Finish Him!


Mortal Kombat: Shaolin Monks foi lançado em 2005. O jogo não faz parte da série original de jogos de luta, mas é considerado pelo criador da série, Ed Boon, um começo mais completo para a história da série e a versão definitiva dos fatos ocorridos entres os 2 primeiros jogos da série.

Os eventos de “Shaolin Monks” são passados desde o fim do primeiro Mortal Kombat, e por toda a extensão de Mortal Kombat II, chegando até o seu fim. Em Shaolin Monks, você assume o papel de Liu Kang ou Kung Lao, dois monges Shaolin, em sua jornada para defender o Reino da Terra da tentativa de invasão de Shao Kahn e seu feiticeiro, Shang Tsung. Durante a jornada, o jogador encontra personagens famosas da série, como Baraka, Mileena, Johnny Cage, Kitana, Reptile, Jade, Raiden, Sub-Zero, Scorpion, Goro, Kano, Ermac, Smoke e Shao Kahn. E cenários igualmente conhecidos, como a Dead Pool e a Living Forest.

Contudo, o jogo é controverso ao enredo da série em alguns pontos e segundo o próprio Ed Boon, criador da série, o enredo pode ser considerado um “recomeço” para a série e visa explicar alguns pontos vagos na história de alguns personagens, até mesmo Ermac foi incluído de forma a deixar a sua existência definitiva na história de Mortal Kombat. Segundo Ed Boon, alguns fãs iriam rejeitar a história do jogo, ao que ele alegou que deve ser vista com a “mente aberta” e que tinha certeza que os fãs mais fiéis da série iriam associar de forma positiva esta nova versão dos acontecimentos envolvendo os 2 primeiros jogos da série a caminho para o terceiro jogo.

 

Gráficos

Sinceramente aqui divide o jogo. Ao mesmo tempo que temos uma boa construção dos personagens, também temos alguns meio bizarros como o caso de Sonya Blade e seus peitos gigantes quase triangular!

Os personagens estão reconhecíveis, mesmo usando o visual “atual” da série, ou seja, nada de vermos os ninjas (se bem que só o Scorpion é ninja mesmo) com os panos como se fossem mascaras no lugar da mascara. As ninjas bem mais curvilineadas e com novo uniforme (menos drástico que os dos ninjas quanto aos originais).

Enquanto os personagens se salvam, os cenários merecem destaques. Tudo que nós já vimos nos arcades nos anos 90, estão aqui presente e o melhor, sempre reconhecemos o cenário pois, mesmo sendo agora bem maior (tá, isso foi sacanagem). Desde (a “nova”) Goro Lair, até a Arena de Shao Khan!

Jogabilidade

Controles simples e diretos, na medida. Ok, tem combinações porém, não é nada do outro mundo e você se acostuma em pouco tempo. Socos, chutes, arremessos, ‘magias’ e fatalities, tudo está no jogo. Conforme você vai avançando, vai aprendendo novas manhas. Logo de cara, Rayden te ajuda a aprender o básico para sobreviver e, após algumas missões, novos movimentos surgem como os Fatalities, Mutalities e os Brutalities.

Não feliz com isso, ainda temos opções para “turbinar” o personagem com todos seus golpes famosos e ainda, habilitar combos individuais e em duplas pro Ko-Op mode.

Som

Faz bem o seu papel ao climatizar as fases porém, muitas vezes torna-se meio repetitivo. Temos todos os sons clássicos aqui, desde o clássico “Hooppy” “Puppie” whatever, narrador dizendo Finish Him/Her e Fatality/Mutality/Brutality. O destaque fica para a dublagem dos personagens, se não me engano todas as vozes originais estão presentes, ou há poucas novas, afinal já mudou tanta coisa em MK que nada surpreende (a não ser a volta de um jogo decente de luta).

Replay

Se ver a narrativa que deu inicio ao torneio (torneio??) Mortal Kombat não for o suficiente, você após concluir o jogo, terá missões extra com o Smoke entre outros e, coletar as Conception Arts e sekrets do game, umas 3~5 jogatinas garantidas já que você pode habilitar Scorpion e Sub-Zero pro Story Mode.

Em meio a tudo que vimos de MK na decada, Shaolin Monks se salva. A empreitada beat n’ up de Ed Boon foi muito bem feita, agora resta a ele restaurar sua criação pois, desde que a jogabilidade ficou totalmente diferente e os personagens mudaram (isso sem falar na morte do Liu Kang), MK não é mais o mesmo, mas Shaolin Monks salva a decada.

Nota final: 8,8/10

Apesar de todo esforço, Ed Boon pecou nas CGs (pra mim elas nem existem) e na controversia da narrativa afinal, MK tinha uma história simples que virou algo indecifrável graças a ele mesmo e, novamente ele se perde ao contar como é o ínicio de sua obra!

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2 Comentários

  1. Quando peguei esse game, achei que ia ser uma bomba… Na verdade ele é muito legal! O único problema fica mesmo – como você disse – nas cutscenes (com exceção da sensacional abertura)e também o jogo fica bem cansativo em pouco tempo. Ainda mais quando se deve fazer vários fatalities nos inimigos. Na primeira vez, eles são legais, mas depois quebram o ritmo do jogo.

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    • Verdade, tinha esquecido que a OP é CG pura, e muito boa por sinal. Podia ser assim em todas do game.

      Responder

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