Top 3 Nostalgia – Parte 1: NES


Hoje, farei o primeiro post de uma série com 3 jogos de diversas plataformas que joguei, que fizeram parte da minha vida, jogos de qualidade (ou não), que estão sempre em meus favoritos. Lembrando que esse TOP não é por preferência de jogo (o 2º pode ser melhor que o 1º que é inferior ao 3º), mas simplesmente… 3 jogos.
Vamos começar pelo Querido NES. Nunca fui um cara abastado, isso é fato, mas sempre adorei videogames desde pequeno, e lembro do meu primeiro videogame, foi um Turbo Game, da CCE, em meados dos anos 90, e vinha com um tal de Magic Carpet 1001… O jogo não era lá grandes coisas, mas o console… Rodava jogos de 60 e 72 pinos que é uma beleza, conheci diversos jogos como Super Contra, Double Dragon II: The Revenge, Ninja Gaiden II, Street Fighter III (Uma das melhores versões piratas de SF lançadas pro Nintendo 8bits), Megaman (embora não lembre muito bem), Tiger Heli, Adventure Island II, Chopflighter, e por aí vamos… Mas certos três jogos ficaram na minha memória por muito tempo, e ainda passo bons tempos com eles de vez em quando. Vamos ver quais são?

3º Super Mario Bros 3 (Nintendo, Plataforma)

Meu primeiro cartucho de NES foi o Magic Carpet 1001 que vinha com o Turbo Game, meu segundo cartucho foi um Gauntlet, comprado no Carrefour, na época que meu pai tinha cartão de lá, e tinha culhões pra isso (ok, ele perdeu o cartão por uma merda feita pelo Carrefour e minha família ganhou um processo em cima disso, foram uns 18 mil reais). O terceiro foi um multi-cartucho de 4 em 1, comprado na Lendária Feira de Acari… Quem mora na zona norte do Rio de Janeiro, proximidades da Pavuna, Coelho Neto, Acari, Irajá, sabe do que falo. Pois bem, não era dessas fitas que vinham com jogos vagabundos não, era só a nata do NES, pois bem. Super Mario Bros 3 estava lá.
A história do jogo é genérica e não merece muita atenção, afinal, todos os jogos do Super Mario tem a mesma história, quando acrescentaram certa profundidade com a Rosalina em Super Mario Galaxy, Miyamoto teve um chilique daqueles de bicha escrota. Pois bem, voltando a SMB3, o enredo do jogo não era o importante, mas sim a execução de todo o resto. A jogabilidade brilhante, o level design soberbo e os gráficos caprichados. O cartucho tinha um quê de Hack, pois ao apertar a opção de itens reservas acumulados no mapa, podia-se escolher com que power-up começar. Sim, era cretino… Mas convenhamos, eu era criança e crianças em geral são canalhinhas natos, alguns crescem e se tornam pessoas normais, outras se tornam canalhas reais, e outros… Fazem blogs. Juntando dois controles, era a fórmula para uma boa tarde, e confesso aqui que tinha medo das fases do 8º World. E ainda tenho certo medo, sim, sou um cagão aos 22 anos.

2º Crystalis (SNK, RPG)


Esse aqui tem lugar especial na minha infância. Vou ser sincero, até antes de Ocarina of Time, eu NUNCA tinha ouvido falar de The Legend of Zelda. Sim, podem começar a jogar as pedras… Pois bem, esse era um dos cartuchos que meu vizinho tinha (um vizinho que ia ser Padre, mas mudou de idéia, eu acho) e frequentemente eu o jogava. E mesmo sem entender bulhufas da história, adorava o negócio. Mais tarde vim conhecer a história deste clássico Renegado da SNK.
“A Terceira Guerra Mundial devastou a humanidade em 1997 e uma Torre foi erguida para abrigar alguns sobreviventes, mas esta torre desapareceu. 100 anos depois, a humanidade regressara aos tempos medievais. Raças mutantes surgiram e monstros espalham o terror. A Torre que havia sumido, continha um poder que poderia trazer novamente a paz ao mundo. Você, acorda de um sono criogênico sem saber o que estava acontecendo, e sem saber seu destino como escolhido.” Tá certo que não bate 100% com o pé da letra, mas é mais ou menos isso, que é a premissa de um fantástico RPG de ação, bem ao estilo Zelda, mas com muito mais refinação que o primeiro título de NES, e chegando bem perto da refinação do ótimo “A Link to the Past”, com um bom sistema de ítens, armas e magias, você teria que percorrer doze cidades e derrotar os monstros. Havia toda uma parte de estratégia até mesmo na luta contra monstros comuns, pois certos monstros eram imunes a espada de vento e vulneráveis a espada de fogo e vice-versa. As espadas podiam ser upgradeadas até o nível 4. Referências a outros jogos como Ikari Warriors e Psycho Soldier são captadas apenas por olhares mais atentos. Caso queira um detonado do jogo, pergunta pro Cosmão, do ShuGames, ele fez um puta retronado de Crystalis.

1º Dragon Spirit (Namco/Bandai, Shoot’em up)

Outra pérola, do mesmo vizinho (ele tinha um acervo com jogos de NES muito bacana, que incluia o clássico Road Fighter, Ice Climber, Street Fighter Yoko). O maior exemplo que eu tinha visto de shmup até então era Tiger Heli e era um jogo da primeira Leva do NES, portado do arcade (ok, na época eu não sabia, mas hoje em dia…). Quando me deparei com Dragon Spirit… Olha, fiquei de queixo caído, o jogo era (e ainda é) muito bom. O Curioso é que ele foi feito em parceria entre a Namco e a Bandai, quase 20 anos antes das empresas se fundirem.
A história fala de um guerreiro, que usava os poderes de uma espada para se transformar em um Dragão, Dragão esse que no estágio 0 (que corresponde a um tutorial do jogo), enfrenta um ser maligno e o vence. 10 anos depois, seus filhos à época pequenos, agora estão adultos… E aquele vilão sequestra uma das crianças. O irmão dela, seguindo os passos do pai, usa a espada para se transformar em um Dragão e partir ao resgate de sua irmã.
Meio que digno de um RPG, é mais surpreendente por ter um enredo consistente e simples, mesmo que sendo usado como desculpa para destruir hordas de inimigos e enfrentar chefes de fase com uma musica de batalha legal. Os gráficos do jogo são bons, considerando que é um porte do Arcade. E mais, você passará de novo pela fase 0, sendo que é a última fase e você terá que encarar ela COMPLETA, e não só um trecho. A execução é bem feita e a trilha empolgante ajuda a se ambientar. Tudo bem, estou puxando sardinha pelo meu gênero favorito, tanto que a lista acabou tendo sido por preferência mesmo.

 

Sexta-feira que vem, volto com a segunda parte do TOP 3, referindo-se ao Mega Drive!

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