Michael Jackson’s Moonwalker (Mega Drive)


Olá, primeiramente… Layout novo no Blog!

 

Alguns artistas quando deixam o mundo, deixam um legado que dura pra sempre, com suas músicas de qualidade , ainda conquistam novos fãs e trazem boas e doces lembranças aos seus fãs mais antigos. Elvis Presley por exemplo, faz uma falta tremenda, se compararmos com o que toca hoje em dia nas rádios (Não, Elvis não era só baladinhas do tipo Love me Tender, agora cale-se e deixe-me continuar o artigo), e James Brown ficaria tremendamente desgostoso com as paradas atuais. Mas se existe um artista que faleceu e que eu realmente curto é o Michael Jackson. Seu legado para a música pop foi inestimável, tanto em ritmo, quanto em coreografia. Na turnê do disco Bad, foi criado o filme Moonwalker, que na maior parte era uma compilação de Clipes de Michael, e com um segmento (Smooth Criminal) com um roteiro simples.

 

Esse trecho foi o suficiente para duas empresas se prontificarem a criarem jogos baseados no filme: A SEGA, uma das maiores forças nos Arcades na época (com grandes sucessos como After Burner, Super Hang-On e Golden Axe) e a U.S. Gold (responsável por abominações como Strider Returns). Enquanto a U.S. Gold fez um jogo de visão superior para os computadores caseiros (PC-DOS, Commodore 64, Amiga, ZX Spectrum entre outros), a SEGA fez dois jogos diferentes, um para os Arcades (Do qual falaremos num outro dia quando eu estiver a fim) e um para seus consoles (e portátil) caseiros: Mega Drive, Master System e Game Gear. As versões de Game Gear e Master System ficam pra outro dia, já que a que será analisada por mim hoje, vamos ver se Michael é Mau como ele diz… WHO’S BAD?
Michael Jackson’s Moonwalker

Produção e Desenvolvimento: SEGA

Plataforma: Mega Drive

Gênero: Side Scroller
O jogo é baseado no segmento de Smooth Criminal do filme (tanto que Michael usa a roupa característica do video clipe), e basicamente você tem que sair detonando meliantes (e posteriormente zumbis, soldados, aranhas…) e resgatando crianças (E todos se parecem com a Sadie do filme, enquanto nos Arcades são as Três crianças do filme a serem resgatadas), mais ou menos como em Shinobi (Arcade, Master System), mas com uma roupa mais estilosa (Nada contra você, Joe Musashi, o Blog ainda sustenta que Ninjas são a coisa mais legal do mundo) e uma trilha sonora mais foda.
As semelhanças com Shinobi não param na concepção do jogo, mas de certa forma a jogabilidade também remete ao clássico arcade, já que a Engine utilizada no Jogo é a mesma de Revenge of Shinobi (Super Shinobi no Japão), mas Michael não usa de violência, mas de movimentos magicos, eu explico, com o ataque simples, Michael atira uma espécie de poeira mágica que funciona a guisa de ataque, atingindo os inimigos. Com um outro botão, Michael começa a rodopiar e pode lançar seu chapéu (que explode os inimigos, como num anime de baixo orçamento), mas deixando esse botão pressionado, Michael e os inimigos começam a dançar, mas como eles não tem a Habilidade de Michael, no final da coreografia, eles morrem. E eu entendo muito os caras, quando fui fazer um dos passos do Michael, tudo que consegui foi beijar o chão..

Não, eu não gosto de falar sobre isso.

Mas enfim, enquanto que na mecânica ele lembra Revenge of Shinobi, o objetivo de resgatar crianças lembra o primeiro Shinobi. Após salvar a quantidade determinada de crianças do estágio, o Bubbles (macaco de estimação irá aparecer e te guiar a um determinado ponto da fase para enfrentar um bando de inimigos. O esquema se repete nas outras quatro fases, aumentando um pouco a dificuldade com armadilhas e locais mais escondidos. Depois da quinta fase, há a batalha final e é onde o jogo quase se perde, já que ele segue o trecho em que Michael se transforma numa nave e enfrenta o vilão, mas ali é meio estranha a jogabilidade, um pouquinho falha, não tira o brilhantismo do resto, mas que é um pouco falha, é.

O visual do jogo é espantoso. Não pela (ótima) qualidade em si, mas pela competência da SEGA em reproduzir fielmente as marcas de Michael, como no início da primeira fase, no Club 30, que é exatamente como no Clipe de Smooth Criminal, ou nas danças especiais de Michael, que mimetizam realmente seus passos num cartuchinho. Não sendo de maneira diferente no terceiro estágio (Cemitério), com a dança junto com os zumbis remetendo ao clipe de Thriller (Na versão em cartucho convencional REV01 toca ‘Another Part of Me’, mas na rara REV00 toca ‘Thriller’). E digo que se esse jogo tivesse sido feito no (para a época, já que o acessório saiu em 94) 32X, o visual dele seria mais impressionante ainda. A falha, novamente está naquele trecho de nave.

Sonoramente, não é menos que impressionante, com versões muito bem sintetizadas das músicas de Michael Jackson. Já os efeitos sonoros, variam entre os famosos ruídos brancos usados no início da vida do Mega (aqueles famosos pssh, pthhh), o som de brilho do ataque de Michael e algumas falas do próprio Michael, como (Uuuuh! e ‘WHO’S BAD?’) com o leve toque de rouquidão do processador do Mega.

Antes de Finalizar o review, com a nota, vamos continuando, a relação entre Michael Jackson e Videogames não terminou com Moonwalker. Existe uma lenda (nunca confirmada, embora os indícios disso sejam mais esclarecedores que as fotos da Carminha traindo o Tufão) de que MJ teria ajudado a compor algumas das faixas de Sonic The Hedgehog 3, alguns fãs já compararam os hits que são bem parecidos (Dá uma Youtubada básica que você acha). Avançando mais alguns anos na frente, temos o jogo Ready 2 Rumble (jogo de boxe no estilo fantasioso da série Punch Out), aonde Michael era um dos lutadores disponíveis. O japonês Tetsuya Mizoguchi criou para o Dreamcast, o incrível game de Ritmo Space Channel 5, no qual a protagonist Ulala deve deter os caras maus na base da dança. Durante o desenvolvimento do Projeto, Michael ficou interessado e entrou em contato com a SEGA, mas devido ao avançado desenvolvimento do jogo, não muita coisa pôde ser feita, mas acertaram para um Cameo de Michael no fim do jogo. Já na sequência, Space Channel 5 part 2, Michael apareceu de fato no jogo como chefe de Ulala e dando uma palhinha aqui e ali com seus passos. E assim, até ao menos o lançamento de Michael Jackson: The Experience (cujo review pra DS você pode ler aqui), foi a última aparição de Michael em um jogo, sem contar as incursões de músicas do Michael em games musicais, tais quais Guitar Hero (Beat It e Smooth Criminal, essa no cover do Alien Ant Farm), Band Hero e Lego Rock Band (Uma do Jacksons Five), ou em jogos de ação como Grand Theft Auto: Vice City (Billie Jean é a primeira música que toca quando você entra num carro no início do jogo)

Finalizando o Review, Michael Jackson’s Moonwalker é um ótimo jogo com um pequeno deslize, e recomendado não somente para fãs do Rei do Pop, mas fãs de bons jogos de ação e que gostem de boa música.

Nota Final: 8,5/10

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1 comentário

  1. apenas Michael Jackson detona zumbis com o poder da dança, sem mais. e tenho aqui esse jogo do Dreamcast onde ele aparece, mas é um game beeeem dificil.

    e sobre o layout…tá rosa demais, não?

    Responder

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