Semana Halloween: Castlevania: Aria of Sorrow


Eu já falei de Castlevania aqui no Blog duas vezes, aqui, eu contei sobre o port que o jogo de Arcade de 88 recebeu (e aliás, o jogo melhorou um pouco) e aqui eu falei sobre o último jogo do SNES, Dracula X. Aliás, texto esse apareceu na edição dois da Revista Retro Games Brasil! Leiam e deixe o Kyo Rico! Enfim, a questão é que eu não consegui terminar nenhum dos dois jogos, bem. Eu terminei o Dracula X, mas foi abusando de save state e fiz o final neutro (salvei apenas a Maria). Pois bem, desde que descobri que consigo rodar jogos de GBA no DS (usando o flashcard do próprio DS), decidi pegar alguns jogos do mesmo e zerar no DS, da maneira natural. E assim, depois de quase nove horas de explorações, concluí Castlevania: Aria of Sorrow, fazendo dois finais. Enfim, vamos a análise do jogo em si.

Castlevania – Aria of Sorrow

Produtora: Konami

Plataforma: Game Boy Advance

Gênero: Side Scroller/Ação

O jogo se passa em 2035. A humanidade se prepara para assistir o primeiro eclipse total do novo século. Soma Cruz, um estudante de intercâmbio no Japão vai assistir o eclipse no templo Hakuba e ter a chance de colocar seu kibe para espirrar maionese na esfiha de sua amiga de infância e filha do responsável pelo templo, Mina Hakuba, então…

PERAÍ! PARE ESSE REVIEW!

Vamos lá, Soma Cruz é um estudante de intercâmbio. Provavelmente da Europa ou da América, e Mina é claramente japonesa. Lembrete que ele é estudante de Intercâmbio, ou seja, vem de fora do país (A história se passa no Japão) e isso daria um nó na cabeça de qualquer um ao pensar no assunto. Mas, como nem a wiki de Castlevania solucionou esta dúvida, vamos continuar

Enfim, os dois percebem que a escada tá mais grande que o usual e os dois surgem… No Castelo de Drácula. Lá, são atacados pelos cruz-credos habituais da série e salvos por um estranho chamado Genya Arikado (que, SPOILERS é a identidade ‘secreta’ de Alucard SPOILERS) e lá, Soma descobre que tem a habilidade de roubar as almas dos monstros derrotados. Arikado aconselha Soma a procurar a câmara do mestre para descobrir a verdade e encontrar um caminho para fora do castelo.

O jogo segue a fórmula do aclamado Symphony of Night, com exploração não linear. Você dispõe a princípio de pouco equipamento e quase nenhuma habilidade, mas conforme avança, novos equipamentos são conseguidos. O jogo introduziu o sistema de almas, no qual, dependendo da sorte, se você derrotar um monstro, absorverá a alma dele lhe conferindo certas habilidades. Almas essas que são essenciais para se fazer o bom final. A jogabilidade funciona muito bem, servindo ao seu propósito, chegando a passar uma sensação de evolução, tanto que um dos mestres passa a ser um mero inimigo mais pra frente no jogo.

O Castelo de Drácula é imenso, e contém muitos segredos e enganos, não por acaso você vai se perguntar: “PRA ONDE DIABOS EU VOU AGORA?” Acredite, eu fiz MUITO isso. Já a dificuldade do jogo não é grandes coisas, alguns inimigos podem dar trabalho, e outros chefes podem fazer você ter leves evacuações anais, mas nada que lembre os jogos do NES.

Graficamente é estupendo. Os monstros são diferentes e mesmo com a tela diminuta do GBA, tem detalhes e os cenários são bem conectados e bem feitos. Alguns cenários particularmente são pinturas. Só a Dimensão aonde você enfrenta Chaos que não ficou muito legal porque é basicamente uma versão recolorida do castelo. As artes do jogo foram feitas pela Ayame Kojima, então depende mais do seu gosto por desenhos. Mas admito que gostei mais da arte “Genérica-Anime” de Dawn of Sorrow.

Michiru Yamane estava nas Pick-Up’s, o que garante uma sonzeira de alta qualidade. Mesmo com a qualidade sonora do GBA não sendo grandes coisas (Guilty Gear X Advance, estou olhando para você), as músicas de Aria of Sorrow provam que um bom compositor faz milagres até mesmo com hardwares ruins. As vozes ali contidas ficaram boa, e saúdo a Konami por não ter chamado dubladores americanos para refazerem meia duzia de falas, afinal, se isso acontecesse, perderíamos o modo fofo que a Mina fala quando o Soma vai falar com ela na entrada do castelo.

Eu teria muito mais pra falar de Castlevania: Aria of Sorrow, mas eu só faria você perder tempo. De qualquer jeito, recomendo, com uma jogabilidade bem feita, uma dificuldade honesta (que te desafia, não te desanimando) e gráficos bons, além de uma trilha soberba, o jogo é uma ótima pedida para seu game boy advance. E dê uma olhada em sua sequência direta, Dawn of Sorrow, para o Nintendo DS.

Nota: 10/10

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3 Comentários

  1. Este game da série Castlevania por se passar em 2035 sempre me deixa com a pulga atras da orelha, será que em 2035 será assim? “tipo Blade Runer”

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  2. O Aria é ótimo e bem melhor q o Dawn na minha opinião. Mas no GBA, continuo preferindo o Circle of Moon!

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  3. esse Aria of Sorrow é muito foda Kyo. eu consegui todas as almas do jogo, aumentando o fator long-play.

    Responder

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