Pokémon HeartGold & Pokémon Soul/Silver (Nintendo DS)


A que ponto um remake vale a pena? O fato é que a falta de criatividade ou de opções no mercado leva a muitos remakes. Nesses últimos anos temos jogado releiuturas de Super Street Fighter II Turbo (HD Remix), Super Mario Bros (New Super Mario Bros), Legend of Zelda: Ocarina of Time (em 3D), Star Fox 64 (em 3D), Megaman (Powered Up), Megaman X (Irregular Hunter), Klonoa (Door to Phantomille), Halo: Combat Evolved (Anniversary Edition), além de reboots de algumas franquias, como Mortal Kombat (com o nono episódio), Need for Speed (A releitura de Hot Pursuit), Rayman (Origins), e por aí vamos indefinidamente.
Mas bem, voltemos ao assunto remakes. A Nintendo, vendo que seu portátil Game Boy Advance vendia mais que coca-cola no deserto (O N-Gage nem fez cócegas, e o Wonderswan Color foi comprado por uns 150 otakus mais ou menos), resolveu fazer remakes do primeiro Pokémon, que é de um tempo aonde caçávamos dinossauros em algum jogo do Super Nes e assim tivemos Pokémon Fire Red e Pokémon Leaf Green (lembrando que no Japão, foram lançados Pokémon Red e Green, e o Green foi alterado pra Blue na versão Americana) que enfim, agradou a um monte de saudosistas. O tempo passa, e tivemos mais uma geração de Pokémons em plataformas da Nintendo (Diamond/Pearl/Platinum no DS) e a Nintendo, algum tempo depois anuncia… Remakes da segunda geração de Pokémon. Dezenas de nerds tetudos em diversas partes do mundo exercitam seus dedos nos fóruns, blogs, sites, twitter e caralho a quatro de excitação e previsões. Cada rumor gerava 900 teorias, cada scan da famitsu ou da coro-coro gerava inúmeros orgasmos nerds. E eis que tivemos enfim, Pokémon Heart Gold e Pokémon Soul Silver.

 

A Capa é da Soul Silver porque é a versão que eu tenho

Produtora: Nintendo

Plataforma: Nintendo DS

Gênero: RPG
Provavelmente você já deve ter jogado Pokémon em algum momento da sua vida. Mas basicamente, você é um garoto (ou garota) com um sonho de se tornar um mestre pokémon, e para isso você terá de capturar diversos pokémons , batalhar em ginásios e lidar com os panacas da equipe Rocket. E como o jogo é uma releitura do clássico do GBC, então você visitará a região de Johto novamente, e revisitará após vencer a Elite 4 de Johto, a clássica região de Kanto, aonde você reencontrará velhos rivais, até o confronto contra o Pica das Galáxias da região de Kanto, o lendário treinador Red (é, no Japão não tinham criatividade para dar nomes aos personagens, ou se é impronunciável, ou se é uma cor primária)
O jogo é em sua base o mesmo do Game Boy Color, escolha entre Totodile, Cyndaquil e Chikorita e percorra Johto capturando Pokémons e tretando com todo mundo que você vê pela frente. Ele tem, além dos básicos do jogo como a vantagem/desvantagem do tipo de pokémons que perdura desde o início, todas as coisas que foram adicionadas conforme o passar das gerações, os atributos especiais e toda essa papagaiada que fez pokémon passar de um jogo relativamente simples, a um jogo de nicho.
Porque chamo Pokémon hoje em dia de jogo de nicho? Apesar de ele ainda ser acessível aos jogadores comuns, que querem apenas zerar o jogo, para ser competitivo em campeonatos, como a Liga Oficial Pokémon aqui do Brasil, você tem que passar muito mais horas do que seria recomendado a um jogador comum entendendo as nuances de cada monstro e estudando seus golpes, efeitos e construindo um time não meramente estético, mas que se adeque ao seu estilo de jogo e que saiba ser competitivo. Mas, se você quer apenas zerar o jogo, ainda é possível usando as velhas táticas (Espanque-o antes de ser espancado).
Os gráficos deram uma melhorada em relação a Diamond/Pearl e estão mais limpos. As melhoras nas cidades são visíveis, além do visual dos Pokémons ser mais agradável que os da geração (então na época) corrente. Uma das coisas mais legais, trazida de Pokémon Yellow, foi a companhia constante do Primeiro Pokémon (na ordem do time) no mapa, sendo que o Pokémon altera conforme a evolução e conforme o pokémon escolhido no time. Admita, é bem legal quando você entra numa sala e com um Gyarados vermelho (o Shiny do Lago da Fúria) de guarda costas. Pena que os NPC’s tenham um auto controle invejável, pois se fosse comigo, com certeza eu já teria umas 3 evacuações anais.
Sonoramente, as músicas de Pokémon Gold/Silver foram as melhores da série até chegarmos em Black/White, e as versões de DS soam muito boas, nostálgicas e serelepes, como as originais. É raro ver músicas de 8-bits ruins (em bons jogos), e as transposições de GBC pra DS ficaram excelentes. O contra, é os ruídos dos pokémon, que não mudaram muita coisa ao longo dos anos.
Finalizando, Pokémon Soul Silver/Heart Gold é essencial para fãs da série, e recomendado para quem quer conhecer os pokémon em seu auge. Mas, não leva nota máxima por ser uma releitura, e não traz muito de novo na série, além do avanço gráfico em relação ao seu antecessor, para os aficcionados, o Pokéwalker é um mimo interessante.

E o Kyo quer saber: Você gostaria de ler Reviews de Livros aqui?

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1 comentário

  1. bacana essas versões melhoradas dos games do game boy color.

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