Harry Potter And The Half-Blood Prince: The Videogame (Playstation 2)


Vixi, já são quase 10 da noite, então tenho que postar esse review atrasado! escrevi ele há quase 1 ano, em ocasião de um antigo fansite de Harry Potter que tinha, e sim, sou fã de Harry Potter. Oi, pois bem… Vamos lá com a adaptação para os games do sexto filme.

Harry Potter & The Half-Blood Prince: The Videogame

Produtora: Electronic Arts

Desenvolvedora: EA Bright Light

Plataforma: PS2

Jogadores: 1/2 (Duelo vs)

Uma regra geral é dita no mundo dos games: Games baseados em filme são uma bela duma porcaria, mas toda regra tem sua exceção… Além de terem jogos que não precisam de serem baseados em algum filme pra ser uma porcaria. Pois bem, Harry Potter & The Half-Blood Prince poderia ser chamado de exceção a regra da porcaria licenciada, pois temos um bom jogo.

A apresentação do jogo é com algumas cenas renderizadas em alta definição, ou seja, cut-scenes especiais são reproduzidas com os vídeos das versões maiores (X-360, PS3), o que dá um efeito bonito. Logo no início, temos um enorme avanço gráfico em relação ao quinto game da série. Os modelos dos personagens estão muito bem trabalhados, se considerarmos que o PS2 é um console praticamente morto, mas também sofremos um revés que não interfere no jogo em si. A voz de Harry não é feita pelo Daniel Radcliffe, ao passo que BOA PARTE DO ELENCO é dublada por suas contrapartes cinematográficas. Passamos aos cenários, estes estão até bem feitos e mais bonitos que a versão anterior. Em termos de adaptação filme-jogo, ficou bem fiel a proposta, cenas bem trabalhadas, e bem… Os produtores do jogo não tem culpa se a Warner fez ‘algumas’ modificações no enredo do livro na hora de adaptar pros cinemas e era aquele material que eles tinham a disposição pra fazer o jogo.

A jogabilidade não sofreu muitas mudanças, porém, foram acrescidos duelos mais dinâmicos e os mini-games não estão lá tão implicitamente para quebrar o gelo da aventura, os comandos respondem suavemente, apesar de que em algumas partes (principalmente nos duelos), você vai ficar a ponto de quebrar o direcional direito do controle de tanto “Estupefaça” que você vai lançar. Os duelos são um show a parte, bem dinâmicos, e eles se enquadram em dois tipos: Os oficiais, que são constituídos por 3 Rounds, quem vencer 2 deles leva a vitória e os duelos aleatórios, que geralmente fazem parte da história do jogo e você duela em um único round contra um outro bruxo. O Quadribol é interessante, desde que você desligue os comandos invertidos de vôo, mas consiste basicamente em passar pelas Estrelas antes que elas fiquem pretas (com o tempo) até pegar o pomo de ouro. As aulas de poções são dinâmicas e baseam-se no preparo das mesmas, um pouco de concentração e nas medidas corretas, você consegue fazer tudo certo. Nos corredores, você pode usar alguns feitiços para resolver puzzles da história, ou achar emblemas de Hogwarts, que desbloqueam extras.

Na sonoridade, a trilha é fiel ao filme, o que é algo muito… Digamos, como poderia descrever… Ah, é como uma faca de dois gumes, quem gostou da trilha do filme, gostará da do jogo, e quem não gostou… Não gostará… Cá entre nós, gostei mais da faixa tocada no trecho após Harry tomar a poção Felix Felicis, é muito divertida. A dublagem é algo que vai melhorando com o tempo de jogo, no início parece meio insosso, mas no meio da partida, os atores pegaram o trilho certo.

Um dos poucos pontos fracos do jogo é o tempo de duração, que é bem curto o modo principal, se você fizer tudo direitinho, termina em pouco mais de cinco horas seguidas de jogo, e ainda tem a ajuda do Nick Quase-Sem-Cabeça, que geralmente lhe guia pelo colégio, caso precise de ajuda para localizar a próxima missão, mas, falando a verdade, apesar desse recurso encurtar o tempo de jogo, ele é bem útil, ao contrário do game anterior, em que eu geralmente dava cinco voltas pelo mesmo lugar até chegar a um objetivo.

Em termos de diversão, o jogo permanece do jeito que começou até chegar ao beijo entre Harry e Gina (confesso que joguei o jogo todo SÓ PRA CHEGAR NESSA PARTE), em que particularmente fiquei empolgado até a chegada desse momento, e fica frustrante no momento do duelo com Crabbe (Ou Goyle) quando Harry está indo entregar a memória de Slughorn a Dumbledore. E depois que você termina a aventura principal, a diversão vai a mil, pois você tem o castelo para explorar e recompensas a conseguir.

A dificuldade do jogo é morna, normal, como é um jogo voltado ao grande público e não ao gamer Hardcore, você não terá grande dificuldade até o duelo contra Crabbe (Ou Goyle), onde dá vontade de jogar o controle na parede, pelo menos até você descobrir o segredo para vencer os duelos contra a CPU. Logo após isso, o jogo retorna a sua dificuldade normal.

Resumo de tudo: Um bom divertimento, bonito de se ver e gostoso de se jogar. Apesar das limitações impostas (tanto na base – Filme – quanto em Hardware – PS2), se sai bem naquilo que propõe. Um jogo curto, mas que se fosse longo, poderia ser estressante. Para mim, o beijo entre Gina e Harry já valeu a compra do jogo, e Harry zombando o Rony, chamando-o de Won-Won, não tem preço. Mas se você não for fã de Harry Potter, tire pelo menos um ponto da nota total.

Nota: 8,5/10

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