Sonic Generations


Eu desejaria que o review de hoje fosse mais longo, pois dadas as circunstâncias especiais que envolvem este jogo, ele merece toda a pompa possível. Não é de hoje que eu digo que Sonic The Hedgehog é a minha franquia favorita, sem sombra de dúvida. Acompanho os jogos do ouriço azul desde que ganhei um Mega Drive nos distantes idos do ano de 1996 e juntamente com ele, Sonic 2.
Para conseguir jogar Sonic 3 era uma luta, pois o título vivia alugado e só joguei Sonic 1 no console por aquelas compilações da Tectoy (Sabem, o 6 em 1, 10 em 1). Sonic & Knuckles só fui jogar de maneira válida (ou seja, em consoles) em compilações do PS2, o mesmo vale para Sonic CD. Sonic Adventure rodou em meu Dreamcast até eu cansar, e Sonic Adventure 2 tem uma relação de amor e ódio comigo. Digo Amor porque eu realmente adoro o jogo e todos os seus aspectos (apesar de ter algumas coisas que não gosto *cof cof tailscomrobo cof cof*) e ódio porque a cópia que eu tinha (jack sparrow manda lembranças) simplesmente não rodava quando o console estava muito aquecido.
O tempo se passou, fiquei uns 6 anos sem lidar com games. Vi imagens de Shadow The Hedgehog na revista de um amigo e fiquei empolgado (As lembranças do Shadow que eu tinha são as do cara badass de Sonic Adventure 2). E em 2008, começo o projeto PS2. Para comprar meu próprio PS2 e poder (inconscientemente) colocar minhas mãos nos jogos do Sonic daquela geração. E eis que experimentei Unleashed, Sonic Heroes e Shadow The Hedheghog, além dos dois primeiros jogos da série Riders (que tenho originais para PC e PS2).
E avançamos mais um pouco no tempo, não meu, mas do Sonic. Lembro que no Review de Sonic 4 contei a “história” do Sonic até o próprio Sonic 4 ser lançado. Pois bem, paralelamente a Sonic 4 saia para Wii e DS, Sonic Colors, que contou com aprovação da crítica. E nesse interim, também saiu o terceiro jogo da série Riders, exclusivamente pro X360, pensado pro Kinect, Sonic Free Riders. E eis, que para comemorar os 20 anos do ouriço azul, a Sega produziu e lançou esse ano. Sonic Generations, que é o jogo a ser analisado aqui.

Sonic Generations
Produtora: SEGA
Desenvolvimento: Sonic Team/Dimps (Versão Portátil)
Plataforma: Xbox 360 (Também disponível para PS3, PC e Nintendo 3DS)
Gênero: Plataforma

 

Barriguinha de Chopp, hein Sonic?

A história de Sonic Generations é simples e pode até ser considerada bobinha dependendo do grau de ceticismo do jogador, mas se quer saber a minha opinião, ela cumpre exatamente o seu objetivo de ser a mola propulsora dos eventos do jogo. Uma ameaça sem precedentes paira sobre o universo de Sonic, e ela atende pelo nome de Time Eater, uma criatura que durante a comemoração dos 20 anos de Sonic, sequestra os amigos de Sonic e causa uma ruptura no tempo-espaço permitindo que os seres de duas épocas (Sonic Clássico e Sonic Moderno) interagissem, mas isso só é descoberto por eles após os dois Sonics se encontrarem antes de Sonic encarar o Death Egg Robot. A partir daí, os dois tem que encarar desafios de tirar o fôlego.

Pela imagem, alguém chutou a bunda do Sonic, deve ter sido aquele carcamano de vermelho

Como disse, a história do jogo é só a mola propulsora dos eventos, mas funciona bem. Agora que esclarecemos isso, falaremos sobre a apresentação do jogo. Você está vendo as imagens que ilustram essa análise? Dê uma boa olhada em todas, são da versão PC do jogo (tiradas por mim), com as configurações do jogo rodando no MÍNIMO. Agora deu pra entender o quão este jogo é bonito.

Nostalgia pura pra quem jogou no Dreamcast essa fase

Os cenários (todos, sem exceção) foram criados com base em algum jogo lançado, de Sonic a Sonic Colors e estão fiéis aos seus jogos de origem em ambos os Acts, mas a Sega se deu a liberdade de adicionar novos elementos visuais que complementam a ação. Por exemplo, alguns ambientes internos em Sky Sanctuary, ou alguns ambientes sub-aquáticos em Seaside Hill. E a minha primeira visão de Crisis City (Sonic 2006) foi muito positiva, pois aqui não há os problemas de seu jogo de origem, hahahaha. Aliás, além dos estágios homenageando os jogos, temos outros cenários aqui, das disputas contra os rivais (Metal Sonic, Shadow e Silver) que fazem referência a outros estágios, como a épica corrida contra Metal Sonic de Sonic CD em Stardust Speedway.

 

Nostalgia Pura para quem jogou esta fase no Mega Drive

Além de Sonic, Tails é o outro personagem a ter uma versão clássica, e ambos os 4 (C. Sonic, M. Sonic, C. Tails e M. Tails) estão muito bem modelados, além dos outros amigos de Sonic que aparecem estarem muito bem feitos. Os badnicks receberam o mesmo cuidado, estando fiéis a seus jogos de origem e tudo mais. Com isso, vemos que a apresentação visual do jogo é impecável.

Essa imagem me faz querer jogar Sonic Heroes. 30 Segundos depois de escrever a frase anterior, a vontade passou

O jogo tem um total de nove estágios, divididos em dois atos cada um, um jogado pelo Sonic Clássico e um pelo Sonic Moderno, e cada um deles tem mecânicas diferentes que podem ser aperfeiçoadas ao longo do jogo. Após completar as três primeiras fases (Green Hill, Chemical Plant e Sky Sanctuary), o Skill Shop é desbloqueado, e nele, com os Skill Points adquiridos nas fases (não me pergunte como diabos eles são adquiridos) algumas habilidades extras e coisas a mais podem ser conseguidas, como Escudos, vidas extras, e outras coisas mais. A maioria deles pode ser equipado antes das fases no menu de Skill Set.

 

Só esta fase é melhor que o jogo de origem todo dela

Esse tipo de coisa, qualquer jogador auto-didata poderá aprender com extrema facilidade, a coisa é mais difícil de explicar do que de jogar. Agora explicaremos como funciona os outros atos. Cada fase, como disse no parágrafo anterior é jogada em dois atos, cada um com cada era do Sonic. O Padrão do jogo é Act 1 para o Sonic Clássico e Act 2 para o Sonic Moderno, mas com exceção de Green Hill, eles podem ser completados em qualquer ordem.

 

Lembro da primeira vez que joguei Sonic 1... Eu já havia zerado o 2 e o 3.

O Act 1, temos a jogabilidade que consagrou Sonic no Mega Drive, e como o design de fases caprichou, existem as famosas rotas alternativas que tanto usávamos no Mega e a sensação de exploração permanece a mesma, embora muitas vezes (em certos casos) não dê para voltar atrás num caminho, embora isso seja o que garanta o fator replay. Aqui, tudo o que você possui são os pulos e o Spin-Dash (que além do comando clássico, há um atalho no botão X – Quadrado no PS3) e Após adquirir os escudos no Skill Shop, e equipá-los, você pode ativar até 2 por fase com o Y – triângulo no PS3. A jogabilidade está praticamente impecável, mas de início é um pouco estranho controlar o Sonic Clássico, mas após alguns minutos você se acostuma com uma facilidade incrível. Os inimigos estão bem espalhados, mas o que mais interessa aqui, é que os estágios da era pós Mega Drive estão muitíssimo bem representados no estilo 2D, e Seaside Hill por exemplo, ficou particularmente bonita em 2D.
Já no Act 2, a coisa funciona como os Day Stages de Sonic Unleashed e as fases de Sonic Colors. Com uma câmera fixa, velocidade a toda e obstáculos colocados lá, além das transições de 3D para 2D. Homming Attacks estão lá (como em Unleashed nas versões PS2/Wii, com dois pulos), boosts (indispensáveis em alguns trechos) aquela famosa escorregadinha (pra passar por lugares baixos), o Quick Step (que funcionam com os LB/L1 e RB/R1), além do Drift que ficou meio estranho nos gatilhos esquerdo e direito dos botões de ombro e funciona um pouco diferente do visto em Unleashed. As fases tem um ritmo empolgante, mas nas primeiras vezes em que jogar, vá com cautela para não cair no abismo. Os trechos 2D dessas fases, tem um ritmo que varia entre o cadenciado e o veloz (visto na série Rush). Conforme o jogo avança, habilidades como o Light Speed Dash, o Wall Jump e o Stomp são adquiridos, e dão uma maior dinâmica as partidas. E como um adendo, é irônico ver fases de Sonic Unleashed e Sonic Colors em versões melhoradas da engine.

Sonic provando que os gordinhos tem vez no Skate

Além dos estágios, há as batalhas contra chefes, que representam momentos chave na carreira de Sonic, como a batalha contra o Death Egg Robot, que tem um esquema diferente da original (e tem argolas). E também há as Rival Battles, aonde deve-se enfrentar alguns dos rivais de longa data do ouriço, e os desafios, que além de serem cruciais para o prosseguimento da história (deve se completar ao menos 1 de cada fase e coletar uma das chaves) podem aumentar a vida útil do jogo.

Aqui, uma missão em Sky Sanctuary

Os desafios, consistem em chegar ao fim da fase cumprindo alguma condição que envolve tempo e outras coisas, ou uma corrida contra um ghost, às vezes tendo a ajuda de algum aliado em um trecho. Eles são realmente legais, aquele desafio do Sonic Classico com o Skate foi bem divertido. Outra coisa que os Desafios (que podem ser feitos com o Sonic Classico ou Moderno (há desafios diferentes para ambos) )dão, são um Sino que tocado, libera uma nota musical que ao ser pega, libera algum extra (artwork ou música). Aliás, nas fases há estrelas vermelhas a serem encontradas, que liberam extras da sala de arte. Extras esses que são legais a beça, como artes conceituais das fases ou dos jogos anteriores.

Nunca cheguei na batalha contra o Shadow no jogo original

A SEGA em 90% dos casos, sempre cria obras de arte no Departamento musical. Isso é um fato que nunca muda. Os remixes dos temas foram muito bem executados, e caso você seja um afficionado pelo Sonic, encontrará diversas músicas de outros jogos da série, como Sonic 3D Blast, Knuckles Chaotix e Sonic 4, além de um Jingle de Sonic Adventure que não foi utilizado em seu jogo original. A clássica “Escape From The City” e a Icônica “Open Your Heart” estão lá com novos arranjos e no caso de Escape from The City, novos vocais, com a voz de Alex Makhlouf (tecladista e back vocal da banda de Synthpop “Cash Cash”), Alex também rearranjou algumas das músicas da trilha do jogo, junto com Jun Senoue e cantou “Super Sonic Racing” na versão contida na trilha do mesmo. Destaco aqui, as versões Classic de “City Escape”, “Rooftop Run” e “Planet Wisp”, além da versão Modern de “Chemical Plant”, mas não que as outras músicas do jogo sejam ruins.

Rails em Chemical Plant... E eu não pensei em nada pra por aqui

A dublagem do jogo também está ótima, apesar de não ter tantas falas, os dubladores desempenharam seus papéis melhor que os anteriores (que vieram de Sonic X para os jogos pós Sonic Heroes) e é possível mudar a língua das vozes para outro, caso queira conferir a dublagem japonesa ou espanhola ou francesa. Efeitos sonoros do jogo também agradam, embora apenas cumpram seu papel.

Imagina se Sonic Heroes fosse assim...

Finalizando, sim, Sonic Generations é aquisição obrigatória para qualquer fã do ouriço azul. Após anos de jogos de qualidade e execução duvidosas, a SEGA entregou aquilo que prometeu, uma experiência única para aqueles fãs que permaneceram fiéis mesmo com tanta coisa não muito boa sendo lançada. E apesar de sua curta duração e a falta de Multiplayer (não que eu sinta falta disso e antes um jogo épico e curto do que um enfadonho e longo), ele garante o selo Chuck Norris de Diversão.

Nota Final: 10/10

Galeria de imagens:

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2 Comentários

  1. @fsp4ever

     /  2011/12/11

    Review puta boa !

    Tô me segurando para não completar esse jogo na versão Jack, tô esperando ansiosamente por uma promo tipo 50% off na Steam, pra completar direitinho com Achievements e talz🙂

    Responder
  2. PUTA que PARIÚ!

    Cara, só de ler a análise é possivel perceber o quanto esse game é poderoso e enfim, agradavel para ambos os tipos de fãs do Sonic.

    Demorou mas aparentemente a Sega criou um game digno e merecedor do nome Sonic, infelizmente não tenho PC ou qualquer outra plataforma para joga-lo, então vou aguardando ansiosamente pelo dia em que irei passar horas a fio jogando!

    Abraço

    Responder

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