007 BloodStone


O nome é Bond. James Bond. A série de livros, que inspirou filmes de sucesso do agente secreto mais famoso do mundo, não poderia deixar de dar as caras no mundo dos games, com alguns títulos no mínimo questionáveis nos anos 80, que eram baseados DE LONGE em algumas de suas aventuras cinematográficas. Nos anos 90, tivemos James Bond: The Duel, que continha um roteiro original, mas era tão bom quanto enfiar o braço numa frigideira com óleo fervente… Embora estudos comprovem que enfiar o braço numa frigideira com óleo fervente proporcione mais prazer que jogar essa bomba. Também tivemos James Bond Jr. no SNES, que era baseado na série animada, que juro pra vocês, nunca vi. Mas gostei do jogo na época que joguei. E fui rejogá-lo recentemente… O que prova que certas coisas só são legais em nossa memória. Mas enfim, no Nintendo 64 a Rare provocou um BOOM, ao provar que: FPS pode se dar bem em console e jogos de filmes nem sempre são ruins, basta que pessoas competentes estejam por trás dele. E os anos se passaram, e jogos baseados em Bond foram lançado, alcançando variados graus de sucesso. E com a mudança de ator (já tradicional na franquia) para Daniel Craig, tivemos Quantum of Solace, que agradou uns e outros e desagradou alguns. Eu joguei as versões DS e PS2 desse jogo. A de DS é confusa… Muuuuuito confusa e fraca. A de PS2 é um shooter em terceira pessoa que varia entre mediano e bom, peca no sistema de cobertura. Depois tivemos o anúncio do remake de GoldenEye para Wii e DS e recentemente também saiu para PS3 com o nome de GoldenEye Reloaded e suporte ao PS Move. Joguei um pouco a de DS, mas ela rodou muito lento no meu flashcard… Ei, não me olhe desse jeito que EU SEI que você usa também! Mas enfim, e eis que a Activision resolve tentar o seu “Everything or Nothing*” e lança 007 Blood Stone… Será que ele é digno de portar o título de ’00 Agent’ ou deve ser executado friamente como um agente traidor? É o que veremos a seguir.

*007 Everything or Nothing é um título da EA com roteiro original e aclamado por boa parte dos fãs da série. Diabos, é um shooter em terceira pessoa FANTABULOSO!

James Bond 007: Blood Stone

Produtora: Activision

Desenvolvimento: n-Space

Plataforma: Nintendo DS

Gênero: Tiro em terceira pessoa.

Na trama, James junta-se à socialite e Bond-girl da vez Nicole Hunter (com a voz da cantora Joss Stone) na busca de um pesquisador desaparecido. No meio do caminho, porém, Bond precisa desviar suas atenções para o roubo de uma super arma química desenvolvida no Reino Unido e que caiu nas mãos de uma poderosa organização terrorista. Como já é de praxe, o futuro do planeta dependerá do sucesso da atuação do nosso agente 007, que percorrerá locações que incluem Atenas, Istambul, Mônaco e Bangkok.
O jogo utiliza uma mecânica semelhante aos jogos da série Call of Duty, embora o fato de ser em terceira pessoa, acabe remetendo mais ao Brothers in Arms DS (Gameloft), com o direcional movendo o personagem, e a Stylus como mira. Os botões de ombro (L ou R, para canhotos) são utilizados para tiro. Bond só pode carregar duas armas, mas isso será mais que necessário para chutar as bundas dos inimigos, em algumas missões (trechos para ser mais específico), armas não serão necessárias, mas sim a furtividade e mortes precisas. Em alguns momentos, quando estiver sem arma, ou precisar de uma determinada arma (tipo, uma bazuca discreta), ataque o seu oponente, e um rápido QTE ocorrerá, o que pode economizar algumas balas.
Em outros trechos, será necessário hackear alguns sistemas, em um minigame que utiliza a Stylus de maneira bem simples. Outro momento bem bacana, é numa das missões quase no fim, aonde é necessário utilizar uma câmera para resolver uma espécie de quebra-cabeças para levá-lo ao seu contato. Por fim, o jogo conta com um ótimo sistema de cobertura, que quebra o galho em muitas vezes. Em alguns momentos, você ouvirá um som característico e o logotipo do 007 abaixo de sua barra de vida, isso significa que algum local daquele cenário, dá para executar uma espécie de ‘Stylish Move’ na falta de expressão adequada que utiliza algum elemento do cenário (ou tubarões) para matar os inimigos genéricos. O jogo NÃO TEM kits de recuperação de life. Caso tenha tomado muitos balaços, apenas recue para fora da ação e Bond se recuperará automaticamente. A dificuldade do jogo não é grande, mas pequenos trechos podem dar certo trabalho.

O jogo ainda tem certa longevidade com os segredos escondidos nos estágios, que liberam personagens extras para o Multiplayer, que desta vez está melhor que o de GoldenEye DS. Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, apesar dos pontos positivos aqui, me resta falar do principal ponto negativo do jogo. As perseguições de carro. O horror, oh, o Horror… De fato, acho que os caras estavam de saco cheio da pressão da Activision e deixaram um estagiário qualquer cuidar destes trechos. Porque, eles não são emocionantes, não são difíceis, não são entediantes e nem são frustrantes, não são porcaria nenhuma. Diabos, se eu viver durante duas semanas comendo apenas chuchú, teria mais graça que estes trechos, que são a mais pura síntese do “sem sal”, tremenda monotonia. De fato, devido a insalubridade das perseguições, devo ter morrido umas quatro vezes.

O jogo é competente graficamente, apesar do DS não ser lá grandes coisas em termos de potência gráfica, há de se convir que a n-Space fez milagre com este hardware. Aliás, Milagre é o que eles fazem constantemente com o hardware do DS, Modern Warfare: Mobilized, Star Wars: Force Unleashed e Modern Warfare 3: Defiance que o digam. Bond realmente parece com Craig, Nicole é uma boa versão poligonal de Joss Stone e por assim continuamos. A exceção, novamente, são as perseguições de carro, que são tão empolgantes quanto ouvir um gago narrando a bíblia, e a sensação de velocidade é tamanha, que seu sobrinho de cinco anos com um velocípede é mais veloz.

A parte sonora do jogo é destaque. Ninguém menos que Richard Jacques (Sonic R e Sonic & The Black Knight) está por trás da trilha sonora do jogo e cada um dos temas combina exatamente com a fase e o momento que foi planejado. E a dublagem não deixa por menos, com Daniel Craig, Judi Dench e Joss Stone nos papéis principais. Só criticaria o tom ligeiramente fino de voz usado pela Joss na Nicole, mas seria pedir demais. Ah, e o tema de encerramento é cantado pela própria Joss, que se apresentou aqui no Rock in Rio em setembro.

Finalizando, ao menos no DS, a experiência em Blood Stone é satisfatória e obrigatória aos fãs do “Espião que Não me amava”, digo, do Agente Secreto mais famoso do mundo. Suas falhas só o impediram de ser melhor apreciado e melhor avaliado, leva o nosso selo Bart Simpson de diversão.

*Se você entendeu a referência a mais um filme de Bond no meu review, não me encha o saco corrigindo, foi proposital!

Nota final: 8,5/10

P.s: Agradecimentos ao Rafael ’00 Agent’ Fernandes, do Passagem Secreta, que me deu uma pequena ajuda no review. Pequena, mas ajudou.

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