Ninja Assault (Playstation 2)


Algumas idéias são muito loucas para serem postas em prática nos jogos, na verdade essa frase que eu acabei de dizer é uma tremenda mentira, se jogarmos qualquer jogo do Suda Goichi (Suda 51, o produtor favorito do Lula) veremos isso. Pois bem, a Namco é tradicional por seus rail shooters (tá, pela Série Time Crisis), mas… E se adicionarmos NINJAS ao conteúdo de um Rail Shooter? A SEGA viu que Zumbis (da maneira certa) funcionam (Ouviu isso Capcom? Eu cuspo em Seus Rail Shooters de Resident Evil), a Própria SEGA fez parceiria com a Namco para fazer um Rail Shooter com Vampiros, mas a Namco fez um com NINJAS, e tivemos Ninja Assault, jogo a ser analisado hoje.

Ninja Assault
Produtora: Namco
Plataformas: Arcade/Playstation 2
Gênero: Tiro Sob Trilhos

Na era Feudal, o terrível Shogun Kigai (que é só uma cabeça demoníaca num corpo de robô, ops, SPOILER) conquistou a nação de Tenshin e sequestrou a inocente princesa Koto. Para dar um fim ao reino de terror de Kigai, três Ninjas desocupados resolvem pegar pistolas e saírem fuzilando tudo o que se mexe, o que significa dar cabo de um exército de demônios DO MAAAAAAAAAAAAL (como diria o Homem Sereia, do Bob Esponja) e salvar a princesa.

Ninja Assault é um Rail Shooter, ou seja, um jogo de tiro sob trilhos, aonde apenas atiramos em tudo o que se mexe e derrotamos hordas e hordas de inimigos. O jogo é feito para a Guncom 2, se você tiver uma, a experiência de jogo melhora exponencialmente. Você tem três personagens para se escolher, em quatro modos de jogo, um que vem do arcade, outros três que são protagonizados por cada um dos protagonistas, com um parceiro diferente. Basicamente o que muda é o estágio inicial, que difere.

Quem está acostumado com a série Time Crisis, vai sentir falta do sistema de cobertura, o que acaba deixando o jogador mais exposto aos inimigos, que surgem de diversos locais e agilidade é o ponto chave. São no total, seis fases, que podem ou não ter um chefão esperando no fim (às vezes é só um inimigo mais forte). Há ítens (bem) escondidos nas fases, que vão desde itens de pontuação, até ninjutsus (Técnicas que são boas para limpar a área) ou recuperadores de HP. Aliás, ao contrário da série Time Crisis, que usa pontos de HP (e que independente do inimigo, o dano será de 1), em Ninja Assault temos uma barra de vida e os danos variam conforme a força do inimigo (Shuriken, Flecha ou uma Bola de ferro cheia de espinho, espada e etc), o que pode ser ao mesmo tempo bom e ruim.

A dificuldade varia conforme sua experiência em Rail Shooters, mas a falta de cobertura aumenta isso, e não sinta-se acanhado em começar da dificuldade mais baixa. Caso queira prolongar o tempo do jogo, pode ir tentando os desafios desbloqueados após finalizar o jogo, dão um tempero a mais.

Graficamente ele, apesar de ser um jogo posterior a Crisis Zone (que no Arcade saiu em 1999), não é superior a este, as cenas não são lá muito caprichadas e os modelos dos protagonistas ainda é aquela coisa de início da geração PS2. Já os cenários e inimigos estão bem feitos, com destaque para a fase da Neve e a Raposa de Fogo (Boss do Homura Shrine) quie tem bons efeitos.

Sonoramente é mediano, as músicas são simples e não ferem seus ouvidos, alguns efeitos sonoros (o da caminhada dos heróis) são estranhos e exagerados e dublagem americana oscila entre o bom e o CADÊ A EMOÇÃO?, apesar de não serem muitas falas.

Finalizando, Ninja Assault é um jogo para quem curte o gênero e vale a pena o aluguel, nada mais.

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