Sonic The Hedgehog 4: Episode 1


Benção e maldição. Assim podemos chamar as sequências de franquias famosas, pois aquilo que os jogadores adoraram num jogo pode ser preservado e ampliado, enquanto que as falhas e arestas ruins podem ser lapidadas, melhorando um produto. Porém, algumas mudanças podem não agradar tanto, ou por serem radicais demais ao contexto de tal franquia, ou por serem mal executadas. Você, jogador, como reagiria por exemplo, ao ver em God of War II, ao invés das trucidações e barbarizações de Kratos, o cara saltitando feito um bailarino e distribuindo florzinhas aos seus inimigos que morreriam de amores?

Creio que me fiz entender, mas o caso é que a série Sonic The Hedgehog começou com um simples platformer de velocidade e ganhou ares (pequenos) de Exploração Urbana em Sonic Adventure no Dreamcast. A temática urbana permaneceu, mas a Exploração foi eliminada de Sonic Adventure 2, tornando o jogo mais dinâmico e menos enfadonho que seu antecessor, mas esbarrava basicamente em Eggman e Tails e seus estágios irritantes. Sim, odeio estes estágios mais que as caças ao tesouro de Knuckles/Rouge. Depois tivemos Sonic Heroes, que era uma espécie de “volta as origens” na Temática. Porém, o jogo esbarrou em problemas técnicos (não muito irritantes) e nas fases enooooooooooooooooooooooooooormes que possuia (isso me irritava pra caramba). Quando você leva 10 minutos para passar do primeiro Ato sendo um jogador mediano na primeira vez que joga em um jogo do Sonic, é sinal de que algo tem errado.
Em 2006, tivemos a premissa “E se Sonic fosse real?” com Sonic The Hedgehog e sua estréia na atual geração. Com um enredo digno de Final Fantasy (e mais adequado a um jogo da série da Square-Enix, diria eu) e conceitos bons com uma execução medíocre, o jogo foi duramente criticado. Paralelamente tivemos no Wii, Sonic and The Secret Rings, que foi bem aceito pela mídia e jogadores da época, mas o título envelheceu rapidamente e pretendo falar sobre ele algum dia.
E em 2008, tivemos o anúncio de mais dois jogos do Ouriço azul, Sonic Unleashed, cuja análise você já leu aqui no Blog, se não leu, leia porque tá bem legal. Que apesar dos pontos falhos (Eu pensaria num jeito de substituir o Werehog pelo Knuckles e deixaria o jogo uma maravilha) é um jogo decente e Sonic and The Black Knight, que sairia no ano seguinte e seria criticado por não se parecer um jogo do Sonic. Crítica esta que acho injusta porque o jogo se trata de um Spin-Off com letras bem grandes, e aposto que se o MESMO JOGO fosse estrelado pelo Mario, a crítica estaria o louvando a vera. Pois é, assim é a vida.
Nos parágrafos anteriores, evitei falar sobre a situação do Sonic nos Portáteis pois nela tivemos 8 jogos de plataforma com variados graus de sucesso (3 no Game Boy Advance, 3 no nintendo DS e 2 no PSP), um RPG no Nintendo DS feito pela Bioware (e que me dá um soninho gostoso sempre que jogo) e um jogo que mistura luta e elementos de RPG no Game Boy Advance (O Bacana Sonic Battle).
E eis que num teaser misterioso, a Sega revelou Sonic The Hedgehog 4: Episode I, e a não ser que você seja um símio, sabe que este é o título que será analisado hoje. Será que ele vale a pena o investimento ou deve ser esquecido? É o que descobriremos hoje.
Mas antes de começarmos, vou falar o motivo de ter evitado falar de Sonic Colors ou Shadow The Hedgehog. O primeiro, bem, foi desenvolvido paralelamente a Sonic 4 e eu já falei de sua versão portátil aqui no Blog. O segundo também é um Spin-off que eu não considero um jogo do Sonic, porque diabos, ELE NÃO É ESTRELADO PELO SONIC! E pretendo falar dele futuramente. Vamos com a análise de Sonic 4.
Sonic The Hedgehog 4: Episode I
Produtora: Sega
Plataforma: Xbox 360 (Também para Nintendo Wii e Playstation 3)
Gênero: Plataforma
Esqueça tramas mirabolantes, esquemas de dominação do mundo ou pactos com criaturas ancestrais que podem destruir o mundo. Aqui, o que impera é a simplicidade. Após a destruição do Death Egg definitivo (e da máquina maníaca de Robotnick que carregava a Master Emerald), Eggman sobrevive e por algum motivo escuso não explicado, ele começa a capturar animais e os prender dentro de robôs ou em Capsulas estratégicamente colocados em locais diferentes de uma ilha bonita que deve ficar a uns dois quarteirões de distância da Angel Island. Não sei se vocês perceberam, mas escrevi Robotnick e Eggman num mesmo parágrafo, acontece que já me acostumei a falar Eggman desde o Dreamcast, então é isso. Voltando ao reino da realidade aqui no texto, Sonic mais uma vez, pretende por um fim as ambições de Eggman, seja lá quais forem, até o episódio seguinte.


Uma coisa que pode ser uma das bençãos ou maldições do jogo, dependendo do ponto de vista, é o seu progresso no jogo que exceto pelo primeiro Act de Splash Hill é completamente não-linear. Após terminar o primeiro Ato de Splash Hill, durante a contagem dos pontos, uma mensagem dizendo (aperte o botão A – ou o equivalente no controle do PS3 ou 360 – para jogar no próximo ato) e caso não aperte, você será levado ao mapa mundi, aonde as quatro fases disponíveis no jogo estarão lá e será possível jogar qualquer uma delas na ordem que quiser (cada um dos 3 acts, exceto o do Boss, disponível após completar os 3 atos da fase), o que causa estranhamento. Mas é possível seguir de maneira linear, como descrevi aqui mesmo, sendo a ordem de progressão Splash Hill > Cassino Street > Lost Labirynth > Mad Gear.
Os estágios especiais estão de volta, e são mais ou menos parecidos com os de Sonic 1, inclusive as condições de como entrar neles é a mesma, consiga mais de cinquenta anéis, e ao cruzar a placa de fim de fase, pule no anél. E lá, a estrutura, como disse é mais ou menos igual a de Sonic 1, mas ao invés do estágio ficar girando sem parar e lhe causar uma epilepsia como no primeiro jogo, você controla a rotação do estágio com o direcional e com um botão (ou uma chacoalhada rápida do Wiimote por exemplo), pode dar uma chacoalhada no estágio. E neste labirinto do estágio, deve se achar a Chaos Emerald, rotacionando e coletando o maior número de moedas e tentando chegar lá antes do limite de tempo acabar. E a questão das moedas é essencial, pois tem algumas barreiras que exigem uma certa quantidade de moedas para serem transpostas, e isso dá uma certa “adrenalina” aos estágios.


As fases foram feitas mais como tributo aos dois primeiros jogos, inspirando-se em Green Hill, Casino Night, Labirynth e Metropolis, mas com novas sacadas e efeitos que a geração atual é capaz de permitir. E mesmo sendo inspirados, cada uma possui particularidades que mesmo sendo semelhantes, as tornam únicas em relação as suas fontes de inspiração. Porém, toda essa inspiração acabou na hora de criar os chefes, já que são todos versões dos chefes de Sonic 1 e Sonic 2. Porém, eles pegaram emprestado um pouco do padrão de ataques criado na série Advance, que os faz mudar o tipo de ataque a partir de uma quantidade de dano recebida.


A jogabilidade do jogo é um misto do clássico com o moderno, com a progressão bidimensional clássica, e adições como o Homming Attack, usado de forma semelhante a Sonic Unleashed (com a “mira”). A física é um pouco estranha no início, mas é questão de se acostumar… E quem diabo vai ficar dando pulo pra frente e largando o direcional pra jogar? Isso pra mim é coisa de Retardado, sempre joguei Sonic correndo em frente sem parar e agora não vai ser diferente. Muitas das novidades em termos da jogabilidade, tem a ver com o Level Design, como no ato 2, de Lost Labirynth (World of Darkness), aonde Sonic corre com uma tocha na mão e deve usá-la tanto pra acender Dinamites e desimpedir o caminho, quanto acender outras tochas pra resolver “puzzles” e ativar coisas. E por assim vamos nos outros estágios que sempre tem um elemento que o diferencia dos outros.
Um dos “problemas” do jogo é sua duração. Ele é curtíssimo, de fato, se jogado com afinco poderá ser terminado em uma tarde. Para quem gosta de disputas pelo menor tempo, pode perder um pouco mais de seu tempo no time attack e tentar superar outros jogadores pela Leaderboard, única coisa de Online que o jogo oferece.
Uma coisa não muito boa do jogo que remete aos clássicos, são alguns bugs que parecem não querer sair do Sonic em 2D (mas que inexplicavelmente não existiram nas iterações de DS) e causam mortes bobas, mas como é MUITO FÁCIL ganhar vidas aqui, isso não chega a ser um problema grave
O visual do jogo é bom, não é tão colorido em excesso quanto Sonic Colors, mas seus cenários possuem um ótimo visual e detalhes de fundo sensacionais. Cada cenário, apesar de remeter a Sonic 1 ou Sonic 2 contém elementos únicos em cada Act que diferenciam e ajudam a deixar um pouco de lado a sensação de Deja Vu. Esqueçam os sprites, aqui, tudo é na base dos polígonos, Sonic está bem construído, embora as vezes pareça desengonçado dependendo do quão crítico é seu olho. Os badnicks são os clássicos, então você vai se sentir em casa, e longe daqueles robôs genéricos que infestam a série desde Sonic Adventure 2.
O mesmo cuidado infelizmente não foi dispensado aos estágios especiais do jogo, que apesar de não causarem eplepsia como em Sonic 1, podem causar sono como Sonic Chronicles, de tão sem sal que são. Simplesmente é um fundo com uns efeitos que qualquer mameluco que está aprendendo a usar o After Effects ou Photoshop consegue fazer.
A trilha Sonora de Sonic 4 não é ruim. Apesar de não fazer frente as composições clássicas, a maioria delas soa bem aos ouvidos, o que mostra que pelo menos o departamento de som da Sega sabe o que faz. A exceção fica novamente por conta da música do Special Stage, que complementa o tom insalubre do mesmo. De resto, efeitos e músicas estão bons.
Finalizando, Sonic 4 Episode I é uma experiência rápida. Muito rápida, mas não no sentido de velocidade, mas de duração do jogo, como é um jogo que será distribuído de forma episódica, pode até valer a pena o investimento, entre erros e acertos, há de se convir que a Sega estava no caminho certo, mas que algumas coisas teriam de ser lapidadas para um futuro Sonic 4 Episode II (A ser anunciado em 2012), cuja física será reformulada.
Nota final: 8,5/10

Semana Halloween: Scene It? Twilight


Vamos lá, é da Konami, tem vampiros e tem jogos para Wii e DS… A descrição poderia ser de um Castlevania, certo? Pois bem, não é, como você deve ter percebido no título deste review (que será curto, eu juro), que se trata de Crepúsculo. Sim, aliás, não sei porque cargas d’água a Konami resolveu que seria bom faturar um troco em cima dos vampiros que brilham feito purpurina. E digo que poderia ser uma experiência boa, se a Konami fizesse sei lá, um jogo de aventura genérico baseado nos filmes ou mesmo um daqueles adventures point’n click. E o DS tem Castlevania, que acreditem, é um jogo de caçar vampiros, então eles poderiam aproveitar a engine do jogo e criar uma aventura em 2D baseada no universo de Crepúsculo com um olhar diferente. E acredite, eu com certeza faria um roteiro melhor que Stephanie Meyer, mas isso é questão para outro dia. Eis que a Konami pegou um tradicional jogo americano (Scene It? uma franquia de jogos para DVD, que em sua versão normal tem diversas versões, baseado em filmes famosos) e fez uma versão eletrônica para Wii e DS baseado em Twilight… E isso NÃO FOI UMA BOA IDÉIA.

Scene It? Twilight

Produtora: Konami

Plataformas: Wii/DS/PC/iPhone

Gênero: Trivia

O jogo é direcionado ao público que assistiu aos filmes com afinco… Ele não tem roteiro nenhum, você escolhe seu perfil, a foto de um dos personagens da série para ilustrar o seu perfil (eu escolhi o Shark Boy, o único que presta naquela porra) e então… Você passará os piores 5 minutos de sua vida ao tentar responder as perguntas indicadas da seguinte forma: É mostrada uma cena do filme, faltando alguma coisa. São dadas algumas opções e você tem que clicar na correta. Se você tem uma memória fotográfica absurdamente perfeita ou um chute afiadissimo, você se dará bem. Caso você for algum leigo como eu, irá provavelmente se ferrar e em 2 minutos desligará o DS e jogará o cartucho (ou DVD) do jogo pela janela. Aliás, o tempo para responder é curtíssimo, por isso, o chute é a melhor opção. E… Não, não tem mais que isso não. Ah, também há questões em texto sobre coisas inúteis que pessoas que não são obsessivas por Crepúsculo não se importam. Ah, e mesmo tendo sido lançado próximo a New Moon, não há questões sobre o filme.

Sim, eu sei que vocês estão admirados por eu ter dedicado mais de duas linhas para falar sobre Crepúsculo e irão me mandar iates, mulheres e toda aquela papagaiada que me prometeram quando fiz um blog de games, mas que nunca chegou.

Graficamente, olha, vai da pessoa se ela gosta de olhar a expressão de “Nada” da Kristen Stewart e da cara de quem não caga a um mês do Robert Pattinson ou não. Ele usa fotos e imagens dos filmes. O menu é bem simplista e tudo mais, nada mais a declaras.

Sonoramente… Cara, não lembro da trilha sonora desse troço. Digamos que ele não se fez valer da trilha sonora dos filmes, o que seria legal. Pois mesmo não curtindo tanto bandas como Muse ou Paramore, seria legal ouvir algo que eu me lembre. Olha, coloca sei lá, seu CD de músicas favorito e curta a primeira música antes de você desligar o jogo e fazer o que foi dito no segundo parágrafo deste texto. De facto, escute “A Menina e o Vampiro” dos Seminovos enquanto estiver jogando, garanto que será menos doloroso.

Finalizando, apesar de ser um jogo péssimo, Scene It! Twilight não levará nota zero, digamos que se eu fosse fã de Crepúsculo (e obviamente não estaria escrevendo neste blog, mas sim debatendo se Midnight Sun deveria ser lançado ou não em um fórum com um monte de adolescentes e alguns potencialmente gays – nada contra os gays) daria um 5/10, mas como não sou, a nota do jogo é…

Nota Final: 2,5/10

E ainda digo que escrevi demais sobre este jogo, mas de qualquer jeito, a versão de iPhone custa 2 pratas na AppStore (cinco na época do lançamento), o que nos faz repensar o valor do nosso dinheiro.

Galeria:

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Top 10: Coadjuvantes de RPG


Primeiramente, este top apesar de listar 10 personagens coadjuvantes de RPG, não trará por posições, porque esse é um critério pessoal de cada um, e como o blog é meu e sou eu que mando, ah… A quem estou enganando, ninguém comenta no blog mesmo, então paremos de enrolar e vamos agora com 10 coadjuvantes bacanas de RPG. Aqueles que estão do lado do herói, mas não estampam a capa do jogo ou não estão no centro dela se estão do lado do protagonista.

10) Yosuke – Shin Megami Tensei: Persona 4

Persona 4 é sem sombra de dúvida, um dos melhores RPG’s de todos os tempos. Não sei se é o melhor, mas ainda to procurando. Mas enfim, entre o elenco totalmente carismático, resolvi escolher o Yosuke. Primeiro, ele é um tremendo atrapalhado e usado como alívio cômico do grupo. Apesar de bem intencionado, muitas vezes é ele que acaba digamos… Nada bem, como por exemplo, caindo da bicicleta, ou levando um golpe bem lá… Digo, pra uma pessoa levar um golpe no saco de uma amiga e não romper os laços de amizade, tem que ser bem amigo mesmo, porque pra um homem, o saco é a parte mais sensível do corpo. Ah, sim, e seu Persona é o Jiraya. Sim, ele pode dizer depois de uma bebedeira que estava virado no Jiraya e todos terão que concordar com ele. Tá, eu não disse muito, mas você sabia que ele é dublado nos EUA pelo Sasuke? Sim, aquele emo viado… Ok, mals por falar de Naruto nesse texto. P.s: A Arte de Yosuke que ilustra a matéria é do jogo Persona: Ultimate in Mayonaka Arena, jogo de luta feito em parceria entre a Atlus e a Arc System Works (curiosamente a Atlus foi quem distribuiu o primeiro Guilty Gear de PS1)

9) Joshua – The World Ends With You

Um spoiler pra quem ainda não jogou The Worlds End With You ou só jogou a introdução do jogo e ficou perdido com a jogabilidade, vamos lá. A MAIORIA do elenco está MORTA e o jogo se trata de um game que decide qual delas irá retornar ao mundo dos vivos. Joshua é uma das poucas exceções e entra no jogo vivo. Sempre irritante e com ar de quem sabe das coisas, é uma incógnita para Neku e este tem suas razões para desconfiar dele. Tanto que em lembranças dos momentos pré morte de Neku, Joshua parece ser o assassino de Neku, já que a última lembrança deste antes de acordar na Shibuya do jogo, é a de Joshua apontando um revolver para ele. A questão é, Joshua estava perseguindo outra pessoa, que esta sim seria o assassino de Neku, e Joshua se juntou ao ‘Fones’ (apelido dado a Neku por alguns NPC’s) por simpatizar com o garoto e acaba fazendo um gesto muito nobre ao se sacrificar na luta contra o Game Master da segunda semana. Detalhe é que ele estava vivo antes de se sacrificar, ou seja… Isso lhe garantiu uma vaga aqui no TOP 10 e eu não quero fazer spoiler demais.

8) Alkhaid – .hack//G.U.

Alkhaid é coadjuvante mais ativa no segundo jogo da série G.U., mas apareceu no primeiro como uma adversária. Sempre esquentadinha, desdenhou de Haseo e seus amigos, até confrontar com ele no torneio e perder (por conta da habilidade de Haseo de invocar um avatar ) e por conta disso, o acusou sempre que encontrava ele por trapaça. Nos eventos do segundo jogo, Alkhaid acaba por se juntar a Haseo e convive melhor com ele, estabelecendo laços de amizade e os dois lutam juntos no Holy Palace. Tal laço de amizade é mostrado quando Alkhaid é atacada por Bordeaux (que estava infectada pela AIDA) e Haseo a encontra pouco antes dela desaparecer (entrando em coma), mostra a preocupação de Haseo e a própria Alkhaid dizendo pra ele não ficar triste e não se preocupar. Mas quer saber? Só coloquei ela mesmo por ela ser ruiva! Isso mesmo, que se danem as convenções, Alkhaid aparece por aqui porque é ruiva.

7) Dante – Shin Megami Tensei 3: Nocturne

Devil May Cry é legal, e apesar do visual estranho do Dante no reboot feito pela Ninja Theory, o jogo parece melhor que nunca. Mas não falemos disso. A série Shin Megami Tensei é conhecida por sua controvérsia no enredo, você pode seguir o caminho do bem ou o do mal, sendo que tudo aqui é relativo, nada é preto ou branco, tem várias nuances e depende da interpretação. Mas bem, Shin Megami Tensei Nocturne (Lucifer’s Call na Europa) foi o primeiro da série principal a sair no ocidente (Os Persona 1 e 2 (apenas metade do 2) foram publicados no PS1, mas a série Persona é uma sub-série de Megaten). A Atlus é uma empresa com Bolas do tamanho de um touro, afinal, que empresa permitiria você ir até o inferno, chutar a bunda do Dante e recrutá-lo pro seu grupo pra poder Chutar a Bunda de DEUS TODO PODEROSO? É o que eu digo… BOLAS! E o visual do Dante dos quatro primeiros jogos ficou bem legal em SMT, e por isso ele está aqui.

6) Elh – Solatorobo: Red The Hunter

Solatorobo é um ótimo RPG de ação. Apesar de forçar o grinding em algumas situações, a trama é boa e quando se vê, você gastou 15 horas fazendo as duas metades do jogo. O elenco contém personagens carismáticos, destaco aqui a “parceira” do Herói. Red encontra Elh no prólogo, em uma situação de perigo e acaba salvando ela. Logo em seguida, Elh acaba o contratando para fazer um serviço, e aos poucos a amizade entre os dois cresce e isso abala um pouco a própria Elh, por razões que ela esconde (e que não vou contar pra não fazer mais spoilers), mas o fato é que com a convivência, Elh percebe o coração de ouro de Red, e o elo entre os dois é grande a ponto dela conseguir parar ele em um trecho decisivo do jogo. E não, Elh não é uma personagem jogável no modo principal.

5) N – Pokémon Black/White Versions

Pokémon Black/White foi o primeiro da franquia a obter um 40/40 da Famitsu, ele possui coisas familiares aos fãs da franquia, mas inovando um bocado, além de criar todo um pano de fundo interessante e enredo ao menos mais profundo que os outros jogos. Tipo, ele não foge do básico “Blah-d-Blah, quero çer um mestre poquemão”, mas tem histórias paralelas e motivações bastante interessantes. Entre os personagens que conhecemos, está N, um jovem que a princípio parece ser somente um rival aleatório, que tem a habilidade de falar com os Pokémons. O problema é que ele se revela um dos líderes do Team Plasma, e aí é aquela relação em que ele tem um objetivo nobre, mas aquele por trás da criação de N, não tem e toda a construção do personagem é bem feita, e ele acaba indo embora após o protagonista derrotar Ghetsis. Ok, N é bem clichê “vilão enganado/arrependido”, mas diabos, pelo menos ele surra o líder da E4 sem esforço e isso garante altos níveis de RESPECT!

4) Vincent Valentine – Final Fantasy VII

Confesso aqui que nunca joguei nenhum dos Final Fantasies do PS1. “MAIXX PURQUE QUE O VINCENT TÁ AQUI? FOCE É UMA BICHA CHOCOLATANTE, VAI SE FUDÊ, VIVA O FELIPE NETO!” Primeiramente, vá se foder se você pensou nessa frase aí de xingamento, seu lazarento. Vá enfiar sua cabeça num balde de gordura quente pra ver se eu me incomodo. Aos 98% dos meus leitores sãos que não se chocaram com tal notícia, vamos aí ao porque de Vincent estar na lista. Não é por conta de sua personalidade, mas sim pelo fato de que ele é um personagem opcional do jogo (Assim como a gostosinha da Yuffie), e do fato de que ele não foi criado pra ser jogável, mas acabou sendo jogável. E conseguiu se popularizar, a ponto de protagonizar um jogo próprio. (O bom, apenas bom shooter Dirge of Cerberus, que estarei comprando mês que vem). E não, não falo da personalidade dele, se um cara que nem era pra ser jogável, ganhou um jogo próprio, isso quer dizer apenas: BOLAS! O Cara tem BOLAS PRA ISSO! Aliás, Vincent é tão foda que a Square usou o vestuário dele pra colocar no Cloud em Kingdom Hearts porque as roupas de Cloud são bichas demais. É o que eu digo: BOLAS!

3) Urick – Drakengard 2

A continuação de Drakengard tinha um elenco mediano, não que fossem maus personagens, mas vejamos. Temos Nowe, o protagonista que foi criado pela PORRA DE UM DRAGÃO, que mais pra frente é revelado que é o PAI DE NOWE. E antes que sua cabeça frite, saiba que o jogo é da Square, logo sabemos o que os caras fumam. Enfim, temos Eris, amiga de infancia de Nowe e que aparentemente gostaria de agasalhar o croquete de Nowe. Temos Manah, uma das antagonistas do jogo anterior que atormentada por seus erros busca redenção, e é ela em quem Nowe quer espirrar maionese na esfirra, mas é claro que isso não é abertamente. E temos Urick. Em primeiro lugar, ele tem nome de integrante de banda nordica de Death, Black ou Power Metal, deixo você escolher a variante. Segundo, ele usa foices como armas, terceiro, ele forjou um pacto com a MORTE, QUE O TORNOU IMORTAL. (De fato, você pode apanhar jogando com Urick, que sua energia retornará aos poucos) e pra finalizar, ele mesmo destrói o selo que o mantém imortal na batalha contra Cain (protagonista de Drakengard), matando a si mesmo. É o que eu digo, se for pra morrer, que leve um filho da puta mudo junto com você. Só quem jogou Drakengard vai entender essa piada.

2) Sain – Fire Emblem: Rekka no Ken (Fire Emblem nos EUA)

Fire Emblem é uma série de grande importância nos RPG’s estratégicos, nela quando os aliados batem as botas, eles vão mesmo, não tem volta. E também adotou um esquema de Jan-Ken-Po em suas batalhas. Mas isso tudo é desculpa esfarrapada minha pra vos introduzir Sain. Sain é um cara amaldiçoado, de acordo com ele mesmo. Sua maldição? Segundo suas próprias palavras, sua maldição é ser atraído pelas mulheres. Entre um combate e outro da história, sempre que vê um rabo de saia, está lá ele fazendo-nos rir com suas cantadas, com coisas do tipo: “Posso ter o prazer de saber o seu nome, ou melhor ainda, de ter a sua companhia?”. E apesar de ser um mulherengo (Eu não vou desistir! Isso é todas as garotas lindas que eu ainda vou conhecer!), seu pedreirismo não se direciona a Lyndis. De fato, percebendo que seu melhor amigo Kent gosta de verdade da garota, ele o encoraja a demonstrar seus sentimentos, o que mostra que mesmo o mais pedreiro de nós tem seu lado camarada. Sério, queria eu ter um amigo assim. De fato, este artigo está me encorajando a tentar terminar algum Fire Emblem.

1) Kain Highwind – Final Fantasy IV

O Comandante Kain Highwind é amigo de infância de Cecil Harvey e Rosa Farron, e um sujeito sarcástico por natureza, embora seja calmo. Apesar de ser amigo de infância de Cecil, os dois nutriam uma certa rivalidade e embora Cecil não soubesse, nutriam a paixão pela mesma mulher (Rosa). Após ser possuído por Golbez, sua personalidade muda para algo mais frio. Depois de ser salvo por seus companheiros, Cecil perdoa o amigo, e Kain se engaja em consertar os erros que cometeu quando estava possuído por Golbez, fato este que continua em FF IV: After Years, com Kain confrontando seu lado Negro (e tomando uma sova no processo, retribuindo a surra mais tarde). E… É isso, eu tinha que colocar alguém de FF IV sem ser o protagonista, então é o Kain que está aqui. E sim, FF IV é meu segundo RPG favorito, o primeiro é Persona 4.

E é isso, não vou fazer menções honrosas porque estou escrevendo este artigo há quase uma semana e estou exausto, mas muitos personagens bacanas ficaram de fora e também não são muitos RPG’s a ficar por muito tempo nas minhas mãos, sou um tremendo azarado com este gênero de jogo (vide minhas más experiências com FF IV, Zelda Spirit Tracks, Final Fantasy X (envolvendo suco de laranja) e por aí vamos. Espero que tenham gostado.

Sengoku Basara 2: Heroes (Playstation 2/Wii)


Nota inicial: Colaborou nesse review com infos adicionais da história – Yazul (minako_hgang@hotmail.com)

Sengoku Basara 2 Heroes

Produtora: Capcom

Desenvolvedora: Capcom

Plataformas: Playstation 2/Nintendo Wii

Jogadores: 1/2

Estamos de volta com reviews, e este é um dos meus jogos favoritos, tanto que tenho o primeiro Sengoku Basara original aqui no meu acervo de games. Essa é uma review um tanto antiga, então relevem, ok?

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