Assassin’s Creed Revelations


Uma de minhas franquias favoritas, com certeza é Assassin’s Creed. Desde que surgiu o primeiro jogo, a série ganhou inúmeros prêmios e sequências, além de três spin-off’s portáteis (um no PSP, que é a sequência direta do primeiro AC e mostra como Althair conheceu sua esposa; e dois no DS, sendo um prólogo do primeiro jogo e outro se passando durante o segundo jogo). Além de adaptações em quadrinhos (saiu aqui pela Panini um volume) e quatro livros (dois saídos aqui no Brasil pela editora Galera Record – Uma vertente para o público juvenil da editora Record), além de uma websérie, entre outras coisas. Desde 2009, depois de Assassin’s Creed 2, tivemos um jogo lançado por ano, que complementaram a trilogia de Ezio Auditore. Em 2010, tivemos Assassin’s Creed: Brotherhood, que mostra Ezio tretando novamente com os Borgia em Roma enquanto Desmond descobre mais sobre sua missão. E no fim de 2011, tivemos o jogo que encerrou a história de Ezio e traz, com o perdão do trocadilho, muitas revelações sobre o andamento da trama, entrelaçando de vez Ezio, Althair e Desmond. É claro que estou falando de Assassin’s Creed Revelations.
Assassin’s Creed Revelations

Produtora: Ubisoft

Plataformas: PS3/X360/PC

Gênero: Ação/Stealth/Sand-Box
A trama se dá em dois pontos: No lado de Desmond, o Animus deu pau e ele está em um coma induzido, e está preso dentro da própria mente, numa ilha do Animus. E contará (de certa forma) com a ajuda do Experimento 16 tentar desembaralhar suas memórias, as de Ezio e as de Althair. E nisso, descobrir o seu próximo objetivo para poder sair da Animus e deter de vez os Templários. Já no lado de Ezio, a jornada começa em Masyaf (cenário do primeiro game), com Ezio invadindo o castelo que outrora foi base dos Assassinos, e se desenvolve em Constantinopla, aonde Ezio procura pelas seis chaves da biblioteca do castelo de Masyaf. Essas chaves também contém memórias chave da vida de Althair, e ajudarão Ezio a compreender melhor ainda o legado dos Assassinos e sua missão, enquanto trava um novo embate contra Manuel Paleólogo, o atual líder dos Templários. Surpresas aguardam quem acompanha a série desde o princípio.
Os controles são uma versão ainda mais refinada de Assassin’s Creed Brotherhood, que por sua vez são uma refinação dos controles de AC II. A furtividade nos assassinatos continua sendo chave, e para melhorar os atributos (e conseguir descontos e melhorar o rendimento) é preciso reconquistar Constantinopla do controle dos templários, e reformar os locais como lojas de armas, tecelaria, entre outros. Os pontos de influência dos templários são pequenas bases, aonde se deve eliminar o líder e acender uma fogueira na torre.
O Arsenal e o combate estão melhores, e o maior destaque é a lâmina em forma de gancho (que substitui uma das lâminas ocultas que fora quebrada), que auxilia nas escaladas mais longas e permite utilizar as tirolesas da cidade para se locomover melhor (e permite assassinatos estilosos via tirolesa). Como uma tentativa de quebrar o ritmo da aventura e variar a jogabilidade, foram inseridas algumas etapas de defesa do forte no melhor estilo “Tower Defense” (extremamente popularizado por Plants vs Zombies), aonde escolhemos os assassinos que protegerão o forte, as barreiras e ataques. O problema é que só funciona no tutorial, porque nas disputas reais a dificuldade aumenta exponencialmente tornando enfadonho e mais fácil deixar os templários tomarem o forte e retomá-lo em seguida.
Outra variação, são as memórias de Desmond, acessíveis conforme os colecionáveis do ânimus coletados com Ezio, e nelas você tem que resolver alguns puzzles com a visão em primeira pessoa, e bem… Ficou algo bem desajeitado. De resto, o recrutamento de Assassinos continua, e eles podem ser mandados para fazer seu trabalho sujo eliminando e distraindo templários (ou janízaros, que surgem pra tretar com Ezio vez ou outra). Algumas substituições de classes (as cortesãs viraram ciganas), mas o básico é o mesmo.
Uma coisa que alguns podem sentir falta, é os quebra-cabeças complicados, aqui eles estão simplórios. Mas a movimentação em algumas sessões de ação em que você tem que correr, são extremamente gostosas de se jogar… Exceto quando erramos algum salto, hahahaha. As sessões com Althair são curtas, mas muito boas, pois nela não há nada de exploração, é só chegar baixando a peixeira de maneira levemente furtiva.
Graficamente é um salto e tanto em relação aos antecessores, com expressões faciais melhoradas e personagens mais bem modelados. Os cenários, apesar de não terem uma água tão linda quanto a de Veneza (quem jogou AC II sabe do que falo), o Castelo de Masyaf traz uma sensação de Nostalgia, e pra quem gosta de estudar história, a arquitetura de Constantinopla foi fielmente reduzida, com suas construções históricas bem feitas. O esconderijo subterrâneo da Capadócia (aonde se passa uma pequena parte do jogo) também foi bem construído, e pra quem realmente é detalhista, temos um bom prato. Aliás, Assassin’s Creed é uma ótima série para quem gosta de estudar história e no caso, arquitetura de épocas.

 

Sonoramente conta com boas composições como sempre. Não que elas vão ficar em sua cabeça, mas ainda assim, aqueles temas em momentos parados são sublimes. Já a dublagem, bem… Tanto Roger Craig Smith (Ezio) quanto Nolan North (Althair) emprestam novamente suas vozes de maneira bem feita, assim como os outros dubladores que não ficam atrás. Sonoramente temos bons efeitos e nesse departamento, não tenho o que reclamar.
Apesar de não ter o mesmo impacto que Assassin’s Creed I ou Assassin’s Creed II tiveram em seus lançamentos, Revelations surpreende pela solidez, e mesmo com as falhas tentativas de variar no gameplay, consegue se manter no patamar da série, já que ele melhorou as mecânicas de combate e do multiplayer (melhorado em relação a Brotherhood). Altamente recomendado.

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s