Juuohki: Project Altered Beast (Playstation 2)


Muitas vezes, nos deixamos levar pelas opiniões de jogadores diferentes, que nos impedem as vezes de conhecer diversos jogos. Sério, vai dizer que por conta de algumas pessoas, você não deixou de experimentar certos jogos? Já vi muita gente deixar de jogar Sonic Adventure (Dreamcast/PC/Game Cube/X-box/Xbox 360/PS3) porque ouviram dizer que Sonic é ruim. Depois que experimentaram, se tornaram fãs do jogo. Bem, Altered Beast é um jogo que ficou na memória de muita gente por ser o primeiro do Mega Drive; e guardam boas memórias dele (mesmo o jogo sendo apenas mediano). Por intermédio da THQ (que publicou parte dos jogos da SEGA no GBA, além de conversões de jogos do Dreamcast, como Space Channel 5, Crazy Taxi e Virtua Tennis), houve uma tentativa de trazer o jogo para a geração vigente, com o Altered Beast: Guardian of Realms (que se tem uma jogabilidade melhor que a do original, falta sal nele). E em 2005, a SEGA traz de volta a série com uma reformulação para os dias modernos. E assim nasce Project Altered Beast.

Juuohki: Project Altered Beast
Produtora: Sega
Desenvolvimento: WOW Entretainment
Plataforma: PS2
Gênero: Beat’em up

Primeiramente, esqueça toda aquela cretinice de ambientação na grécia antiga. Aqui você controla Luke Custer, um cyborg-genético (tradução livre), que é um humano genéticamente modificado, que adquirindo certos Chips Genéticos, ele pode se transformar em criaturas diferentes. Após sobreviver a um estranho acidente de helicóptero, Luke perde a memória e tem que buscar informações sobre o seu passado, ao mesmo tempo em que descobre mais sobre o Genoma Chip.


Primeiramente, para jogar Altered Beast no PS2, você terá que esquecer o jogo de 1988, porque em nada lembrará o jogo original. Aqui ele deixou de ser um jogo de arcade para assumir algo mais semelhante a um beat’em up. Há três barras na parte superior da tela, a vermelha indica a vida do personagem, a verde é o tempo de transformação e a fina, logo abaixo é de uma técnica usada, e esta enche sozinha.

Todo o jogo instiga a pensar numa maneira de avançar, conforme se avança. A pancadaria em geral é simples e fácil, os inimigos que estiverem com uma aura (e que são os guardas de portão), liberam os portões para avançar na fase e dão esferas amarelas que possibilitam novos combos a serem desbloqueados. Cada transformação tem características únicas, apesar do game play ser semelhante. O Windigo por exemplo, é lento, mas tem golpes devastadores, pode congelar os inimigos e agarrá-los, além de agarrar objetos para abrir saídas, já o Werewolf tem agilidade e pode dar saltos altos, o Mereman só é usado embaixo d’água, e por aí vamos.

Itens de cura e de duração da transformação são recolhidos dos inimigos, mais ou menos como o sistema de orbs popularizado por God of War, mas as vezes eles podem se tornar escassos. Para ao menos recuperar a barra de transformação, procure um save point, caso não tenha inimigos, mas cuidado, porque eles são BEM esparsos pelo jogo.

O sistema de acesso aos estágios se dá de maneira intuitiva, ao explorar as habilidades únicas de cada personagem. Para acessar o segundo estágio, se transforme em Mereman e para acessar o quinto, deve-se usar a habilidade de Windigo de erguer objetos pesados. E assim sucessivamente. O esquema de transformações é intuitivo e prático, embora acidentalmente eu aperte o botão pra destransformar por estar acostumado com sonic unleashed, risos.

Graficamente é mediano, tem algumas texturas em baixa, mas alguns modelos são bons. As cutscenes são boas, mas nem tanto, os cenários tem tons cinza exagerados, e o jogo peca (principalmente nas partes de nado) por não oferecer tanta liberdade e haver paredes invisíveis. Os efeitos visuais e os inimigos estão bem feitos, mas os efeitos de sangue poderiam ser melhores, os de Shadow of Rome, do mesmo ano são melhores.

A trilha sonora é bem composta, cada transformação tem seu “jingle de entrada” e músicas próprias, e as músicas normais das fases são mais ambiente por assim dizer, enquanto as das transformações são mais agitadas. Aliás, uma coisa que a SEGA fez em Project Altered Beast e deveria ter feito em Sonic Unleashed, são as músicas de batalha diferenciadas por transformação. Sério, Sega? Custaria fazer uma música de batalha por estágio? Aquela droga de música de cabaré de Sonic Unleashed não sai da minha cabeça! A dublagem está bem feita, embora não haja muitos diálogos durante o jogo (mais no começo e em alguns flashbacks mais à frente). O curioso é que mesmo na versão japonesa do jogo, os diálogos são em inglês, com legendas. Parecido com o que foi feito em Metal Slug 3D.

Finalizando, para curtir esse jogo é preciso se desprender de seus conceitos do jogo de Mega e relaxar quanto aos defeitos. Ainda que não seja perfeito, é um jogo levemente decente, que leva score B e nosso selo Luigi de qualidade.

 

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6 Comentários

  1. Esse é um dos jogos que jamais pode ser comparado a franquia, pois isso tira toda a graça, apesar de não ter gostado desse titulo.
    Achei muito repetitivo e não conseguiu prender minha atenção por muito tempo, ainda tenho o jogo mas sei lá! falta magia nele! hahahaha!

    Otima analise!

    Responder
  2. Kyo

     /  2011/03/16

    Aliás, diga-se de passagem, o Altered Beast de Mega É MUITO RUIM. Sério, quem diz que o jogo é bom é porque se deixa levar pelas lembranças.

    O fato é que o Altered Beast de ps2 me lembrou certos jogos de minha infancia, do tipo eu tinha que me virar pra descobrir como avançar em certos trechos, porque eu joguei a versão japonesa. E me diverti bem mais com ele do que com God of war, que só me encantou por meros 15 minutos e depois larguei ele para todo o sempre.

    Responder
    • João Pedro Lopes Cavalcante

       /  2012/05/24

      Cara,você é uma daquelas pessoas que não sabe jogar os games e,não tem mente para passar os desafios e por isso deixa os jogos de lado.

      Responder
  3. dante

     /  2011/03/25

    Altered beast é muito cruxificado por muitas pessoas, mas vc deve jogar sem reparar nos defeitos e com certeza vc irá se divertir.

    Responder
  4. Eduardo

     /  2012/05/08

    o jogo do ps2 é legal mais é meio complicado ,

    Responder
  1. Juuohki: Project Altered Beast (Playstation 2) « Blog do Kyo | ZiiPe

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