Em 1991, para combater a Capcom e seu portentoso Street Fighter II: World Warrior (Não percam a Game Senior #10 com os 20 anos desse clássico), um dos produtores do primeiro jogo, agora na SNK, produziu o clássico Fatal Fury: King of Fighters, para os Arcades e logo depois convertido para o caro NeoGeo. Fatal Fury guarda muitas semelhanças com o primeiro Street Fighter, começando por se caracterizar em um torneio de lutas, e pelos poucos lutadores disponíveis para se jogar e os bonus. Mas, se destacava por possuir dois planos de luta em algumas batalhas, uma história mais profunda que a do primeiro SF (Que era só um torneio), já aqui, conta a história dos irmãos Bogard (Terry e Andy), que juntamente com o lutador de Muay-Thai Joe Higashi, partem em busca de vingança contra Geese Howard, que assassinara o pai adotivo de Terry e Andy (Jeff Bogard). Apesar de ser bonito para a época, tinha falhas, e a jogabilidade não era das melhores, os golpes as vezes não saiam e pra vencer, tinhamos que apelar para socos e chutes normais. Houveram ports para Mega Drive e SNES, e ficaram… Prefiro não comentar, ainda tenho traumas.
No ano seguinte, em 92, a SNK aprimorou tudo, com Fatal Fury 2: A New Legend. (subtítulo da versão japonesa), que melhorou todos os aspectos bons e deu uma gama maior de personagens carismáticos e belos (Mai Shiranui fez seu debut) e alguns esquecíveis (de onde veio a idéia para Cheng Sinzan?). Os ports para Mega e SNES foram muito bons, em especial o de SNES, que mostrava a pontuação. E no ano seguinte, enquanto preparava o excelente Fatal Fury 3: Road to The Victory, a SNK Lançou uma expansão de Fatal Fury 2. Abrigando o rol de lutadores dos dois primeiros jogos, excluindo alguns do primeiro, atualizando os sprites dos lutadores que retornam (como tung-fu rue, billy kane e geese) e adicionando mais um lutador secreto: Ryo Sakazaki, da série Art of Fighting, cujas condições para lutar contra ele eram insanas (simplesmente não perca NENHUM round) e mediante a códigos, podia-se liberar. Em 94, a Takara, responsável pelos ports domésticos de jogos da SNK, lança para diversas plataformas, a versão caseira de Fatal Fury especial, e é ela que será resenhada hoje!
Gagá Games