Virtua Tennis 2009 (Multiplataforma)


É difícil manter uma franquia no topo, especialmente quando ela se trata de algum esporte. Podemos tomar como exemplo, as séries FIFA e Pro Evolution Soccer/Winning Eleven. No fim dos anos 90, a supremacia de FIFA era evidente, já que a franquia se consolidou nos 16 bits e teve seu auge em Fifa 98, mas Winning Eleven tomou o posto no início dos anos 2000, com as versões 4, 2000 e posteriormente a 2002. Aí, depois de evoluir um pouco, ProEvo se estagnou e viu Fifa tomar o trono novamente com as versões 2008, UEFA 2008 e 2009 e agora a série da Konami tem que correr atrás. No caso do Tênis, nunca houve assim, nos anos 90 uma franquia duradoura. Mario Tennis é uma franquia mais do tipo Zuera/Tênis do que Tennis em si.

Aí a SEGA lançou para os arcades, Virtua Tennis (Power Smash! no Japão) e posteriormente para Dreamcast e PC’s, a série agradou pela jogabilidade simples e rápida, sem falhas tão comuns nos jogos de 16 bits (tem jogo que era um caos dar uma raquetada dentro), depois tivemos Virtua Tennis 2, que ficou nos Arcades, recebendo ports para Dreamcast e PS2, posteriormente recebendo uma versão portátil pela Sumo Digital, para o PSP com o nome de Virtua Tennis World Tour. Nesse interim entre VT2 e VT do PSP, a THQ adaptou o primeiro Virtua Tennis para o Game Boy Advance, que mesmo tentando levar a jogabilidade no mesmo estilo do original, tinha gráficos mais feios que bater na mãe com chinelo de madeira.

A série ficou um tempo de molho nos arcades, até que chega em 2006 neles, Virtua Tennis 3, que um tempo depois receberia versões para PS3, Xbox 360 e PC’s. E nesse meio tempo, a SEGA viu a série Top Spin nascer e chegar em sua segunda edição na época e posteriormente a terceira pouco tempo depois de VT 3. E eis que a SEGA anuncia uma ‘atualização’ para Virtua Tennis 3 (e que marcaria a estréia da série no Wii), que não seguiria a numeração oficial da série e nem produzido pelo time responsável pela série (O AM3), mas sim seu ano de lançamento, e tivemos então, Virtua Tennis 2009, é o jogo que será analisado hoje.

Virtua Tennis 2009
Produtora: SEGA
Desenvolvimento: Sumo Digital
Plataformas: Playstation 3, Microsoft Windows, Nintendo Wii, Xbox 360
Gênero: Esportivo (Tennis)

O jogo é uma atualização de Virtua Tennis 3, e no caso, como um jogo esportivo não tem história, o principal dele é o modo World Tour, aonde criando um tenista, será necessário chegar ao topo do Ranking dos Amadores e posteriormente dos profissionais, tornando-se assim uma lenda do Tenis.

Existem cinco modos de jogo, o Exibição, aonde se joga uma partida normal e pode-se customizar as coisas como dificuldade, número de sets e de games e local da partida. O modo Arcade é semelhante ao jogo do Arcade, aonde se enfrenta cinco oponentes em partidas rápidas (1 set de dois games) e após estes, pode-se enfrentar um tenista secreto. O modo de Torneio é semelhante ao de Exibição, mas durando três partidas (quartas de final, semi final e final); Pode-se jogar os mini-games disponíveis no jogo (e que são desbloqueados conforme avanço no modo World Tour) e a cereja do bolo, que é o modo World Tour.

Aqui, o World Tour é herdado de Virtua Tennis 3, aonde se cria um Tenista (homem ou mulher), o que mostra certa evolução em relação a Virtua Tennis 2, aonde se criava um Homem E uma Mulher (e era quase impossível gerenciar as duas carreiras) , e tem que disputar as temporadas almejando o topo dos rankings de amador e profissional, e enquanto isso, treinar para melhorar os status de seu tenista, melhorando sua performance nos mini-games. Pode-se arrumar um parceiro (ganho em partidas especiais), e disputar torneios simples/duplas. E administrar o calendário, sempre atento a datas de competições pelo ranking.

Você também pode customizar seu tenista com roupas adquiridas com dinheiro, equipamentos como raquete nova, e roupas “da zoera” para competir em torneios de “zuera” que existem no calendário. Há a possibilidade de treinos específicos com Tim Henman para melhorar seus atributos, e partidas amistosas para os mesmos fins. Administra a carreira no modo World tour em VT 2009 é mais fácil que em VT 2 por exemplo. Os mini-games não são tão impossíveis, quanto os de VT 2, mas ainda requerem muita paciência.

A jogabilidade continua no estilo Arcade que consagrou a franquia desde o início, com partidas rápidas e velozes a quase 60 Frames por segundo (sem slowdowns, apenas nos menús iniciais da versão PC) com golpes rápidos, divididos em três botões. As câmeras são a clássica superior, uma com meia altura, mais próxima do tenista e uma sob os ombros dele, cada uma delas dá uma visão diferente da quadra, enquanto a superior te dá uma noção de profundidade da quadra, a sob os ombros lhe dá uma noção de altura da bola para um melhor timing da rebatida. No fim, é tudo questão de gosto. Uma coisa muito boa que foi adicionado para as partidas em dupla com a ajuda da CPU, é o controle do estilo de jogo do parceiro, com um botão alterna-se entre jogo no fundo da quadra, mais próximo a rede ou movimentação livre da AI. E acredite, isso fez (na minha opinião), falta em VT4. No Wii ele tem suporte ao Wii Motion Plus.

Graficamente, mantém os gráficos de VT3, que são uma evolução boa em relação ao VT2, mas uma coisa que é latente, é o fraco modo de edição do jogo, e quando comparado um tenista customizado com um tenista profissional licenciado, o abismo nos detalhes é evidente. Não que sejam ruins, mas os tenistas customizados ficam muito ‘iguais’, acho que a SEGA devia ser mais abrangente nesse departamento.

Sonoramente conta com menos músicas que VT2 (que tinha uma trilha muito boa), mas os temas do jogo foram compostos por Richard Jaques, o que garantiu uma trilha bem bacana. Gritos e vozes estão OK, não comprometem e você pode escolher se o narrador vai ser homem ou mulher, o que não faz muuuuita diferença.

Finalizando, Virtua Tennis 2009 vale mais a pena para quem quer ‘atualizar’ seu Virtua Tennis 3 (e poderia ter sido lançado como DLC do mesmo), e curte o lado mais arcade da franquia.

Sonic Rush Adventure (Nintendo DS)


Ok, eu deveria ter passado o domingo escrevendo e editando uma vídeo análise, mas tipo, só joguei Mass Effect 2 o dia inteiro, além de ter brincado bastante em Test Drive Unlimited (aguardem review em breve!) e tudo mais. Mas vamos a um pouco de enrolação… Sonic entrou numa espiral de confusão nos consoles de mesa após o fim da era Dreamcast, mas nos portáteis o ouriço conseguiu manter a moral com a trilogia Advance. E a Nintendo lança o portátil seguinte (Aquele tal de Nintendo DS), e a Sega traz mais veloz que nunca, o ouriço azul em Sonic Rush. Trazendo dois pontos de vista de uma mesma história que se cruzam, o jogo foi um sucesso, e ajudou a manter a personagem Blaze The Cat viva, porque se ela dependesse da popularidade do outro jogo em que ela apareceu… Pois bem, tempo depois sai a sequência direta de Sonic Rush e é ela que será analisada hoje. Uma curiosidade minha, é que os 3 Sonic’s de plataforma do Nintendo DS (Rush, Rush Adventure e Colors) eu zerei de forma inversa, começando pelo Colors e terminando no Rush.

Sonic Adventure Rush

Produtora: Sega

Desenvolvimento: Sonic Team

Plataforma: Nintendo DS

Gênero: Plataforma 2D

Após se perderem em uma tempestade, Sonic e Tails vão para em uma ilha chamada Southern Island, perdidos acabam rapidamente encontrando uma nativa da ilha, Marine the Raccoon, ela estava muito contente por seus sonhos de viajar ao mar estavam perto de se realizar, Tails que é muito inteligente em mecânica se ofereceu em reconstruir o barco da Marine na esperança que isso os ajudasse a encontrar um maneira de voltar para casa. Enquanto isso Sonic explorava a ilha em busca de Matérias Primas, Tails começou a construir quatro barcos e rapidamente os terminou. Com estes rápidos navios de ação, Sonic cruzou os mares como um foguete onde descobriu não apenas ilhas ocultas, mas um bando de piratas (robôs) em busca de tesouros preciosos, liderado pelo um destemido capitão o Whisker. Mas ele é rápido e os piratas não conseguiram detê-lo ainda, pois eles querem tirar Sonic da caçada pelas jóias preciosas. Como se não bastasse, enquanto Sonic corria neste mundo caótico, Blaze aparece. O que a terá trazido de sua dimensão alternativa? Cabe a você desvendar este mistério!


A jogabilidade segue o mesmo estilo do primeiro Sonic Rush, porém mais polida e com menos abismos. Boa parte dos estágios será passada em alta velocidade, utilizando o Boost, além de alguns truques do Sonic (ou da Blaze, em determinado ponto do jogo). Os estágios continuam sendo divididos em 2 atos mais uma batalha contra chefes, que também segue o padrão de Sonic Rush. Os estágios especiais de Sonic Rush saíram, a obtenção das esmeraldas se dá de outra maneira, em duelos contra o mala do Johnny.

Como o jogo segue um ritmo maritmo, haverá trechos aonde se usam veículos aquáticos, tal como Jet Ski, Submarino, navio e Hovercraft, a navegação (e a rota) é feita pela tela de toque do DS e toda uma “estratégia” de navegação é necessária já que dependendo do veículo, ele não poderá navegar em certos trechos. Mas não é nada difícil, apenas diferente.

Cada vez que você termina um ato, você ganha um determinado número (dependendo da performance na fase) de minerais, que são utilizados no jogo pra construir os veículos e umas outras coisas do jogo, o que vai fazer você revisitar alguns estágios algumas vezes, o que aumenta um pouco o tempo de vida do jogo, além de outras missões pós jogo.


Graficamente é bem bonito, com cenários diferenciados, desde uma floresta comum, a um local totalmente Steampunk, passando por uma caverna submarina muito bonita. Nas seções de navegação com a stylus, temos modelos honestos do Sonic pilotando o Jet Ski e elementos bacanas em 3D. Nas fases, alguns efeitos tridimensionais bem bacanas aparecem em alguns trechos. Efeitos de luz, sombra e água estão bons. E graças a deus, sem malditas fases espaciais!

Sonoramente é bastante agradável, com musicas bacanas, como manda a tradição dos jogos de Sonic. Os efeitos sonoros estão todos sob medida, e não existe dublagem das falas no jogo, como aconteceu com Colors.

Finalizando, Sonic Rush Adventure é um dos melhores jogos do ouriço azul em termos de portátil. Se você não gostou dos abismos infinitos de Sonic Rush, pode jogar este aqui sem medo. Recomendado!

Nota: 9/10

 

Sonic Generations


Eu desejaria que o review de hoje fosse mais longo, pois dadas as circunstâncias especiais que envolvem este jogo, ele merece toda a pompa possível. Não é de hoje que eu digo que Sonic The Hedgehog é a minha franquia favorita, sem sombra de dúvida. Acompanho os jogos do ouriço azul desde que ganhei um Mega Drive nos distantes idos do ano de 1996 e juntamente com ele, Sonic 2.
Para conseguir jogar Sonic 3 era uma luta, pois o título vivia alugado e só joguei Sonic 1 no console por aquelas compilações da Tectoy (Sabem, o 6 em 1, 10 em 1). Sonic & Knuckles só fui jogar de maneira válida (ou seja, em consoles) em compilações do PS2, o mesmo vale para Sonic CD. Sonic Adventure rodou em meu Dreamcast até eu cansar, e Sonic Adventure 2 tem uma relação de amor e ódio comigo. Digo Amor porque eu realmente adoro o jogo e todos os seus aspectos (apesar de ter algumas coisas que não gosto *cof cof tailscomrobo cof cof*) e ódio porque a cópia que eu tinha (jack sparrow manda lembranças) simplesmente não rodava quando o console estava muito aquecido.
O tempo se passou, fiquei uns 6 anos sem lidar com games. Vi imagens de Shadow The Hedgehog na revista de um amigo e fiquei empolgado (As lembranças do Shadow que eu tinha são as do cara badass de Sonic Adventure 2). E em 2008, começo o projeto PS2. Para comprar meu próprio PS2 e poder (inconscientemente) colocar minhas mãos nos jogos do Sonic daquela geração. E eis que experimentei Unleashed, Sonic Heroes e Shadow The Hedheghog, além dos dois primeiros jogos da série Riders (que tenho originais para PC e PS2).
E avançamos mais um pouco no tempo, não meu, mas do Sonic. Lembro que no Review de Sonic 4 contei a “história” do Sonic até o próprio Sonic 4 ser lançado. Pois bem, paralelamente a Sonic 4 saia para Wii e DS, Sonic Colors, que contou com aprovação da crítica. E nesse interim, também saiu o terceiro jogo da série Riders, exclusivamente pro X360, pensado pro Kinect, Sonic Free Riders. E eis, que para comemorar os 20 anos do ouriço azul, a Sega produziu e lançou esse ano. Sonic Generations, que é o jogo a ser analisado aqui.

Sonic Generations
Produtora: SEGA
Desenvolvimento: Sonic Team/Dimps (Versão Portátil)
Plataforma: Xbox 360 (Também disponível para PS3, PC e Nintendo 3DS)
Gênero: Plataforma

 

Barriguinha de Chopp, hein Sonic?

A história de Sonic Generations é simples e pode até ser considerada bobinha dependendo do grau de ceticismo do jogador, mas se quer saber a minha opinião, ela cumpre exatamente o seu objetivo de ser a mola propulsora dos eventos do jogo. Uma ameaça sem precedentes paira sobre o universo de Sonic, e ela atende pelo nome de Time Eater, uma criatura que durante a comemoração dos 20 anos de Sonic, sequestra os amigos de Sonic e causa uma ruptura no tempo-espaço permitindo que os seres de duas épocas (Sonic Clássico e Sonic Moderno) interagissem, mas isso só é descoberto por eles após os dois Sonics se encontrarem antes de Sonic encarar o Death Egg Robot. A partir daí, os dois tem que encarar desafios de tirar o fôlego.

Pela imagem, alguém chutou a bunda do Sonic, deve ter sido aquele carcamano de vermelho

Como disse, a história do jogo é só a mola propulsora dos eventos, mas funciona bem. Agora que esclarecemos isso, falaremos sobre a apresentação do jogo. Você está vendo as imagens que ilustram essa análise? Dê uma boa olhada em todas, são da versão PC do jogo (tiradas por mim), com as configurações do jogo rodando no MÍNIMO. Agora deu pra entender o quão este jogo é bonito.

Nostalgia pura pra quem jogou no Dreamcast essa fase

Os cenários (todos, sem exceção) foram criados com base em algum jogo lançado, de Sonic a Sonic Colors e estão fiéis aos seus jogos de origem em ambos os Acts, mas a Sega se deu a liberdade de adicionar novos elementos visuais que complementam a ação. Por exemplo, alguns ambientes internos em Sky Sanctuary, ou alguns ambientes sub-aquáticos em Seaside Hill. E a minha primeira visão de Crisis City (Sonic 2006) foi muito positiva, pois aqui não há os problemas de seu jogo de origem, hahahaha. Aliás, além dos estágios homenageando os jogos, temos outros cenários aqui, das disputas contra os rivais (Metal Sonic, Shadow e Silver) que fazem referência a outros estágios, como a épica corrida contra Metal Sonic de Sonic CD em Stardust Speedway.

 

Nostalgia Pura para quem jogou esta fase no Mega Drive

Além de Sonic, Tails é o outro personagem a ter uma versão clássica, e ambos os 4 (C. Sonic, M. Sonic, C. Tails e M. Tails) estão muito bem modelados, além dos outros amigos de Sonic que aparecem estarem muito bem feitos. Os badnicks receberam o mesmo cuidado, estando fiéis a seus jogos de origem e tudo mais. Com isso, vemos que a apresentação visual do jogo é impecável.

Essa imagem me faz querer jogar Sonic Heroes. 30 Segundos depois de escrever a frase anterior, a vontade passou

O jogo tem um total de nove estágios, divididos em dois atos cada um, um jogado pelo Sonic Clássico e um pelo Sonic Moderno, e cada um deles tem mecânicas diferentes que podem ser aperfeiçoadas ao longo do jogo. Após completar as três primeiras fases (Green Hill, Chemical Plant e Sky Sanctuary), o Skill Shop é desbloqueado, e nele, com os Skill Points adquiridos nas fases (não me pergunte como diabos eles são adquiridos) algumas habilidades extras e coisas a mais podem ser conseguidas, como Escudos, vidas extras, e outras coisas mais. A maioria deles pode ser equipado antes das fases no menu de Skill Set.

 

Só esta fase é melhor que o jogo de origem todo dela

Esse tipo de coisa, qualquer jogador auto-didata poderá aprender com extrema facilidade, a coisa é mais difícil de explicar do que de jogar. Agora explicaremos como funciona os outros atos. Cada fase, como disse no parágrafo anterior é jogada em dois atos, cada um com cada era do Sonic. O Padrão do jogo é Act 1 para o Sonic Clássico e Act 2 para o Sonic Moderno, mas com exceção de Green Hill, eles podem ser completados em qualquer ordem.

 

Lembro da primeira vez que joguei Sonic 1... Eu já havia zerado o 2 e o 3.

O Act 1, temos a jogabilidade que consagrou Sonic no Mega Drive, e como o design de fases caprichou, existem as famosas rotas alternativas que tanto usávamos no Mega e a sensação de exploração permanece a mesma, embora muitas vezes (em certos casos) não dê para voltar atrás num caminho, embora isso seja o que garanta o fator replay. Aqui, tudo o que você possui são os pulos e o Spin-Dash (que além do comando clássico, há um atalho no botão X – Quadrado no PS3) e Após adquirir os escudos no Skill Shop, e equipá-los, você pode ativar até 2 por fase com o Y – triângulo no PS3. A jogabilidade está praticamente impecável, mas de início é um pouco estranho controlar o Sonic Clássico, mas após alguns minutos você se acostuma com uma facilidade incrível. Os inimigos estão bem espalhados, mas o que mais interessa aqui, é que os estágios da era pós Mega Drive estão muitíssimo bem representados no estilo 2D, e Seaside Hill por exemplo, ficou particularmente bonita em 2D.
Já no Act 2, a coisa funciona como os Day Stages de Sonic Unleashed e as fases de Sonic Colors. Com uma câmera fixa, velocidade a toda e obstáculos colocados lá, além das transições de 3D para 2D. Homming Attacks estão lá (como em Unleashed nas versões PS2/Wii, com dois pulos), boosts (indispensáveis em alguns trechos) aquela famosa escorregadinha (pra passar por lugares baixos), o Quick Step (que funcionam com os LB/L1 e RB/R1), além do Drift que ficou meio estranho nos gatilhos esquerdo e direito dos botões de ombro e funciona um pouco diferente do visto em Unleashed. As fases tem um ritmo empolgante, mas nas primeiras vezes em que jogar, vá com cautela para não cair no abismo. Os trechos 2D dessas fases, tem um ritmo que varia entre o cadenciado e o veloz (visto na série Rush). Conforme o jogo avança, habilidades como o Light Speed Dash, o Wall Jump e o Stomp são adquiridos, e dão uma maior dinâmica as partidas. E como um adendo, é irônico ver fases de Sonic Unleashed e Sonic Colors em versões melhoradas da engine.

Sonic provando que os gordinhos tem vez no Skate

Além dos estágios, há as batalhas contra chefes, que representam momentos chave na carreira de Sonic, como a batalha contra o Death Egg Robot, que tem um esquema diferente da original (e tem argolas). E também há as Rival Battles, aonde deve-se enfrentar alguns dos rivais de longa data do ouriço, e os desafios, que além de serem cruciais para o prosseguimento da história (deve se completar ao menos 1 de cada fase e coletar uma das chaves) podem aumentar a vida útil do jogo.

Aqui, uma missão em Sky Sanctuary

Os desafios, consistem em chegar ao fim da fase cumprindo alguma condição que envolve tempo e outras coisas, ou uma corrida contra um ghost, às vezes tendo a ajuda de algum aliado em um trecho. Eles são realmente legais, aquele desafio do Sonic Classico com o Skate foi bem divertido. Outra coisa que os Desafios (que podem ser feitos com o Sonic Classico ou Moderno (há desafios diferentes para ambos) )dão, são um Sino que tocado, libera uma nota musical que ao ser pega, libera algum extra (artwork ou música). Aliás, nas fases há estrelas vermelhas a serem encontradas, que liberam extras da sala de arte. Extras esses que são legais a beça, como artes conceituais das fases ou dos jogos anteriores.

Nunca cheguei na batalha contra o Shadow no jogo original

A SEGA em 90% dos casos, sempre cria obras de arte no Departamento musical. Isso é um fato que nunca muda. Os remixes dos temas foram muito bem executados, e caso você seja um afficionado pelo Sonic, encontrará diversas músicas de outros jogos da série, como Sonic 3D Blast, Knuckles Chaotix e Sonic 4, além de um Jingle de Sonic Adventure que não foi utilizado em seu jogo original. A clássica “Escape From The City” e a Icônica “Open Your Heart” estão lá com novos arranjos e no caso de Escape from The City, novos vocais, com a voz de Alex Makhlouf (tecladista e back vocal da banda de Synthpop “Cash Cash”), Alex também rearranjou algumas das músicas da trilha do jogo, junto com Jun Senoue e cantou “Super Sonic Racing” na versão contida na trilha do mesmo. Destaco aqui, as versões Classic de “City Escape”, “Rooftop Run” e “Planet Wisp”, além da versão Modern de “Chemical Plant”, mas não que as outras músicas do jogo sejam ruins.

Rails em Chemical Plant... E eu não pensei em nada pra por aqui

A dublagem do jogo também está ótima, apesar de não ter tantas falas, os dubladores desempenharam seus papéis melhor que os anteriores (que vieram de Sonic X para os jogos pós Sonic Heroes) e é possível mudar a língua das vozes para outro, caso queira conferir a dublagem japonesa ou espanhola ou francesa. Efeitos sonoros do jogo também agradam, embora apenas cumpram seu papel.

Imagina se Sonic Heroes fosse assim...

Finalizando, sim, Sonic Generations é aquisição obrigatória para qualquer fã do ouriço azul. Após anos de jogos de qualidade e execução duvidosas, a SEGA entregou aquilo que prometeu, uma experiência única para aqueles fãs que permaneceram fiéis mesmo com tanta coisa não muito boa sendo lançada. E apesar de sua curta duração e a falta de Multiplayer (não que eu sinta falta disso e antes um jogo épico e curto do que um enfadonho e longo), ele garante o selo Chuck Norris de Diversão.

Nota Final: 10/10

Galeria de imagens:

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Captain America: Super Soldier


Jogos baseados em filmes costumam ser no mínimo, questionáveis. Quando baseados em quadrinhos, as chances do jogo ser uma porcaria são maiores ainda… Quem aqui não se lembra de Superman do N64? Ou de Enter The Matrix? Charlie’s Angels? Ou aquela porcaria do Spider-man 3? Oh, céus, ainda tenho náuseas de Batman Forever no SNES. Mas vez ou outra surgem bons jogos como Spider-man 2, ou X-Men Legends II: Rise of Apocalipse e diabos! Estou gostando de Arkham Asylum, só preciso de um joypad para jogá-lo no PC com afinco. Voltando aqui, esse ano tivemos o lançamento do filme do Capitão America, que junto com o filme do Thor, seria uma espécie de prévia do filme dos Vingadores, que juntará também o Homem de Ferro e o Hulk, dos que já tiveram filmes, e trará os outros heróis. Época gloriosa, esta que vivemos, hein?

Hein?

Er, aonde eu estava mesmo? Ah, sim, para acompanhar o lançamento do filme, a SEGA preparou um jogo que é e ao mesmo tempo não é baseado no filme. Quer entender como funciona isso? Me segue aí que eu te explico!

….

Captain America: Super Soldier
Produtora: SEGA
Desenvolvimento: High Voltage Software
Plataforma: Nintendo Wii
Gênero: Ação/Beat ‘em up

Ao invés de adaptar diretamente o roteiro do filme o que tornaria o jogo tão previsível quanto um filme pornô, a SEGA resolveu fazer algo diferente. O Capitão América, simbolo do Patriotismo norte americano, está no meio da guerra e tem que invadir as bases “nazistas”, que são as da Hydra, coisa que acontece no filme, mas o foco do enredo do jogo são as invasões, e lá, confrontaremos alguns dos inimigos do Capitão. Pegando uma paralela, nada mais é do que uma das investidas do exército Americano contra as forças do Eixo, coisa que cansamos de fazer em Call of Duty e Medal of Honor. Pena que nenhum desses jogos citados tenha o Capitão, eles seriam mais divertidos. Mas enfim, é isso.

No PS3 e no Xbox 360, temos um clone de Batman: Arkham Asylum, mas aqui é diferente, o que temos é um jogo de ação bem ao estilo Beat’em Up, mas com os recursos do Wii e as habilidades do Capitão América. O Wiimote é usado como mira para o escudo (e isso é extremamente necessário em alguns pontos), enquanto um dos gatilhos do nunchuk é usado pra arremessá-lo. E com as poucas combinações do wiimote + nunchuk, funcionam de maneira simples e fácil.
Em alguns momentos quando o oponente te ataca, você tem que apertar o [Z] do nunchuk para realizar um contra ataque, e isso é extremamente necessário para abrir a guarda de certos oponentes. O jogo flui de maneira linear, e sempre tem uma SETA ENORME para indicar o caminho a se seguir, mas há coisas escondidas e sempre é bom ter algo a mais pra se fazer. Nesse caso, há alguns sub-objetivos durante os estágios e pode-se desbloquear roupas extras pra Steve Rogers. Entre os objetivos, estão, encontrar e destruir as 10 bombas do caveira vermelha nos estágios, ou os tesouros de um dos vilões (que teve seu castelo roubado pela Hydra) ou resgatar três soldados feridos.
O jogo tem um lado (pequeno) RPG, pois cada inimigo derrotado rende alguns pontos de experiência (estrelas) que podem servir para adquirir pequenos upgrades para o Capitão. Nos combates contra os chefes, quando o adversário te agarrar pra surrar, você deve chacoalhar o wiimote feito um banana, ao menos isso não é frequente, já que chacoalhar o controle feito um retardado me lembra dos primórdios do Wii e nenhuma produtora sã pensaria em usar esse tipo de coisa de novo, certo?

Certo?

Os gráficos do jogo definitivamente não são o ápice do Wii, são medianos, o Capitão e os principais vilões estão bem modelados, contudo, os inimigos genéricos, que apesar de variarem um pouco, não receberam tal capricho na modelação, ficando até simplistas. Os cenários são bons e até bem feitos para um jogo de filme, mas são MUITO repetitivos, você passará horas por corredores do castelo, surrando meliantes até não poder mais.
A parte sonora recebeu (em sua versão em espanhol, a que foi jogada e usada para esta análise) uma agradável dublagem. Acredite, o dublador espanhol do Capitão América se saiu melhor que Chris Evans, e os outros se saíram razoavelmente bem em seus papéis. Já as músicas do jogo são passáveis, nada memoráveis, mas não perturbam seus ouvidos. Os efeitos sonoros do jogo são bons, nada demais.
Apesar de não reunir qualidades o suficiente para ser memorável, a High Voltage Software (de Conduit 2 e Leisure Suit Larry: Magna Cum Laude) entregou uma experiência sólida de jogo, com um gênero que é encarado com certo cinismo por parte dos jogadores. Pode não valer a compra para os mais aficcionados (talvez um aluguel), mas vale a pena ao menos ser conferido.
Nota: 7,0/10

Juuohki: Project Altered Beast (Playstation 2)


Muitas vezes, nos deixamos levar pelas opiniões de jogadores diferentes, que nos impedem as vezes de conhecer diversos jogos. Sério, vai dizer que por conta de algumas pessoas, você não deixou de experimentar certos jogos? Já vi muita gente deixar de jogar Sonic Adventure (Dreamcast/PC/Game Cube/X-box/Xbox 360/PS3) porque ouviram dizer que Sonic é ruim. Depois que experimentaram, se tornaram fãs do jogo. Bem, Altered Beast é um jogo que ficou na memória de muita gente por ser o primeiro do Mega Drive; e guardam boas memórias dele (mesmo o jogo sendo apenas mediano). Por intermédio da THQ (que publicou parte dos jogos da SEGA no GBA, além de conversões de jogos do Dreamcast, como Space Channel 5, Crazy Taxi e Virtua Tennis), houve uma tentativa de trazer o jogo para a geração vigente, com o Altered Beast: Guardian of Realms (que se tem uma jogabilidade melhor que a do original, falta sal nele). E em 2005, a SEGA traz de volta a série com uma reformulação para os dias modernos. E assim nasce Project Altered Beast.

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Sonic Unleashed (Playstation 2)


Às vezes eu me pergunto: O que é necessário para se fazer um jogo bom? Bons gráficos, uma boa história, jogabilidade bacana? Inovação? E o que é necessário para arruinar um jogo? Bugs? Gráficos ruins? Jogabilidade falha? Ou a adição de um elemento nada a ver com a franquia? Ah, tanto faz, não sei nem porque escrevi essa baboseira toda. De qualquer jeito, o jogo dessa semana é algo que não é unanimidade, uns acham que é bom, outros acham que é ruim. Vamos analisar Sonic Unleashed.

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Top 3 Nostalgia: Mega Drive


Semana passada, tivemos um excelente top 3 com os três jogos que marcaram minha infância no NES, e para recordar, foram eles:
Super Mario Bros. 3 (Nintendo)

Crystalis (SNK)

Dragon Spirit (Namco/Bandai)
Essa semana, falaremos do Mega Drive. Sim, o 16 bits da SEGA. Lembro bem do dia em que fui com meu pai e voltamos do shopping com dois Mega Drives (um era para meu primo, o pai dele não pode ir, então deixou conosco), o jogo vindo com ele era o clássico Sonic 2, conheci muitas pérolas, mas o primeiro cartucho que eu comprei, foi muuito tempo depois. Vamos aos 3 jogos que mais marcaram a minha infância.

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Virtua Fighter Animation (Master System)


Mais um dia de semana temática, ontem tivemos a pausa pra respirar aqui no Blog e tivemos apenas uma galeria com a gostos… Digo, a galeria com a simpática Plu Moon, hoje estamos de volta, e acreditem, eu não assisti a esse anime, mas como adoro a franquia, analiso o jogo.

Estaremos hoje acompanhando: Virtua Fighter Animation, do Master System.

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Musas Retrô: Sakura (Sakura Taisen)


E sim, temos mais uma entrevista programada pro blog, com a Plu Moon, devo antecipar o post de quarta para terça devido ao feriado. A entrevista já foi feita e isso não interessa no momento não sei porque.

Bem, de qualquer jeito, como estou mais randomico que nunca, vamos de Musas Retrô.

Sakura Taisen (Sakura Wars) é uma das jóias da SEGA que o ocidente nunca havia visto, exceto pelo anime picotado, até que o quinto jogo da franquia (Farewell, My Love) foi trazido ao ocidente numa parceria com a Nippon Ichi Software, sendo que a versão Playstation 2 é bem superior a do Nintendo Wii, pois vem com dois discos, um contendo o jogo no original, audio japonês e legendas em inglês e o segundo com a dublagem americana. A versão wii só trouxe o disco americano. Chupem nintendistas!

Pois bem, fiquem com uma galeria pequena da Plu Moon, como aquecimento para a entrevista de terça.

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Nightshade (Playstation 2)


Meu horário mudou, e com isso o cronograma do blog foi pras cucuias, agora os dias serão domingo, quartas e sextas-feiras.

Hoje, falaremos de Nightshade (vulgo Kunoichi no Japão), sequência do jogo Shinobi, de Playstation 2.

E como eu estou sem o menor saco pra piadas hoje, vou ser mais direto em tudo.

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