Phoenix Wright: Ace Attorney (Nintendo DS)


A Capcom em certos pontos, me lembra a SEGA dos anos 90, visionária, sistemática e definitivamente não desiste de suas franquias. Falo isso por conta do Yashichi, um dos símbolos da empresa, que simboliza manter seus elementos sempre em evidência. Vê o Tatsunoko Vs Capcom no ocidente? Graças aos fãs que pentelharam, a empresa lutou para reunir as licenças necessárias para lançar este fantástico jogo no ocidente, e assim o fez. Marvel Vs Capcom 3 está quase aí (no momento em que este review está sendo escrito, ele está quase lá) e dez anos depois do apoteótico segundo episódio da série (que me fez rever os meus conceitos de Vs. Fighting, já que MvC2 está um abismo de qualidade em relação ao seu antecessor) a sequência chega para fazer consoles chorarem. Street Fighter IV então nem se fala, 10 anos após o terceiro episódio, estamos com o quarto e sua expansão rolando em ps3, 360, até mesmo no 3ds. Pois bem, em 2001, a Capcom lançou um visual novel/adventure no GameBoy Advance chamado Gyakuten Saiban (O tribunal da reviravolta). Por lá o jogo fez sucesso e ganhou duas sequências no GBA, mas, assim como diversas pérolas aí, jamais viu o ocidente, até o lançamento do DS, e aí a Capcom viu a perfeita oportunidade de relançar o jogo, se aproveitando das capacidades do portátil, e finalmente, pudemos conhecer o fascinante mundo da advocacia gamística.

 

 

Phoenix Wright – Ace Attorney

Produtora: Capcom

Desenvolvimento: Capcom

Plataforma: Nintendo DS

Gênero: Visual Novel/Adventure

Jogadores: 1


O jogo é um remake da visual novel lançada para o Game Boy Advance, e conta a história de Phoenix Wright, um jovem advogado de defesa novato e suas “batalhas” para defender seus clientes. Embora o título ocidental (“O Ás da Advocacia”) faça sentido, o título japonês Gyakuten Kenji (“O Tribunal da Reviravolta”) é muito mais coeso com a proposta do título, porque as disputas judiciárias do jogo não lembram um tribunal normal, mas quase uma batalha de palavras, evidências e testemunhas. Ler atentamente os testemunhos, investigar os locais possíveis e saber quais evidências usar é primordial para se vencer aqui.

O jogo faz um bom uso das capacidades do DS, tudo pode ser feito na tela de toque, e funciona perfeitamente aqui. O Microfone também pode ser usado para gritar OBJECTION! HOLD IT! e TAKE THAT!, mas se você não quer se passar por idiota na fila do banco, basta usar a sua stylus. A busca por evidências e as conversas com pessoas, são primordiais para conseguir provas, álibis e tudo o mais. Nos tribunais, após a coleta de evidências, se ouve os testemunhos e há uma cruza de evidências, encontrando pontos falhos no testemunho, assim arquitetando o contra-ataque da defesa. Para não parecer uma mera requentação da versão GBA, a Capcom criou um caso inédito para a versão DS, que faz verdadeiro uso da tela para o uso de Luminol e outras coisas da coleta de evidências.

Graficamente, como é um Visual Novel, Phoenix Wright agrada muito, apesar de não ter animações soberbas, vídeos e etc, todo o estilo mangá da aventura, anima muito, com cenários decentes e os personagens são muito bem desenhados. Um mal que poderia afligir o jogo é a escolha da fonte, porque peguemos a versão DS de Myst, que simplesmente foi espremida no DS, tornando a leitura difícil, e em um Adventure/Visual Novel, a leitura é essencial para a jogatina. Ou você acha que é possível terminar Monkey Island clicando para lá e para cá aleatoriamente?

Sonoramente, Phoenix Wright faz muito bonito, o pessoal da Capcom se empenhou em trazer músicas que ambientassem o clima da partida, as reviravoltas e as mudanças durante os julgamentos são bem conduzidas, e o clima de tensão e adrenalina são conduzidos por boas melodias. Os efeitos sonoros e as poucas vozes (objection, Take That e Hold It!) ajudam muito. Steel Samurai Theme é a melhor música do jogo, fica a dica.


Finalizando tudo, Phoenix Wright mostrou que a Capcom tinha uma excelente franquia em mãos e numa segunda chance, pôde conquistar muito mais fãs e ir além, hoje em dia temos mais quatro episódios de Ace Attorney (Um estrelando o novato Apollo Justice, o primeiro inédito do DS, um estrelando o promotor de babador Miles Edgeworth e os outros dois remakes do GBA), o primeiro jogo também apareceu no WiiWare, temos um segundo jogo com Edgeworth no DS (ainda vai vir no ocidente) e o incrível crossover com a fantástica série “Professor Layton” no badalado 3DS, feito em parceiria com a Level-5 (sabe, aqueles caras que manjam de RPG). Só que o jogo é para gregos ou troianos, não para os dois, pois há quilometros de texto para se ler e as vezes alguma coisa é feita na base do tentativa e erro, o que pode custar um caso, também é necessário uma boa compreensão de inglês, pela mesma razão do anterior, de qualquer jeito, o jogo tá mais que recomendado, e leva nosso selo Darth Vader, de Qualidade!

NOTA: 100/100

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