Devil Kings (Playstation 2)


Esse review começa com uma aulinha de história, não história japonesa, mas do hack’n slash em geral. Em 1997, a Koei (Atual Tecmo-Koei) produziu um jogo singelo de Playstation, chamado Dynasty Warriors, aonde um guerreiro lutava com hordas de inimigos, e a formula se repete até hoje em dia, com suas variações (Gundam Musou e Hokuto Musou são exemplos da atual geração de games). Em 2005, a Capcom resolveu entrar na jogada, e pensou num título que pudesse concorrer com Sengoku Musou, e que retratasse as batalhas do período Sengoku. Mas, para não ficar uma xerox, a Capcom decidiu pôr a palavra BASARA, num sentido de extravagância, e colocou essa extravagância na jogabilidade, dando aos personagens, poderes incríveis. Na vinda do jogo para o ocidente, houveram algumas mudanças, e isso resultou… Em Devil Kings.

 

Devil Kings

Produtora: Capcom

Desenvolvimento: Capcom Studio 4

Jogadores: 1

Gênero: Ação

Plataforma: Playstation 2

O Jogo

O Japão feudal está em guerra, e diversos generais se confrontam por todo país. Cabe a você no papel de figuras como Date Masamune (Azure Dragon), Sanada Yukimura (Scorpio), Uesugi Kenshin (Frost), Oda Nobunaga (Devil King), entre outros, tomar os territórios inimigos e unificar o país sob a bandeira que levanta. E para isso, você enfrentará hordas de soldados, tenentes, capitães, além dos outros generais, num massacrar de botões que demanda um pouco de estratégia.

Jogabilidade:

Um Hack’n Slash Básico, você pode sair massacrando o botão quadrado, mas acredite, você não irá muito longe. É necessário saber os usos de todos os botões para criar combos, quando soltar a magia que faz uso do Fury Drive e quando recuar em certas batalhas opcionais. Há dois modos básicos de jogo, o Conqueror Mode, no qual você escolhe um personagem e escolhe os oponentes num mapa e conforme os vence, vai subjulgando seus territórios. Há outras batalhas acontecendo simultaneamente e inclusive você pode ter seu território atacado. O outro modo é o Free Battle, no qual os territórios nos quais você lutou no Conqueror Mode, ficam disponíveis para serem jogados.

Um sistema legal que o jogo usa, é o da experiência adquirida, conforme a dificuldade escolhida pelo jogador, há uma variante após as batalhas, que aumenta ou diminui os pontos adquiridos. Há também os Espólios de Batalha, que consiste em caixas de tesouro, adquiridas durante o estágio e após a conclusão, podem ser adquiridos, pontos extras de experiência e itens, como armas, armaduras e objetos que fortalecem seus atributos.

 

Gráficos:

Lembro de ter feito a resenha de Sengoku Basara 2 Heroes e dito que as cutscenes e os gráficos são medianos, e apenas as cenas em Anime são boas, aqui percebe-se o esmero que a Capcom teve na produção, as cenas em CG são estupendas, e as cenas em anime, feitas pelo estúdio Madhouse, são bem legais, embora os traços do anime de Sengoku Basara sejam melhores. Os personagens e inimigos estão bem feitos, os cenários estão bem construídos. Os efeitos visuais dos golpes são muito bacanas e ajudam no espetáculo de extravagância que é proposto por Sengoku Basara/Devil Kings.


Sons:

A trilha de Devil Kings passa bem o clima de Japão feudal e guerra. As musicas pré batalha e dos estágios são bem feitas, e algumas são destacáveis, não pela competência em si, mas pelo bom uso delas nas situações do jogo. No estágio da batalha contra Mori, por exemplo, quando Mori está amedrontado e chama por socorro (antes de lutarmos com ele), o tema é um pouco tenso, e quando ele muda de idéia e encoraja seus comandados, o tema muda para algo mais agitado. A dublagem é de mediana para boa, mas algumas vozes não combinaram, a da Venus (Katsuga) que no original japonês era um tanto tímida, mudou para uma voz, que no mínimo seria de Vadia. Outra coisa que é ruim, foi que mudaram o tema de abertura, saiu a música ‘Crosswise’, do cantor T.M. revolution e entrou o tema de Devil May Cry, que assim como o logotipo da versão americana, foi uma tentativa de associar o jogo a Devil May Cry.

Finalizando:

Devil Kings é algo a ser apreciado, pois ele faz as batalhas de Dynasty Warriors parecerem monótonas e tem gráficos excelentes para o PS2, pena q a podagem americana tirou um pouco do original. E para quem quer algumas horas de diversão sem compromisso, recomendo, pois não leva muito tempo para você terminar o conqueror com algum personagem. Exceto quando você vai fazer grinding e fica rapando tudo do estágio. Aí…

Nota: 9/10

 

 

 

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1 comentário

  1. Eu acho esse jogo legal, pena que o andar e bater dele uma hora se torna cansativo D:

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