[Multiplataforma]Burnout Revenge


A Criterion, sob a batuta da Acclaim, criou um jogo de corrida, em que o importante não era apenas vencer, mas vencer destruindo tudo em seu caminho. Assim surgiu Burnout, jogo simples e viciante. Tempos depois, a Criterion é comprada pela EA, e sai o terceiro episódio. E em 2005, a Criterion lança o quarto Burnout, e ensina que a vingança é doce e divertida, com Burnout Revenge.

Jogos de corrida não costumam ter história, então você pode inventar que é um robô super inteligente do ano de 2138 (que convenientemente é semelhante aos dias atuais) e que participa de uma competição de corridas destrutivas entre robôs, para provar quem é o mais foderoso e ganhará todas as robôs mais sensuais do mundo. Porque após a hecatombe causada por “Morango do Nordeste” em 2065 obrigou a raça humana a deixar o planeta, e os robôs desenvolveram inteligência própria e agora dominam nosso planeta, enquanto a humanidade segue uma jornada semelhante ao do Encouraçado Espacial Yamato, no anime de mesmo nome. Que foi? A história de Gears of War é tão profunda quanto um pires e todo mundo paga um pau. Não reconhecem um talento quando o vêem? Parasitas!

Em Burnout Revenge, não basta ganhar, tem que ser Awesome. Explico melhor, nas diversas provas, quanto mais agressivo na direção você for, melhor será seu rank após a prova. Os Ranks (de prova) são divididos em OK (1 estrela), Good (2 estrelas), Great (3 estrelas) e Awesome (4 estrelas) e se você conseguir a medalha de ouro na prova, aumentará o Rank (podendo chegar a Perfect – 5 estrelas). Essas estrelas são usadas para aumentar o seu Revenge Level, que disponibiliza novas provas.

Existem diversos tipos de prova, que são variadas, há disputas aonde chegar em primeiro é o que importa, corridas contra o tempo, corridas de eliminação (os corredores correm durante um tempo, e no fim desse tempo, o último é eliminado até restar apenas um corredor), provas aonde se deve fazer um número determinado de takedowns, provas aonde o objetivo é causar destruição no transito. Em outras você deve simplesmente bater um carro num ponto específico (geralmente um cruzamento) e esperar que isso cause a maior destruição possível. Há meras provas aonde se deve testar bólidos supervelozes e baterias de 3 corridas.

Os controles do jogo são abissalmente simples pra um jogo de corridas, há a aceleração, freios/ré e turbo. Basicamente é isso que você vai usar. Batendo por detrás dos carros no transito comum, você começa a causar o caos, podendo acertar outros carros e causar confusão, além de garantir pontos e encher sua barra de boost, além de permitir com isso, Takedowns em certas provas. Alguns tipos de veículos, como ônibus e caminhões, não permitem isso, tampouco se pode bater de frente em outros veículos. Nas provas de corrida, pode se aplicar Takedowns, que são “manobras” aonde provocamos colisões dos carros adversários em algum poste, parede, pilastra ou carros do transito. Manobras e coisas, como Traffic Check (bater nos carros por trás pra causar confusão), andar na contramão, fazer drifts, passar rente aos carros e dar saltos aumentam sua barra de boost (canto inferior esquerdo) e sua barra de Rank (de prova, à direita), boost que por sua vez não é um recurso que dá MUITA vantagem, apenas algo temporário, bom para takedowns e ganhar velocidade após uma batida ou curva.

Conforme se avança no jogo, novos carros são desbloqueados, e para os mais apressados, não há muitas diferenças técnicas entre eles, basicamente eles se dividem apenas entre categoria de peso e velocidade. Carros mais velozes são bons para provas de velocidade, enquanto carros mais pesados são bons para provas de takedown e Crash. Uma dica bastante útil, é revisitar etapas que não havia conseguido a Gold Medal, para tentar novamente com carros melhores.

Graficamente é muito bonito, o nível do detalhamento dos carros é absurdo, embora não seja tão bonito quanto Gran Turismo 4, mas este tem o foco na simulação da direção, enquanto Burnout é mais como os Needs clássicos (especialmente o III: Hot Pursuit). Destaque para os carros de testes, que são absurdamente lindos, sendo que esses são desbloqueáveis em desafios absurdos. As pistas… Peraí, antes de falar das pistas, destaque para o uso do verbete absurdo, que foi usado TRÊS VEZES nesse parágrafo. Voltando a nossa programação… As pistas estão sensacionais, embora seja possível ver algumas árvores chapadas, nada que tire o brilho, com os planos de fundo bonitos, e os cenários que remetem a alguns lugares famosos, como Roma, Hong Kong e os Alpes suíços. A sensação de velocidade é feita na medida, e as câmeras dos takedowns dão um ar de “uau, sou foda!”. Os efeitos de blur (pra simular velocidade mais alta ainda) são utilizados de maneira decente, não como em alguns jogos meia boca de wii (você sabe, aqueles do bacião de 3 por 10 reais, com valores baixos de produção e que consistem em chacoalhar o wiimote como um retardado ou alguém com mal de parkinson num terremoto).

Sonoramente é estupendo, a EA soube escolher a trilha, contando com artistas diferentes, embora mais focado no Rock, com bandas como Fall out Boy, Avenged Sevenfold, CKY (Sim, aquela banda do lendário tema de Jackass), Yellowcard, The Doors, Bloc Party e artistas mais eletrônicos, por assim dizer, como LCD Soundsystem e Chemical Brothers (gosto deles). Embora boa parte das músicas tenha de ser afogada pelo ronco dos motores em algumas provas (coisa que pode ser customizada nas opções). Aliás, os roncos e efeitos são bons e cumprem bem seu papel.

Finalizando, Burnout Revenge é um ótimo jogo de corrida, com um bom fator replay, jogabilidade simples, bons gráficos e uma ótima trilha sonora. Chuck Norris abençoa este game com seu selo.

Burnout Revenge

Electronic Arts (Playstation 2, Xbox e Xbox 360)

Nota: 

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3 Comentários

  1. Opa, só passando para lembrar você de corrigir o link do Jogando com os Amigos, tá faltando o WWW. e sem ele a página não abre. Aquele abraço.

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  2. Parece que esse jogo não é o mais bem querido da série por causa da mecânica que permite acertar a traseira da maioria dos carros sem capotar, mas eu gostei bastante dele quando o joguei uma vez numa casa de jogos. Pena que a série é/era quase totalmente exclusiva da Sony e o console que tenho é o Game Cube. =/

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    • Kyo

       /  2011/09/15

      A série é quase toda da Sony, só o Legends (que saiu pra DS), o Paradise (que saiu pro PC e pro 360), o Crash (que tb sai pra X360) e o próprio Revenge. Já os três primeiros e o Dominator (despedida do ps2) são exclusivos.

      Aliás, essa mecânica de bater nos carros comuns sem capotar é a grande vantagem de revenge, afinal, ela permite acertar os carros adversários com o manolo da rua.

      Responder

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