Semana Halloween: Castlevania – Dawn of Sorrow


Informalmente, essa última semana acabou sendo a Semana Halloween no Blog, com tematica dedicada aos vampiros e coisas caóticas que surgem esse mês procurando um abraço… Ou o estômago de uma virgem, o que vier primeiro. Primeiro tivemos o Castlevania: Aria of Sorrow, depois, Scene It? Twilight e agora, pra encerrar com chave de ouro, a análise de Castlevania: Dawn of Sorrow.

Castlevania: Dawn of Sorrow

Produtora: Konami

Plataforma: Nintendo DS

Gênero: Ação/Side-Scroller

Em 2003, a Konami lançou para o Game Boy Advance, um dos melhores Castlevania em 2D (Aria of Sorrow). E com o Nintendo DS chegando no ano seguinte, o provável é que a Konami anunciasse um novo Castlevania, e assim o fez e era… A sequência de Castlevania: Aria of Sorrow. E em 2005, foi lançado Castlevania: Dawn of Sorrow, para o Nintendo DS.

O enredo se passa em 2036, um ano depois de Soma ter derrotado Graham Jones e com o apoio de seus amigos derrotou a criatura caótica que ameaçava a humanidade… Apesar disso, ele descobriu que herdou os poderes de Dracula, e tem que conviver com isso. Num passeio aleatório com Mina (ao que parece, ele ainda tenta tirar uma casquinha da moça), Soma é atacado por algumas criaturas das trevas, lideradas pela líder de uma seita misteriosa que vem crescendo. E nisso ele descobre que o seu poder de Dracula não havia sumido, apenas estava adormecido enquanto não havia perigo. Celia diz que quer despertar um novo conde das trevas, eliminando Soma e fará de tudo para alcançar o seu objetivo. Nisso, Soma, Arikado, Julius e Yoko partem para o castelo para investigar. A trama não foge do básico, mas não tem as reviravoltas de Aria of Sorrow.

A jogabilidade segue o mesmo ritmo de Aria of Sorrow, mas agora com a maior quantidade de botões frontais, tivemos boas adições. Para cada arma do inventário, foi adicionado um ataque especial (A) que utiliza um pouco do seu MP. Outra alteração bem vinda, foi a da alma Doppelganger. que permite que você tenha dois inventários de equipamento/almas e lhe dá uma chance de criar certas estratégias (embora a minha seja surrar os inimigos gritando: MOOOORRE DIABOOO!) contra determinados tipos de oponente. Yoko ganhou maior utilidade no jogo no modo história, já que como feiticeira, ela tem poderes mágicos, e tem a habilidade de combinar algumas armas com alma, sintetizando armas mais fortes e pode te ajudar a economizar um bocado de dinheiro em determinadas armas, a custo de uma alma que PODE ser útil. Um dos problemas aqui, é que a coleta de almas está mais difícil, às vezes dependendo de uma sorte maior do que a necessária.

O jogo tem três possíveis finais, um bom, que não é o verdadeiro, um ruim, que desbloqueia o Julius Mode e o bom. Aliás, o Julius mode foi bastante melhorado em relação ao Aria of Sorrow e convenhamos, ele foi uma prévia de como seria o Castlevania seguinte (Portrait of Ruin), com dois personagens jogáveis e intercambiáveis. O Julius Mode funciona como os clássicos Castlevania, ou mais ou menos como o Circle of Moon de GBA. Empunhando o Vampire Killer e fazendo o uso de sub-armas, ele oferece uma história: “E se Soma Cruz tivesse cedido aos poderes de Drácula?”. Aliás, isso dá uma sobrevida maior ao jogo.

Ah, sim, a Stylus se faz necessária em alguns momentos do jogo, como os Magic Seals (necessários para se derrotar os mestres) e em outros momentos para “derreter o gelo”, e os cinco selos vão aumentando a dificuldade graduativamente.

Graficamente é bem bonito, com cenários mais detalhados e monstros maiores, ainda não seria o mais bonito, mas mostra competência com ótimos efeitos visuais. O jogo conta com uma arte em anime, diferente do anterior, dando um toque diferente ao jogo. E para ser honesto, a arte ficou melhor do que o do seu antecessor.

As músicas aproveitam o hardware do DS e provavelmente ficarão na sua cabeça por um bom tempo… E destaco aqui a música de entrada (A do Lost Village) do Julius mode, que é uma clássica já da franquia. Aliás, outro remix de um clássico é encarado em Silence Ruins, se não me engano. As vozes em sua maioria estão melhores que em Aria of Sorrow, mas o Hikaru Midorikawa (seiyuu do Soma) colocou um tom mais velho no personagem… Bem mais velho, diria eu. Afora isso, a sonoridade de Dawn of Sorrow é excelente. Recomendo pegar o disco com a compilação de Aria e Dawn of Sorrow e escutar.

Finalizando, com alguns defeitos, e uma jogabilidade melhorada, Dawn of Sorrow é uma ótima pedida para o DS, e você irá passar um bom tempo explorando o castelo de Dracula, chutando bundas. E eu vos digo, amigos, não há nada melhor do que destruir cruz-credos para um fim de semana.


Nota Final: 9,5/10

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2 Comentários

  1. leandro(leon belmont)alves

     /  2011/10/31

    um dos castlevanias mais fodas que já zerei. quase chega perto de um SOTN. e se pode pegar o fodão do Alucard,na forma como nós o conhecemos para jogar.(se terminar o game,claro) muito bom por lembrar desse game Kyo.

    Responder
  2. Nunca curti esse tipo de game, mas foi por falta de tentativa mesmo.
    Acho que se eu jogasse uma vez, nunca mais largaria.

    Abraços, @AnonimoFamoso.🙂

    Responder

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