Kirby’s Adventure (NES)


Os Jogos de Plataforma nos anos 80 eram a galinha dos ovos de ouro de uma produtora. Havia diversos títulos que mesclavam o platforming com diversos tipos de ação, desde tiros, como em Megaman, até combates contra cruz-credos saídos de um filme de terror, como em Castlevania. E nisso, conforme o passar dos anos, também sempre observamos que assim como os jogadores evoluíam, os jogos se adaptaram a eles e sua dificuldade foi aumentando cada vez mais (No caso, alguns já eram difíceis desde a origem, como os citados Megaman e Castlevania). Eis que um jovem de seus vinte e poucos anos (20 se não me falhe a memória), achando que os jogadores novos se assustavam com a dificuldade colossal dos jogos de plataforma da época, resolve ir contra a maré e fazer um jogo direcionado ao público novato em jogos de plataforma. O jovem japonês em questão se chamava Masahiro Sakurai. Trabalhando com um tal de Satoru Iwata (que hoje é presidente do Mundo, digo, da Nintendo) no estúdio Hal, eles criaram o carismático “Hoshi no Kirby”, no Game Boy monocromático, e tal jogo aportou no ocidente como Kirby’s Dream Land (aonde infelizmente Kirby era branco na capa). A sequência do jogo, é que realmente interessa, pois o resultado, bem, é o que você vai acompanhar hoje aqui no Blog, com Kirby’s Adventure.

A capa do jogo tem uma sacada muito boa com os poderes de Kirby, com ele sugando a ilustração aonde ele está.

 

Kirby’s Adventure

Produtora: Nintendo

Desenvolvimento: Hal Laboratory

Plataforma: NES

Gênero: Plataforma
A Terra dos Sonhos sempre foi um local pacífico e seus habitantes (as criaturas mais fofas dos videogames) viviam relativamente bem, apesar de uma confusãozinha ou outra com o atrapalhado King DeDeDe (um dos antagonistas mais legais da Nintendo). Até que de repente, as criaturas não conseguiam mais sonhar, algo errado havia acontecido e Kirby resolve averiguar a situação e bem, de uma forma ou outra tinha dedo do DeDeDe.

Para aqueles que haviam jogado Kirby’s Dream Land no GB, o jogo revelava além das cores de Kirby, uma evolução na jogabilidade. Os comandos continuavam os mesmos, um botão para Aspirar/Lançar de Volta os inimigos e um de pulo. Com o auxílio do direcional para cima, Kirby suga um pouco de ar e fica rechonchudo (mais ainda) feito um balão e podia voar com repetidos toques no botão de pulo. A novidade (e que surpreendeu muita gente) parece ter sido inspirada por Megaman, é que ao sugar determinados inimigos, Kirby ficará piscando, e ao apertar o direcional para baixo… KABLAM! Kirby absorve o poder do inimigo, o que deixa a brincadeira insanamente mais divertida.
São diversos poderes, desde habilidade com espada, se transformar em pedra, um sopro gelado, uma roda, e muitos outros que eu poderia dissecar o dia inteiro, mas Deus (ou sei lá, Miyamoto) sabe que além de cuidar do blog, tem meu trabalho, as duas Fan Pages (a do Blog, e a de Frases de Jogos) e ainda o trabalho de tradutor num Scanlator (vou falar sobre isso depois), mas a questão é que tais poderes tem suas vantagens e desvantagens, desde poder atacar de longe, se proteger do inimigo ou ser ineficiente a longa distância, dependendo do poder, mas mesmo as desvantagens, tornam tudo ainda mais incrível porque adiciona uma leve camada de estratégia as fases e você sempre vai querer saber qual é o próximo poder a adquirir.

Há também alguns sub-chefes que lhes dão poderes, que podem ser especiais ou normais, alguns podem ser usados um determinado número de vezes (e com resultados satisfatórios/engraçados). Entre as fases, há algumas áreas aonde podem se adquirir (quantas vezes você retornar) um poder que seja necessário e em outras, haverão mini-games como os ovos atirados por DeDeDe (que se alternam com bombas), um duelo de Velho Oeste aonde o mais rápido no gatilho vence e uma daquelas máquinas de pegar brindes aonde podemos conseguir vidas. Isso quebra um pouco o ritmo de jogo, mas de maneira alguma é desagradável.

Finalizando essa parte, a disposição das fases também é dada em mundos, e você pode revisitar os mundos anteriores quantas vezes quiser, alguns tem segredos interessantes a se explorar, e a dificuldade do jogo é bastante branda a maior parte do tempo, apenas nos últimos dois chefes é que o desafio é realmente dado ao jogador. De resto, é uma experiência bastante gratificante e relaxante.

Graficamente é um dos melhores jogos do NES. Apesar de a Nintendo estar focando os esforços no SNES, percebe-se que todo o esmero foi dado a Kirby’s Adventure. Contando com gráficos super coloridos, cenários belíssimos (apesar de as vezes alguns layouts se repetirem, o design de fases compensa isso), não é incomum babar nos gráficos do jogo, que seria equiparável ao dos mais belos jogos de Master System (que tem uma palheta de cores muitíssimo superior a do NES), o que é um puta elogio.

Sonoramente conta com boas músicas, os temas são alegres em seu geral, e os temas dos chefes dão aquele tom urgente de combate, sem perder a batida característica das fases do jogo. Eu digo com certeza que você ficará com alguns dos temas mais chiclete na cabeça, como o jingle de abertura, ou o jingle de fim de fase. Os efeitos sonoros são bons considerando as limitações do console.

Muitos podem discordar, mas eu acho Kirby’s Adventure um jogo perfeito, pois ele tem todo aquele clima tranquilo que às vezes nós precisamos depois de um dia ruim, e acrescentar um pouco de fofura a uma jogabilidade perfeita, gráficos belíssimos (que podem ser usados como cartão de visitas do console, ao invés de Super Mario Bros 3) e uma trilha contagiante. Altamente recomendado.

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3 Comentários

  1. já zerei ele há 3 meses atrás. realmente é um game fofinho, desafiador e cativante. recomendo joga-lo principalmente se for retrogamer

    Responder
  2. Kirby é realmente um dos melhores jogos do NES. Além do visual, a jogabilidade é muito boa e tinha algumas características bem diferentes do padrão da época. Gosto muito! Ótimo review, Kyo!

    Responder
    • Kyo

       /  2012/06/21

      Kirby me encantou na primeira vez que joguei, isso tem uns 10 anos atrás eu pensei: OMG essa porra não é NES😄.

      Recentemente zerei no DS (usando a entrada de GBA) o Remake dele q pretendo falar em breve quando der uma acalmada nas traduções de mangás

      Responder

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