Saints Row: The Third (Multiplataforma)


A franquia Grand Theft Auto, da Rockstar, pode não ter sido a pioneira em jogos Sandbox, mas foi com certeza aquela que popularizou em muito o gênero depois de GTA III, em 2001. Muitos jogos do gênero foram lançados, e todos queriam uma casquinha, podemos citar Driv3r (Atari) e Mafia (2K). É claro que com Driver e Driver 2 já tinhamos o sandbox rolando, mas em Driv3r, tivemos as armas, que deu mais uma cara de “GTA” pro jogo. Outras produtoras fizeram jogos no gênero em produtos licenciados, como o caso da EA com Harry Potter, e poderia ficar horas citando jogos meia boca que se utilizam do sandbox. O caso é que a THQ resolveu abocanhar uma fatia do mercado sandbox e através do estúdio Volition, lançou Saints Row, pro X360. O jogo não destronou a franquia da Rockstar, mas vendeu o suficiente para garantir uma sequência em 2008, que apesar de ter melhorado em muito, ainda poderia ser classificado como um clone de Grand Theft Auto. E em 2011, a situação da THQ fica roxa e tivemos o jogo da análise de hoje: Saints Row: The Third, e é hora de analisá-lo.
Saints Row: The Third
Produtora: THQ
Desenvolvimento: Volition
Plataformas: X360/PS3/PC
Gênero: Sandbox

A história do jogo é simplória, os Saints, após o segundo jogo, estão mais populares que nunca e a marca licenciada fatura milhões, com produtos diversos. Mas os caras querem mais e tentam iniciar suas atividades criminosas na cidade de Steelport, mas as coisas dão tremendamente errados, e um dos cabeças da gangue, Johnny, acaba morrendo. E lá na cidade, os Saints resolvem tomar a cidade, e vingar a morte de Johnny, não necessariamente nessa ordem.

 


O enredo de Saints Row é louco o suficiente para acreditarmos nele e acredite, você irá desligar o cérebro. Apesar da primeira missão ser um tanto genérica, as coisas começam a ir numa espiral que envolve o recrutamento de Hulk Hogan, clones de um cara peladão, tiroteio enquanto se pula de paraquedas, trollar as pessoas com golpes de luta livre no meio da cidade, fraudar seguros se jogando em carros, um reality show bizarro (mas perfeitamente normal para os padrões do jogo) e ter uma moto igual a do filme Tron, além de naves que saíram de um anime qualquer sobre Mechas.


Ah, o jogo funciona como um Sandbox, você pode ir cumprindo missões variadas e achar coisas escondidas na cidade. Caso tenha um louco igual a você com uma cópia do jogo, vocês poderão encarar essa loucura junto. Eu digo louco, mas o fato é que você vai estar rindo de dois em dois minutos com as situações do jogo. Com um arsenal evoluível, você pode garantir seu faturamento comprando imóveis e cumprindo missões paralelas, que lhe dão dinheiro, respeito e bonificações extras por tempo de jogo. A dificuldade do jogo é moderada, mas se você for um maníaco por Achievments/Troféus, poderá passar um longo tempo com o jogo, mas não que vá reclamar.


Isso porque ainda nem chegamos no modo horda, ali, os produtores concentraram toda insanidade, bizarrice e loucura do jogo, e colocou o tradicional modo horda dos jogos de tiro, então você vai bater em prostitutas com um consolo gigante, enfrentar sadomasoquistas que utilizam esses mesmos consolos, enfrentar zumbis com uma motoserra, entre outras coisas que você imaginaria pra um jogo, se estivesse bêbado. Aliás, também é possível jogar o modo horda em co-op, então chame um amigo e jogue AGORA!


Graficamente ele chega a ser inferior a Grand Theft Auto IV, mas nem de longe isso é um desmérito, pois a equipe do Volition se concentrou mais na diversão do que os gráficos, mas eles não chegam a ser ruins, são bons e tem bons modelos, mas a física do jogo não é lá muito apurada, mas poxa, se eu quisesse realidade eu estaria vendo o Jornal Nacional, e não jogando videogame. E aliás, os inimigos genéricos deste jogo, geram um gag dos inimigos genéricos dos jogos em geral, no qual o/a protagonista lhes dá o apelido de “João” (John). Aliás, o modo de edição do jogo é uma das coisas mais bacanas, a quem explorar o jogo, conseguirá uma combinação de roupas única, e com o DLC do jogo (habilidades novas, roupas e veículos extras) a experiência fica mais engraçada ainda.


Sonoramente é bem bacana, a trilha do jogo tem bons temas, e as músicas licenciadas, agradam a todos os gostos e você ainda pode customizar a sua rádio, por exemplo, coloquei “Bush”, “Amon Amarth” e “Run D.M.C.” na minha Mixtape. A dublagem do jogo é excelente, ambos os dubladores do personagem principal (homem ou mulher) estão perfeitos e ao que se percebe pelo áudio do jogo, os caras se divertiam enquanto gravavam suas falas. Todos os outros coadjuvantes do jogo (tanto os mocinhos, quanto os vilões) ficaram muito bem feitos também.
Finalizando, como foi dito no programa Go Game, da Play TV, Saints Row: The Third foi a surpresa do ano, já que as pessoas esperavam mais um “Grand Theft Clone” e foram surpreendidos por um jogo tremendamente divertido e insano, no qual podemos perder horas e horas trollando todo mundo. Como um jornalista de games lá dos EUA disse: “Espero que Saints Row: The Third esteja vendendo bem, pois é divertido pacaralho”, aliás, falando em números, a THQ esperava que o jogo vendesse 2 milhões de cópias até fevereiro, mas de acordo com as vendas, a marca já ultrapassou os 3,8 milhões (e isso há uma semana atrás), tornando-o a propriedade intelectual da THQ mais vendida. Terminando esse parágrafo, se possível, jogue Saints Row: The Third, dê uma chance aos Saints e você não vai se arrepender!
Nota Final: 9,5/10

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2 Comentários

  1. que coincidência Kyo, acabei de comprar ele para PC, essa semana. é como você falou no post. é muito loco esse jogo. eu tentei fazer uma Lightning como personagem. não ficou lá parecida com ela, mas a voz dublada pela Ali Hillis compensa isso. eu curtia o GTA 2, eu o achava engraçado. depois chegou a terceira versão…ficou séria demais e não joguei mais nenhum jogo da série. ainda bem que Saints Row chegou com aquela insanidade que tinha no GTA 2(se bem que em Saints Row é 100 vezes mais insano)

    Responder
  2. Gosto muito dos titulos Sandbox, porém as vezes a liberdade em excesso faz com que o jogador deixe de lado aquele titulo por um bom tempo.

    Digo isso me baseando em GTA: San Andreas que poucas pessoas que conheço zerou o jogo, eles focavam mais na possibilidade de atravessar um estado a nado! xD

    Bem, nunca joguei nenhum titulo da franquia Saints Row, mas pela análise o game é bem atraente, então quando rolar a chance de jogar eu não a desperdiçarei! hahahaha!

    Abraço

    Responder

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