Soul Calibur (Dreamcast)


Depois de uma semana corrida, entre twittadas, e-mails e muitos heróis com roupas colantes dando surra, estamos de volta a programação normal do Blog do Kyo. E pra recomeçar a jornada pelos games, vamos com um dos maiores clássicos dos games de luta em 3D, é claro que estamos falando de *Voz do Narrador* SOUL CALIBUR!

Soul Calibur

Produtora: Namco

Desenvolvimento: Namco

Gênero: Fighting

Jogadores: 1/2

Plataforma: Dreamcast

Uma das especialidades da Namco, com certeza são os jogos de luta em 3 dimensões, e tudo começou com Tekken em 1994, mas Tekken é outra franquia e falaremos disso depois. Soul Calibur, lançado para arcades e portado posteriormente para o Dreamcast, é a continuação de Soul Edge/Soul Blade (Arcade/Playstation) e é até hoje um dos games de luta em 3d mais aclamados e bonitos já feitos. O real potencial (desperdiçado) do Dreamcast é mostrado ali e o modo Mission é um dos mais intrincados já criados.

O Jogo

Cerca de dez anos se passaram após Sophitia, com a ajuda de Taki, derrotar de vez o terrível Cervantes, porém o que não se sabia, é que a espada demoniaca Soul Edge possuia um novo dono e o transformara completamente. Em vista de alguns eventos ocorridos, novos e velhos guerreiros se reencontrarão para o embate pela espada maldita. Essa é a premissa de Soul Calibur, sequência de Soul Edge/Soul Blade. Um embate entre diversos guerreiros, pode salvar ou amaldiçoar a humanidade. Novas e velhas caras se enfrentarão e você estará sorrindo quase todo o tempo.

Jogabilidade:

Uma das coisas boas que Soul Calibur conservou ao longo dos anos, é a jogabilidade. Cada personagem tem uma jogabilidade diferente, cada um dos personagens iniciais, tem uma contraparte com jogabilidade semelhante (Kilik e Seung Mina, Nightmare e Siegfried), mas mesmo essa tem algumas variações. Os modos de jogo são poucos, mas cada um deles tem o seu valor, no Story Mode você conhece cada um dos personagens e seus finais, com excelentes artworks, no Mission Mode você ganha pontos que pode trocar por ilustrações belíssimas e com isso desbloqueia novos cenários e roupas. Você pode usar o modo Battle Theater para gravar suas batalhas e armazenar no Memory Card. A jogabilidade favorece tanto aos novatos, que não tem muita dificuldade em dominar o básico e podem sair metralhando botões (não minta, seu noob, eu sei que você espanca o controle em jogos 3d como Tekken Virtua Fighter, Soul Calibur e Dead or Alive, perde e fala que o jogo é ruim), quanto aos veteranos, que utilizam-se dos comandos e conseguem ganhar dos smasher buttons com um pé nas costas!

Gráficos:

Sim, podem ter jogos mais bonitos artisticamente falando hoje em dia, mas nada se compara ou comparará ao impacto que Soul Calibur teve ao ser portado para o Dreamcast, lembro como se fosse ontem, do dia em que trouxe alguns colegas de escola para um trabalho do Jornal do Colégio e nas horas em que não trabalhávamos na maldita pauta, apresentei a eles o Soul Calibur no meu DC e bem… O problema foi lembrar do que a gente ia escrever. Sim, Soul Calibur é maravilhoso, os cenários são muito, mas muito detalhados. Os personagens são bem modelados, as roupas são bem feitas, todo um esmero que deixou muita gente de queixo aberto. As ilustrações que eu me referia dos finais são bem bacanas, mostrando os finais dos diferentes personagens, embora os finais verdadeiros sejam os do Não vou escrever, vai jogar, porra!  As artworks liberadas no modo Mission no shop são muito boas, mostram sketchs (conceitos), modelagens em 3d dos personagens e ilustrações em estilo mangá. Isso hoje em dia pode ser considerado trivial, mas na época, era o máximo, se bem que eu ainda adoro isso hoje em dia, minhas horas de Naruto Shippuuden pra comprar os gashapons dos personagens que o digam.

Sons

Uma das trilhas mais memoráveis de todos os tempos. Sim, assim podemos definir a trilha do primeiro Soul Calibur. Atualmente nenhum tema me vem a mente, pois faz certo tempo que não jogo, mas as músicas que lembro são épicas. Ainda baixo a trilha de SC algum dia. Graças a deus não temos a lamentável dublagem americana, os seiyuus deram um show a parte, destaco especialmente os do Mitsurugi, do Maxi, Sophitia e Seung Mina. Efeitos sonoros das armas e outras coisas, como os ruídos da respiração de Voldo (esse é, como diria o severino, Uma Bichooona) são show de bola.

Finalizando:

Se você puder jogar no Dreamcast, jogue! É uma das melhores experiências de luta em 3d que você terá. O Dreamcast pode não ter recebido uma versão de Tekken, mas recebeu com certeza o melhor jogo de luta em 3d de todos os tempos, mostrando a Samurai Spirits, como ser um jogo de luta de espadas em 3d *CofCof Samurai Spirits Sen CofCof*.

Nota: 10/10 com louvor!

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3 Comentários

  1. Urameshi

     /  2010/08/12

    O jogo era lindo pra época, as expressões faciais, até o cabelo dos personagens se movendo fio por fio ao vento.

    Sem contar que o Modo Mission do SC1 > SC2, SC3, SCIV. Eu odeio a Namco por terem deixado esse modo de fora na versão Live Arcade!

    Responder
  2. Ah, sem duvida um dos melhores do Dreamcast!
    Ao jogar a primeira vez fiquei fascinado com todo o cuidado que a equipe teve com sua produção.
    NOTA 10 merecida!

    Responder
  3. Um dos melhores jogos já lançado para o Dreamcast, que também é um dos consoles mais foda já criados e infelizmente conheceu seu fim, MALDITOS!

    Soul Calibur 2 impressiona e muito, é visivel o cuidado com os minimos detalhes.

    NOTA 10 MERECIDA!!!

    Responder

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