também.
Porque o recomendo?

A SEGA quando quer, realmente faz algo bom, e isso é a prova, com o melhor de 2 mundos, a SEGA finalmente colocou o ouriço pra funcionar direito em 3D depois do Dreamcast e conseguiu agradar gregos e troianos com uma jogabilidade sólida, uma história simples, mas funcional e gráficos muito bem feitos.

 

Jogo da Semana #1 – Warhammer 40,000: Space Marine


 

 

 

 

 

 

Essa é uma nova coluna semanal, aonde recomendarei um jogo que estou jogando (poderá aparecer em futuros reviews), mas não terminei e está em curso, em um console, no meu PC novo ou no DS. Pra começar, vamos com um jogo recente, baseado (mais ou menos) numa famosa franquia de jogos de tabuleiro.
Warhammer em si é um jogo medieval (não o que estamos falando), que conta a história de batalhas entre diferentes espécies (Orcs, humanos, essa bodagaiada toda que conhecemos desde Lord of Rings e Dungeons & Dragons) e é jogado, como eu havia dito, com figures e tabuleiros. O jogo ganhou um MMO em torno de 2008 (Warhammer Online: Age of Reckoning, distribuido pela EA), não sei como anda a situação dele hoje em dia. Mas bem, vamos falar de Space Marines em si. Ah, e o próprio Warhammer gerou o Warhammer 40K

Warhammer 40.000: Space Marines
Produção: THQ
Desenvolvimento: Relic Games
Plataformas: PC/Xbox 360/Playstation 3

Do que se trata o jogo?


Trata-se da invasão do planeta Graia (Um planeta que produz equipamentos militares) pelos Orks, e no controle do Segundo Comandante dos Ultramarines, Captain Titus, devemos chutar as bundas dos inimigos e descobrir o que há por trás dessa pataquaiada toda. Sim amigos, isso é mais ou menos superficialmente a base do jogo, detalhes você pode encontrar na wikipédia.
Como é o jogo?


O jogo é uma mistura de shooter em terceira pessoa e hack’n slash (poucos elementos, mas possui), basicamente você deve matar tudo que se mexe e cumprir missões solo ou em grupo. A princípio, para um inapto em teclado/mouse é difícil se acostumar, mas os comandos básicos são simples, o clássico WASD para mover o personagem, mouse mira e o botão esquerdo atira, o botão direito é usado para ataques físicos, que são essenciais para poupar munição e conseguir recuperar sua barra de vida, pois combinado com a tecla [F] pode render finalizações que garantem um pouco de energia.
O protagonista é forte feito um touro, e sua armadura (que apesar do jogo ser futurista, é medieval) aguenta uma certa quantidade de dano antes dos danos chegarem a seus pontos de vida. E mesmo que sua armadura leve um bocado de dano, basta ficar um tempo sem levar dano (parado, longe da ação) que a armadura recupera sozinha (mas não os pontos de vida), o que dá um fôlego extra para o jogador aguentar as missões.

Por que o recomendo?
Bem, pessoalmente eu fiquei empolgado com Space Marine desde que vi os vídeos, e a ação dele é convincente, além de trazer uma ambientação bem bacana e junta dois tipos de jogo distintos para agradar ao jogador. E seus gráficos são bacanas, e mesmo o protagonista sendo parrudão, ele não fala arrotando que nem um certo Marcus Fênix… E sim, farei piadas com Marcus Fênix até o fim de minha vida. Voltamos semana que vem, com um jogo de DS, talvez… Ou falarei de outro jogo de outro console.


[Game Books] ICO: Castle in The Mist (NEWS)


A Viz Media (responsável pela vinda de muitos animes ao ocidente e responsável pela edição norte-americana da revista Shonen Jump) anunciou que publicará a novel ICO: Castle in The Mist (Miyuki Miyabe), baseada no jogo de PS2. O livro será lançado nos EUA no dia 16 de Agosto, com um preço de 16 dólares (algo em torno de 25 a 30 reais, dependendo da cotação). O lançamento do livro no mercado ocidental é oportuno, devido a chegada da versão HD do jogo, junto com Shadow of Colossus. De acordo com a editora, Miyabe se inspirou na atmosfera do jogo e pretende expandir a história de ICO em seu livro.

Fonte: Destructoid

Para fazer a pré-compra, clique na capa do livro acima

Cronograma de Atualizações


Pois bem, para deixar tudo melhor organizado comigo mesmo e com os blogs de que participo, deixo aqui, quando teremos posts novos aqui e no New Old Players (ali, na barra de parceiros) feitos por mim:
Domingo – Artigo Especial no New Old Players (sujeito a mudanças)
Segunda – Musas Retrô no New Old Players
Terça Feira – Musas Retrô/Gamers aqui
Quinta Feira – Review de Game aqui
Sexta-Feira – Review de Game no New Old Players
Sábado – Review de Game aqui

Rumor: MotorStorm 3 em clima apocalíptico?


O site francês PS3 Gen noticiou que conseguiu algumas imagens “Supostamente vazadas” de MotorStorm 3, que mostram o jogo de corrida exclusivo do PS3 numa São Francisco caótica com prédios desabando e locais em chamas.
Se confirmado, isso vai na contramão dos três jogos anteriores da série colocavam os carros, caminhões e etc, em Eco-sistemas frágeis, como o deserto de Utah, uma ilha do Pacífico e o Ártico (A iteração PSP/PS2 da série). A foto acima parece que estamos a meio caminho do colapso. Outra mostra pedestres correndo pracaralho enquanto você dirige, então talvez tenhamos percursos que mudarão ou serão bloqueados, e para evitar perda de tempo, atalhos terão que ser encontrados.
O Site Kotaku entrou em contato com a SCEA, mas ela se recusou a comentar sobre o rumor da PS3Gen. Então, pessoal, vamos observar bem as imagens e fazer o teste. É mesmo Motorstorm 3? Ou um outro jogo de corrida?
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Fonte: Kotaku
Tradução e Adaptação:  Kyo