Guilty Gear (Playstation)


Nos anos 90, junto com o Beat’em up, o gênero de luta era um dos mais populares nos arcades, tinhamos Street Fighter, os Fatal Fury e posteriormente a série The King of Fighters, além de Samurai Shodown, Art of Fighting, Mortal Kombat, Killer Instinct entre tantos outros que perdíamos a conta. Com o advento do 3D, o número de jogos de luta 2d tendeu a cair um pouco, tivemos novas franquias como Tekken, Soul Edge (Posterior Soul Calibur), Virtua Fighter e Dead or Alive. O caso é que em 1998, uma tal de Arc System Works produziu o que se tornaria um dos pilares do 2D fighting na década seguinte e que daria origem a um dos melhores jogos de luta da atual geração de consoles. Falo é claro, de Guilty Gear.

Guilty Gear

Produtora: Atlus

Desenvolvimento: Arc System Works

Plataforma: Playstation

Jogadores: 1/2

Gênero: Luta

O jogo:

Dez lutadores, cada qual por sua razão diferente, entram no “Segundo Torneio da Ordem Sagrada”. Num futuro aonde a humanidade acaba de se recuperar de uma guerra de 100 anos contra armas bio-organicas criadas pelo homem, chamadas de “Gears”. Um Gear chamado Testament, planeja ressucitar Justice (Uma Gear com o poder de controlar todas as outras Gears) e exterminar toda a raça humana.

Temendo isso, as Nações Unidas (sim, eu to adaptando o nome do original), criou um torneio para encontrar lutadores capazes de vencer Testament e evitar o renascimento de Justice, dando como prêmio, qualquer coisa que a pessoa desejar.

Cara, por incrível que pareça, o roteiro do primeiro Guilty Gear faz sentido.

Jogabilidade:
De certo modo, bebeu um pouco da fonte dos jogos crossover malucos da Capcom, com pulos altos e toda a coisa espalhafatosa. Mas ao contrário dos crossovers da Capcom, aqui temos um sistema um pouco mais refinado, com soco, chute e dois botões de arma. Existe uma barra inferior, que enche conforme a luta e é possível usar os Chaos Attacks, os especiais. Tudo basicamente em Guilty Gear se resume a combos, mas a facilidade de fazê-los, o destaca dos concorrentes (nunca decorei um combo de KOF por exemplo). Uma coisa que Guilty Gear introduziu, foi uma técnica de matar instantâneamente o oponente, o Destroy Attack, isso, em qualquer momento da luta, no começo ou no meio da luta, encerrando completamente o combate, mesmo no primeiro round. Outra coisa (que foi abolida em Guilty Gear X), foi o Chaos Mode, que quando a energia do lutador chega a metade, uma aura vermelha o envolve, permitindo executar Chaos Attacks ilimitados. A dificuldade do jogo é de mediana pra difícil, acredite, jogar no teclado foi uma experiência tensa, não mais tensa do que ter o chão limpo com a sua cara pela Justice, (a prima distante do Tekkaman Blade) diversas vezes. Evitei fotos destes momentos por respeito a memória dos que pereceram diante de tal força apelona.
Gráficos
O fato é que o Playstation nunca foi muito bom em gráficos 2d, por isso os cenários não são tão bonitos como poderiam, vistos hoje em dia, mas na época, eram muito bonitos. Os lutadores são bem modelados, embora não muito por conta das limitações do Playstation. Os cenários são muito bacanas, destaco aqui o do Zatoichi e o do Potemkin, que eu acho bem bacanas. Todos os movimentos dos lutadores fluem muito bem, a Arc System Works sempre soube o que fez.
Sons:
Olha, o primeiro Guilty Gear que joguei foi o X, no meu dreamcast me mostrou a epicidade das composições de Daisuke Ishiwatari, o primeiro Guilty Gear é onde tudo começou. Excelentes riffs de guitarra, sem mais declarações, meritíssimo. A dublagem é excepcional, inclusive algo que eu não sabia, é que o próprio Ishiwatari é que fez a voz do protagonista Sol-Bad Guy. Enfim, a parte sonora de Guilty Gear é uma das melhores coisas já ouvidas. Recomendo baixar a trilha e colocar no seu iPobre sem medo.
Finalizando:
Se você não jogou Guilty Gear ainda, faça um favor a si mesmo e jogue. Mas não fique choramingando porque levou uma surra da Justice, a todos eu repito ISSO É NORMAL! É um dos melhores jogos de luta do Playstation 1 e mostrava ao mundo do que a Arc System Works era capaz. Só conta alguns pontos contra o jogo o pouco número de personagens (10 lutadores + 2 bosses + 1 secreto), que seria corrigido na primeira continuação, que elevaria a potência do jogo ao alto e os cenários, que poderiam ser um pouco melhores.

Nota: 8,5/10
Galeria de imagens:

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2 Comentários

  1. Justice é tenso =X

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  1. Hokuto no Ken – Shinpan no Sososei Kengo [PS2] « Blog do Kyo

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